segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MARSURVIVOR PRIME: Primeiro programa sobrevivencialista para Computador




MARSURVIVOR PRIME é o primeiro programa sobrevivencialista para computadores. Agora o sobrevivencialista, e combatente urbano vão ter na sua tela de computador acesso rápido a todo material sobrevivencialista.

O nosso programa, é um programa gratuito e super leve, feito para te ajudar como uma ferramenta de estudo para que você possa desenvolver seus conhecimentos sobrevivencialistas.  O nosso programa  te dará acesso direto a vários materiais: livros, vídeos, artigos sem que precise ocupar espaço desnecessário em seu HD.  Com apenas um clique você terá tudo isso, e ainda acesso a Web denúncia, veja os serviços que esse aplicativo oferece:

A nossa biblioteca: Com vários títulos sobrevivencialistas: armamento e tiro, autodefesa, comunicação e rádio, bushcraft e vários outros temas;

As publicações mais recentes: Sobre sobrevivencialismo e combate urbano, criminalística, psicologia forense, killologia, temas ligados a área de segurança, entre outros;

Sobrevivencialismo Marcial: Navegue em nosso menu sobre killologia, a psicologia do combate extremo, e mergulhe mais ao fundo nessa ciência usada por agências de segurança, grupos operacionais de elite, e policiais do mundo todo para lhes servirem de base de autodefesa na luta no ambiente de guerra , ou nas ruas. 

CSI MARS: Menu de criminologia para você poder conhecer a mente, e o modo de agir dos predadores urbanos.

Grande Dicionário Sobrevivencialista: Você terá acesso a vários termos sobrevivencialistas.

CONFAC: Você terá acesso direto ao nosso sistema atualizado de facções criminosas que atuam em todo território nacional.


Web Denúncia: Com funcionamento 24 horas o Web denúncia possibilita aos cidadãos de forma prática, e ágil registrar as denúncias usando seu computador.

Dark Web: Vídeos onde mostram a violência de predadores urbanos (criminosos, terroristas, assassino em séries). Esse material vai ajudá-lo a conhecer a natureza  desses seres que estão a nossa volta. (Aviso: esses vídeos contem cenas extremamente fortes);
 


Tudo na facilidade de um clique, baixe agora e comece a se preparar para se proteger e a sua família também.  

Características do Software:

Tamanho: 17.56 MB                       
Funciona em: Windows
Desenvolvido pela: MARS Tecnologic


Para baixar é só clicar na imagem, ou no link abaixo abaixo:


http://www.mediafire.com/file/klarkgmb50y94hl/MARSURVIVOR+PRIME.exe


MARSURVIVOR PRIME



Aproveite também e baixe o aplicativo sobrevivêncialista para celular MARSURVIVOR PUGNAX, clicando aqui.



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E não esqueça de  visitar nossa biblioteca sobrevivencialista virtual, clicando na imagem abaixo: 


http://centrodeestudomars.blogspot.com.br/p/biblioteca.html


Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Combate Extremo: Seja um Ronin



Independência e autossuficiência são palavras chaves para nós combatentes urbano, porém um dos grandes  problemas do mundo moderno  é a fragilização psicológica do ser humano diante da revolução tecnossocial. Perdendo espaço pela falta de adaptabilidade muitas pessoas preferem buscar apadrinhamento junto ONGs, Movimentos sociais, e outros enganjamentos  que buscam culpar esse despreparo pessoal com lutas entre classes. Ricos e pobres, empresário versus operários, povo versus poder publico. Assim essas pessoas ficam sujeito a oportunistas que se mostram como um guia espiritual, vendendo suas verdades em troca de  fé cega. 

E assim também acontece na area de autodefesa, muitas pessoas amendrotadas com a violência e buscando aprender uma tecnica acabam caindo na conversa de pseudogurus marciais. O caminho do verdadeiro do combatente urbano é o caminho do Ronin, o guerreiro sem mestre, não se sujeitando a subjetividades, e nem manipulação de pessoas que querem apenas centralizar força, sem ter nada a oferecer. Não busque um mestre, se torne o mestre de sua vida, assim nunca te decepcionará. e se acontecer saberá o que deu errado e fará uma anailise sincera para se aperfeiçoar..




