domingo, 3 de setembro de 2017

Serial Killers: Modus Operandi & Assinaturas




Não existe classe social ou intelectual, eles podem ser qualquer pessoa que devido um fator genético, uma família disfuncional, sofrer diversos abusos, não desenvolva empatia em sua infância, e se tornam seres totalmente amorais, com necessidades de caçar. Para poderem ser detidos, o FBI  estudou o  perfil do serial killer, e seu comportamento, escolha de vítimas, formas de agir, para que através de uma criação de perfil  poder ter o mínimo de informação possível  do predador, e traçar um plano de captura. Hoje neste post vou estar abordando sobre Modus Operadi e Assinatura.




       
  Gary Ridgway, o assassino do Green River



Tipos de Serial Killers






Antes de falarmos sobre a a maneira desse tipo de predador agir, vamos antes abordar os diferentes tipos que existem, para depois ficar mais fácil relacionar cada tipo com o local do crime que deixaram para trás. O termo "Serial Killer" foi criado por Robert Ressler, ex-agente do FBI na década de 70. A definição do FBI para assassino em série é aquele que assassina três ou mais vítimas, com períodos de "arrefecimento" entre cada assassinato, diferente do assassino em massa que matam quatro ou mais pessoas ao mesmo tempo, por exemplo, em um atentado a bomba.

Para Ronald M. e Stephen T. Holmes, autores de vários livros didáticos sobre assassinato em série e crimes violentos, nem todo assassino em série cai em um único tipo, e muitos são mais do que um tipo. De acordo com a tipologia de Holmes, os assassinos em série podem ser focados em ato, quem matam rapidamente, ou focados em processos, ou seja que matam lentamente a vítima. Para assassinos focados em ato, matar é simplesmente sobre o ato em si. Dentro deste grupo, existem dois tipos diferentes: o visionário e o missionário. Os assassinatos visionários porque ele ouve vozes ou tem visões que o orientam a fazê-lo. Os assassinatos missionários porque ele acredita que ele deve se livrar de um grupo particular de pessoas. 


                  Norman Bates, assassino do tipo visionário



Os assassinos em série focados no processo obter prazer na tortura e a morte lenta de suas vítimas. E finalmente assassinos do poder desejam "ser Deus" ou estarem a cargo da vida e da morte. Os assassinos em série também podem ser classificados por suas habilidades organizacionais e sociais. Eles podem ser organizados ou desorganizados, e não sociais ou sociais (dependendo se eles são excluídos pela sociedade ou se excluem). O quadro a seguir ilustra comportamentos dos dois tipos mais comuns.





 Francis Dolarhyde no filme, Dragão Vermelho, queria se tornar um deus, que era o dragão do título


Outra classificação muito usada são os seriais killers organizados e desorganizados. Sendo que o Serial killler do "tipo organizado", com inteligência normal para acima da média, conseguem se inserir bem à sociedade, são muito mais difíceis de serem pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter uma vida aparentemente normal com família, emprego de alto nível, podem chegar mesmo a possuir nível superior.



                      Personagem Hennibal Lecter, exemplo de Serial Killer organizado.


Os do  "tipo desorganizados", com inteligência abaixo da média, são impulsivos, não planejam seus atos, costumam usar objetos que encontram no local do crime e muitas vezes os deixam para trás, junto com muitas outras provas. Não são sociáveis, e geralmente possuem empregos com os quais não precisam interagir frequentemente com o publico.

 Buffalo Bill, personagem de Silêncio dos Inocentes, exemplo de serial killer desorganizado, com distúrbio psiquiátrico grave.

A negligência e o abuso são uma constante que  em série experimentam quando crianças. Segundo Robert Ressler e Tom Shachtman descrevem em um estudo realizado pelo FBI , incluindo entrevistas com dezenas de assassinos, principalmente serial killers, que encontraram "padrões semelhantes de negligência grave na infância". Durante o desenvolvimento de uma criança, existem períodos importantes nos quais ele aprende sobre amor, confiança, empatia e regras básicas sobre como interagir com outros seres humanos. Se esses traços não forem impressos sobre a criança durante esse período, talvez não seja possível  aprender mais tarde na vida, já que ele terá a personalidade formada.




Modus operandi e assinatura
 





Modus operandi é o que o criminoso faz para cometer o delito, e é dinâmico, pode mudar.  É estabelecido observando-se que arma foi utilizada no crime, o tipo de vítima selecionada e o local escolhido. O M.O. é dinâmico e maleável, na medida em que o infrator ganha experiência e confiança. Por exemplo, um ladrão novato que, num primeiro crime estilhaçaria uma janela para entrar numa casa, logo aprende que com este método o barulho é grande e o roubo, apressado. Numa próxima vez, levará instrumentos apropriados para arrombar com calma e escolher o que levar.

Já a assinatura é o que o criminoso faz para se realizar,  é estático, não muda,  é sempre única, como uma digital, e está ligada à necessidade do serial em cometer o crime. Eles têm necessidade de expressar suas violentas fantasias, e quando atacar, cada crime terá sua expressão pessoal ou ritual particular baseado em suas fantasias. Matar simplesmente não satisfaz, ele fica compelido a  a um ritual completamente individual, como o próprio nome diz, a sua assinatura.








 Exemplo de assinatura, Ed gein fazia móveis e objetos de utilidade doméstica com peles e ossos humanos, sua história foi largamente usada no cinema, para criação de filmes como Massacre da serra elétrica, Psicose, e Silêncio dos Inocentes.



 Na ficção, o personagem Dexter da série de TV homônima, ele faz toda uma busca dos antecedentes criminais de seus alvos, e depois se for culpado pelos crimes, Dexter os surpreendia pelas costa e aplicava  injeção com tranquilizante de uso veterinário faz o alvo perder a consciência, e depois leva a vítima para uma sala coberta de plásticos para não sujar o local de sangue e deixar evidencias. Esse seria o Modus Operandi do personagem Dexter a forma que ele agia para conseguir o seu objetivo, a sua assinatura era que todos os seus alvos eram assassinos em série, e ao invés de cordas ele usava fita para prender os pulsos, e mostrava fotos das vitimas dos assassinos antes de executa-los essa era a sua assinatura. Isso até lhe trouxe problema na segunda temporada, pois um especialista do FBI, identificou tanto o M.O. que usava,  quanto a assinatura já que todas as vitimas eram suspeitas de homicídio. 


 Persongem Dexter, com seu local de crime montado, com fotografia de vítimas do seu alvo, sua assinatura.


Na vida real podemos citar como exemplo John Wayne Gacy, Serial Killer americano conhecido como o "Palhaço Assassino", responsável pela morte de mais de trinta garotos, foi condenado. Seu Modus Operandi era atrair as vítimas para sua casa com promessas de emprego em construção civil ou pagamento em troca de sexo. Passado um tempo, ele enganava a vítima  dizendo que iria mostrar um truque, e as algemava. 

Já a sua assinatura, as vítimas eram mortas todos entre 15:00 e 18:00. Algumas vezes Gacy se vestia como seu alter ego, o palhaço Pogo, enquanto torturava suas vítimas. Para abafar os gritos delas, colocava uma meia ou cueca em sua boca, todas as suas vítimas tinham as roupas de baixo na boca ou na garganta.

 
Um último exemplo, o canibal Jeffrey Dahmer. Seu Modus Operandi encontrava geralmente suas presas em bares gays ou saunas, as convidava para seu apartamento, oferecendo dinheiro para que posassem para fotos ou simplesmente convidando-as para tomar uma cerveja e assistir a um vídeo. Drogava as vítimas para poder executa-las. Sua assinatura: estrangulava as vítimas com suas próprias mãos ou com uma tira de couro, masturbava-se sobre o corpo ou copulava com ele. Antes da limpeza, Dahmer fotografava toda a experiência para depois poder relembrá-la em detalhes.






                             Vitimas de Jeffrey Dahmer



Uma vez que o perfil seja concluído, os pesquisadores podem olhar para a lista existente de suspeitos e determinar quais são os mais prováveis ​​de ter cometido o crime e determinar a melhor forma de o capturar.

Observa-se, nesta etapa, qualquer conhecimento que o serial Killer tenha sobre técnicas policiais e procedimentos de coleta de evidências. Inclui-se aqui o uso ou não de luvas, camisinha ou a remoção de qualquer objeto que possa conter seus fluidos corporais. Um exemplo que indica que o agressor sexual não é primário é o modo como ele limpa ou banha a vítima depois do ataque. Ele pode também exigir que ela se banhe após o estupro, ou penteie os cabelos pubianos para remover os seus próprios. Se a polícia conclui que este transgressor não é primário, começa a pesquisar entre os criminosos com antecedenntes criminais.




             Exemplo de assinara visível no local do crime, tortura e forma de prender a vitima

         Exemplo de Modus Operandi, local que o assassino usa para esconder os corpos



Conclusão



Como vimos, Modus Operandi, é o modo de agir para o criminoso poder executar o seu objetivo, sequestro, promessas, convites. Assinatura é o ritual que ele utiliza para fazer a execução, uma experiência única, tortura, cantar uma determinada música, assobiar, vestir determinada roupa ritualística. Essas informações uma vez colhidas no local do crime por peritos e investigadores, são de suma importância para se poder montar um perfil e começar a procura pelo suspeito. 
Espero que tenham gostado. Dúvidas, sugestões, deixem nos comentários. Se gostaram da um curtir e compartilhem, obrigado.


                                               Marcos Antônio R. santos 







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