Dunning-Kruger




Ao longo deste 35 anos de artes marciais, conheci muitos professores e como disse em outra matéria, muitos infelizmente inventam histórias fantásticas para seu aluno, a fim de criarem uma imagem de herói e imbatível. Além de antiética essa atitude ainda coloca em risco a vida de alunos crédulos que tentam copiar as façanhas do professor reagindo a assaltos, lutando contra indivíduos armados. Posteriormente já trabalhando na área de segurança e revoltado com a morte de jovens que eram vítimas dessas mentiras, busquei pesquisar os antecedentes desses pretensos heróis, cinco deles para ser mais exato. E como esperado não havias um único registro das histórias que eles contavam, sobre terem prendido criminosos em assaltos, ou lutado com várias pessoas ao mesmo tempo e tudo resolvido na delegacia.  Muitos nem tinha uma única ocorrência registrada, outros tinha ocorrências comuns como perda de documento. Nada envolvendo conflitos, assaltos.   

Dois pesquisadores da Universidade de Cornell, Justin Kruger e David Dunning demonstraram por meio de uma série de experimentos o mecanismo mental de ilusão de superioridade. Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology em dezembro de 1999, recebendo o prêmio Nobel pelo trabalho. Constataram que vários estudos anteriores sugeriam que em habilidades tão distintas como compreensão de leitura, operação de veículos motorizados, e jogar xadrez ou tênis, "a ignorância gerava  confiança com mais frequência do que os que realmente tinham esses  conhecimento". Esse mecanismo de autoilusão chamamos de  efeito Dunning Kruger. 

O efeito Dunning-Kruger é o fenômeno pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, fazendo com que tomem decisões erradas e cheguem a resultados indevidos; é a sua incompetência que os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória. Kruger e Dunning testaram suas hipóteses com alunos da Universidade de Cornell matriculados em matérias de psicologia, aplicando auto-avaliações de habilidade lógica, habilidade gramática, e humorismo. Depois de confrontados com suas próprias notas obtidas nos testes, pediu-se aos avaliados que estimassem seu nível de habilidade em relação aos demais participantes. Neste momento o grupo mais competente em cada habilidade estimou seu nível corretamente, enquanto o grupo incompetente na habilidade superestimou o seu nível.


Muitos querem ser o que não é, e poucos são e não sabem que são.

Em contrapartida, a competência real pode enfraquecer a autoconfiança, e algumas pessoas muito capacitadas podem sofrer de inferioridade ilusória, achando que não são tão capacitados assim e subestimando as próprias habilidades, chegando a acreditar que outros indivíduos menos capazes também são tão ou mais capazes do que eles. A esse outro fenômeno dá-se o nome de síndrome do impostor.

Muitos "mestres" nunca passaram pela fase de busca do conhecimento, já se lançaram e autopromoveram para o nível de educador e conhecedor absoluto de determinada área.


Dunning e Kruger propuseram que, em relação a uma determinada habilidade, as pessoas incompetentes irão:

Falhar em reconhecer sua própria falta de habilidade;

Falhar em reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas;

Falhar em reconhecer a extensão de sua própria incompetência;

Reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Mas o que tem isso a ver com autodefesa? Tem tudo a ver: eu sempre gosto de bater na tecla, a necessidade de você preparador , sobrevivencialista e combatente urbano, montar seu próprio treino de autodefesa, separando o que é necessário para o seu desenvolvimento. No meio marcial, principalmente nas artes tradicionais, tem muitos indivíduos por falta de uma formação melhor, e com empregos entram para a arte marcial. pois é uma forma fácil de mesmo uma pessoa com baixa instrução escolar, ganhar notoriedade, não fazer trabalhos braçais, ser chamado de mestre e passar a via ganhando mensalidades, e participando de campeonato. Para atrair alunos falam sobre lendas, fatos históricos e filosofias orientais que eles não entendem, o conhecimento se limita apenas a meia dúzia  de livros de autoajuda que compram em sebos. 

Mas o pior não é isso, esse despreparo e falta de conhecimento em área de segurança, fazem eles investirem pesados em partes esotéricas, e falsas histórias onde lutaram contra vários indivíduos, assaltantes armados. Pessoas que nunca pegaram em arma de fogo, ou tiveram em situações reais de crise, ensinam e defendem técnicas absurdas como "segurar tambor de revolver" do assaltante. Tristemente ao longo destes 35 anos vi alunos morrerem seguindo essas loucuras. Muitas pessoas que você vê nos noticiários que reagiram a assalto é isso: fé cega, incentivados por professores. Me lembro de um caso que já contei aqui que depois de saber da morte do aluno, o professor, que sempre falava que os alunos deveriam reagir ou não acreditavam no que treinavam, falar sobre o aluno morto: "Viram? Não treinou, olha o que acontece, é sempre treinamento constante." Mas estou escrevendo hoje este artigo não é para criticar, mas para dizer para você seja seu mestre, seja um Ronin. Seja responsável pela sua vida, procure professores, mas não mestres. Você deve ser mestre de sua vida e proteger a sua família.



 

Seja responsável pela sua vida, e procure conhecimento, mas não se apegue a instrutores, você deve ser o mestre de sua vida.

Infelizmente não existe, caminho fácil, mágico e bonito. Treinar sério cansa, machuca, mas acredite no final vale a pena. procure sempre adquirir novos conhecimentos em diversas áreas: segurança, armamento e tiro, autodefesa, e principalmente entenda que a melhor forma de autodefesa é a prevenção;

No combate extremo, nas ruas,  o que vale no final é sua determinação, além lógico do conhecimento técnico e muito treinamento. O principio da sabedoria é o questionamento e autoavaliação, sempre pense em como melhorar, ou o que você ainda acha que desconhece e poderia estar correndo atrás.



Obras indicadas:











Conclusão

Como vimos o combatente urbano em suas preparações combativas deve tomar muito cuidado a selecionar cursos, de área de segurança, seja de tiro, autodefesa entre outros.  Pois muitos "profissionais" criam uma auto imagem que na maioria das vezes não condiz com a verdade.  Então não veja as pessoas como "mestres", mas como instrutores que você está pagando para lhe fornecer um serviço: conhecimento na área de segurança. Conhecimento esse que pode salvá-lo e a sua família em um momento de crise. 

Nós como sobrevivencialistas urbanos, devemos ser os "mestres" de nossas vidas, tendo toda a responsabilidade pelos nossos atos, e ter a capacidade de questionar as técnicas dos profissionais que nos ministram cursos. Lembre-se: fé cega é para ovelhas. Bons Estudos.

 


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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Killologia aplicada: Você tem certeza que é capaz de matar?


A pergunta pode chocar, mas é importante esse auto exame, pois muitas pessoas tem dificuldade até de lutar de maneira mais forte dentro da academia. Sentem medo, ou receio de se machucar ou machucar o colega, o que dirá tirar uma vida. Muitas pessoas respondem de pronto que sim, pata tentar validar a sua coragem, mas na prática o ato de matar vai contra a doutrinação social, e a nossa própria natureza quanto espécie, já que a maioria de nós não são psicopatas. Contudo, o domínio da agressão humana, é vital para o desenvolvimento futuro e, talvez, para a própria existência de nossa civilização. Porém para algumas mais do que outras o assunto ainda é um tabu, frente o politicamente correto. E com as mudanças políticas em nosso país que vislumbram o porte de arma para o cidadão, e leis com o cunho mais efetivas contra o crime organizado como o  projeto de lei PLS 352/2017, que prevê a neutralização de indivíduos portando armas de guerra em área urbana, que a imprensa gosta de ressaltar incansavelmente como "a lei do abate".

O ato de matar na sociedade moderna, não é visto como uma necessidade, mas sim como um ato que vai contra doutrinas religiosas, e conceitos morais. Mesmo em um cenário como o nosso que só em 2017 teve 60.0018 estupros e 63.880 homicídios e latrocínios (morte em assaltos), um agente de segurança pública quando mata para salvar um cidadão passa por todo tipo de reprovação, desde a mídia e movimentos sociais, até da própria sociedade. Tirar uma vida, ferir uma pessoa mortalmente vai contra o nosso condicionamento social. Então é de suma importância um auto exame para saber até onde o condicionamento moral, religioso,  e social possam ter prejudicado a sua reação letal em um cenário extremo. 




Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:




A fisiologia e a resistência do combate próximo


Além do condicionamento social da não reação violenta, ainda encontramos em nossa própria natureza alguns obstáculos. Pois uma vez que não somos portadores de psicopatia, a empatia pode dificultar a violência extrema para a maioria das pessoas em um combate direto, tendo  resistência de  matar indivíduos da própria espécie. Durante as batalhas territoriais e de acasalamento, os animais com chifres se chocam de maneira relativamente inofensiva, as cascavéis lutam umas contra as outras, e as piranhas lutam contra a própria espécie com golpes de rabo, mas contra qualquer outra espécie essas criaturas liberam seus chifres, presas e dentes sem restrição. 

 
Este é um mecanismo de sobrevivência essencial que impede que uma espécie se destrua durante os rituais territoriais, e de acasalamento. Uma compreensão do estresse do combate próximo começa com uma compreensão da resposta fisiológica à agressividade interpessoal de curto alcance. A visão tradicional do estresse de combate é mais frequentemente associada à fadiga de combate e ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático, que na verdade são manifestações que ocorrem depois e como resultado do estresse. O pesquisador Bruce Siddle definiu o estresse de combate como a percepção de uma ameaça iminente de ferimentos graves ou morte, ou quando se tem a responsabilidade de proteger outra pessoa de ferimentos graves ou morte iminente, sob condições onde o tempo de resposta é mínimo.


Os efeitos debilitantes do estresse de combate são reconhecidos há séculos. Fenômenos como visão de túnel, exclusão auditiva, perda de controle motor fino e complexo, comportamento irracional e a incapacidade de pensar claramente foram todos observados como subprodutos do estresse de combate. Embora esses fenômenos tenham sido observados e documentados por centenas de anos, muito pouca pesquisa foi realizada para entender por que o estresse no combate deteriora o desempenho. 


Uma importante revelação moderna no campo da psicologia militar é a observação de que essa resistência a matar a própria espécie é também um fator-chave no combate humano. O Brigadeiro General SLA Marshall observou isso durante seu trabalho como historiador oficial do Teatro Europeu de Operações na Segunda Guerra Mundial. Baseado em suas entrevistas pós-combate, Marshall concluiu em seu livro de referência, Men Against Fire, que apenas 15 a 20% dos fuzileiros individuais na Segunda Guerra Mundial dispararam suas armas contra um soldado inimigo exposto. Armas especializadas, como um lança-chamas, geralmente eram disparadas. As armas servidas por tripulação, como uma metralhadora, quase sempre eram disparadas. E o disparo aumentaria muito se um líder próximo exigisse que o soldado atirasse. Mas, quando deixados à própria sorte, a grande maioria dos combatentes individuais ao longo da história parece ter sido incapaz ou não ter vontade de matar.

No entanto, os seres humanos são muito hábeis em encontrar meios mecânicos para superar as limitações naturais. Os humanos nasceram sem a capacidade física de voar, então encontramos mecanismos que superaram essa limitação e permitiram o voo. Os humanos também nasceram sem a capacidade psicológica de matar nossos semelhantes. Assim, ao longo da história, dedicamos grande esforço para encontrar uma maneira de superar essa resistência. Do ponto de vista psicológico, a história da guerra pode ser vista como uma série de mecanismos táticos e mecânicos sucessivamente mais eficazes para permitir ou forçar os combatentes a superar sua resistência à matança.

Em 1946, o Exército dos EUA aceitara as conclusões de Marshall, e o Escritório de Pesquisa de Recursos Humanos do Exército dos Estados Unidos foi pioneiro em uma formação de combate que acabou substituindo os disparos contra alvos intensos por “condicionamento” profundamente enraizado, usando alvos realistas e  forma de homem, alvos que caem quando atingidos. Os psicólogos sabem que esse tipo de poderoso “condicionamento operante” é a única técnica que influenciará de forma confiável o processamento primitivo do cérebro de um ser humano assustado, assim como exercícios de incêndio condicionam crianças em idade escolar a reagir adequadamente durante um incêndio e estímulos repetitivos. ”O condicionamento em simuladores de voo permite que os pilotos assustados respondam reflexivamente a situações de emergência. E finalmente o Tenete-coronel Dave Grossman desenvolveu a  Killologia que através de condicionamentos clássicos, operativos trouxe a possibilidade do indivíduo de despertar e condicionar o guerreiro interno.

Assim, a killologia está ligada a psicologia comportamental se concentrando na criação de técnicas para  estudar e modificar o comportamento observável por meio da manipulação sistemática de fatores ambientais, modificação de comportamento no campo da violência, paz e conflito. Ao longo da história, exércitos e nações tentaram alcançar níveis cada vez mais altos de controle sobre seus soldados, e o reforço e a punição sempre foram manipulados para isso. Mas isso foi feito pela intuição, meio cega e não sistemática, e nunca foi verdadeiramente entendido. No século XX isso mudou completamente, já que o desenvolvimento sistemático do campo científico da psicologia comportamental tornou possível uma das maiores revoluções na história do combate humano, permitindo que as taxas de ataque efetivo fossem aumentadas de uma base de 20% ou menos na Segunda Guerra Mundial, para mais de 90% entre os exércitos modernos e devidamente condicionados.

 

Condicionamento social da não reação




Sanford Strong autor do livro: Defenda-se. Um Manual de Sobrevivência ao Crime Urbano, foi policial durante trinta anos nos Estados Unidos, e depois começou a dar aulas sobre autodefesa no cenário urbano. Uma coisa que ele conta em sua obra que toda vez que ele falava nas aulas sobre a necessidade de assistir vídeos  e noticiários policiais onde as vitimas são atacas, ou ensinava técnicas mais brutais como furar olhos, seu publico o olhava espantados como se achassem loucura tanta violência. Infelizmente quando dava aula eu também tive a mesma experiência repetidas vezes. É muito estranho, o aluno entra no curso de autodefesa achando que você vai ensinar alguns movimentos mágicos que ira livra-lo de qualquer situação, contra qualquer oponente. Não importando o numero, o peso, sexo ou altura, se está armado ou não. A maioria não entende que apesar de aprender a técnica, a brutalidade, ferocidade e determinação tem que partir do próprio aluno.  O que um verdadeiro professor de autodefesa tenta despertar em seu aluno é justamente a “determinação em uma situação extrema”.


Veja um exemplo: na faculdade eu tinha um colega que era casado com uma mulher muito bonita, uma loira alta de olhos azuis. Um dia ele me contou que na época que ela era estagiaria em um escritório de advocacia foi vítima de uma tentativa de estupro.  O dono do escritório sempre a chamava para tomar café e para almoçar, e ela sempre dispensava educadamente falando que levava o próprio almoço. Meses passaram até que um dia no final do expediente só estava ele o o dono e ela no escritório, na hora que ela ia sair, ele agarrou pelo braço, e puxou contra seu corpo e falou: Hoje você não escapa. A moça deu uma joelhada no testículo, quando o agressor se encolheu de dor, ela rapidamente pegou uma cadeira do escritório que estava próxima e tacou nas costas dele, depois fugiu e chamou a policia. Imagine se ela não tivesse essa determinação em reagir para preservar a sua integridade física, se ela paralisasse.


Por isso que devemos nos conhecer, fazer um auto exame antes que a crise apareça. Pois se você não tiver determinação para agir com violência em determinada situação, não adianta você portar nem mesmo um fuzil. Você estará em risco e os entes queridos que dependem de você também.


Particularmente o condicionamento operante, a fim de assegura a capacidade do guerreiro de matar, sobreviver, e ter sucesso na missão, em cenários de combate extremo. Os psicólogos sabem que esse tipo de poderoso “condicionamento operante é a única técnica que influenciará de maneira confiável o processamento primitivo do mesencéfalo de um ser humano assustado, assim como os exercícios de incêndio condicionam crianças em idade escolar a reagir adequadamente durante um incêndio e repetitivo estímulo-resposta. O condicionamento em simuladores de voo permite que os pilotos assustados respondam reflexivamente a situações de emergência.

Porém assim como temos o condicionamento positivo para melhorar o desempenho do combatente urbano, aqueles no poder, seja político, religioso, mídia, ou qualquer tipo de dogma sempre utilizam o condicionamento negativo contra impulsos violentos, como sentimento de culpa, leis desarmamentista, filosofias pacifistas hipócritas, e todo tipo de coisa para relacionar a luta, a defesa, a um ato imoral, transformando o cidadão a se tornar um cordeiro para imolação.  Enquanto a subserviência e a aceitação da agressão e dos insultos como virtude. os conceitos comportamentais básicos de recompensas, punições e treinamento repetitivo para moldar ou controlar. Um bom exemplo é a mídia constantemente doutrinando juntamente com autoridades a população a não reagir, a não ter uma arma.



Lógico, uma vez que você foi rendido não há reação, mas uma coisa é você saber a hora que não deve reagir, outra é você aceitar o condicionamento da não reação. Imagine um agressor se aproxima da mulher mostra uma arma na cintura, e manda que a mulher o acompanhe até um terreno baldio, as chances dela como vítima passiva serão mínimas depois que ele obter o que quer. É essencial reconhecer que bons fins foram e continuarão a ser alcançados através do combate. Muitas democracias devem sua existência ao combate bem-sucedido. Poucos indivíduos negarão a necessidade de combater a Alemanha nazista e o Japão imperial na Segunda Guerra Mundial. E em todo o mundo o preço da civilização é pago todos os dias pelas unidades militares em operações de manutenção da paz e forças policiais domésticas que são forçadas a se envolver em combate corpo a corpo. Tem havido e continuará existindo tempos e lugares onde o combate é inevitável, mas quando uma sociedade requer que sua polícia e forças armadas participem do combate em um cenário como o nosso país com mais de 120 facções criminosas (acesse o Confac para ver o numero atualizado de facções no Brasil clicando aqui) uso da violência extrema não é só inevitável como necessário.





Obras indicadas:

Livros:





Série:







Filme:






Conclusão



O cidadão normal enfrenta resistências internas de cunho fisiológico, psicológico, moral, religioso e social quando se fala em reação violenta contra uma outra pessoa. Mas como sabemos em um cenário de crise como o nosso com milhões, de  homicídios, latrocínios, estupros e roubos é impossível pensar em se proteger sem levar em conta a necessidade em algum momento de matar para poder salvar a própria vida ou de um ente querido.

Por isso a necessidade de se fazer um auto exame para saber se realmente você seria capaz de acabar com uma vida. Pois não adianta fazer inúmeros cursos táticos, os melhores cursos de autodefesa com os melhores professores, portar três armas, se você não tiver capacidade de despertar o seu primitivismo com toda a ferocidade de maneira brutal em um cenário de crise. Isso tem que vir de dentro do combatente, por isso que muitos grupos operacionais de elite fazem os aspirantes passarem por situações estremas, para separar aqueles que tem determinação, daqueles que fogem, que "pedem pra sair". Então  não espere os lobos aparecerem faça um auto exame e trabalhe em cima disso, e leia nossos artigos sobre killologia clicando aqui. Bons estudos.


Opinião de Frank Castle sobre a "lei do abate": Demorou!

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