quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sherlock Holmes: Combatente e sobrevivencialista urbano




Sir Artur Conan Doyle,  escritor, médico, jornalista, inventor, atleta, detetive consultor da Yscontland Yard, criou o grande personagem Sherlock  Holmes.

O detetive Sherlock Holmes, em suas aventuras com seu eterno aliado Doutor Watson, demonstra possuir várias características de seu criador. Holmes é descrito como conhecedor de várias técnicas de um sobrevivencialista urbano: auto defesa, observação do ambiente, manter uma aparência que não chame atenção, e sempre se preparando e pesquisando conhecimentos que irão ajudar  futuramente. As suas histórias são um rico material sobre a mente de um sobrevivencialista urbano a frente de seu tempo.







Seu criador, o Sherlock da vida real




Arthur Ignatius Conan Doyle, escritor, jornalista e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção.

Ele também foi um esplêndido esportista sendo que no boxe, futebol, esqui, críquete, bilhar, corrida de carros foram esportes em que ele se destacou. Durante sua estadia em Southsea, ele jogou futebol amador no time Portsmouth Association Club, na posição de goleiro, sob o pseudônimo A. C. Smith.  Conan Doyle também era um grande jogador de críquete, e, entre 1899 e 1907, ele jogou dez partidas de primeira classe para o MCC. A sua maior pontuação foi de 43 jogando contra o London County em 1902. Jogava boliche ocasionalmente, jogando apenas em uma liga de primeira classe. 

Além disso,era um grande golfista, eleito como capitão do Clube de Golfe. Também era  inventor (salva-vidas, capacete de aço para soldados e o método de impressão digital por gipsita foram suas invenções mais conhecidas).  trabalhava até de detetive (auxiliando  a Scotland Yard) nas horas vagas. 



Quando a Guerra dos Boers começou, Conan Doyle declarou à sua família horrorizada que ele iria se voluntariar. Tendo escrito sobre muitas batalhas sem a oportunidade de testar suas habilidades como soldado, ele sentiu que essa seria sua última oportunidade de fazê-lo. Não surpreendentemente, sendo um pouco acima do peso aos quarenta anos, ele foi considerado inapto para se alistar. Sem perder um instante, ele se ofereceu como médico e navegou para a África em fevereiro de 1900. Lá, em vez de lutar contra balas, Conan Doyle teve que travar uma batalha feroz contra os micróbios.

Durante os poucos meses que passou na África, viu mais soldados e médicos morrerem de febre tifóide do que feridas de guerra. A Guerra do Grande Boer , uma crônica de quinhentas páginas, publicada em outubro de 1900, era uma obra-prima  militar. Não era apenas um relatório da guerra, mas também um comentário astuto e bem informado sobre algumas das deficiências organizacionais das forças britânicas na época, intitulado A Guerra na África do Sul: Causa e Conduta, justificando o papel do Reino Unido na guerra bôer. O panfleto foi traduzido para vários idiomas.

Conan Doyle acreditava que foi por causa deste panfleto que ele foi condecorado com o título de cavaleiro em 1902 e indicado como deputado-tenente de Surrey. Nos primeiros anos do século XX, Sir Arthur tentou entrar para o Parlamento do Reino Unido como um membro do Partido Unionista Liberal por duas vezes, uma em Edimburgo e outra em Hawick Burghs, mas, embora tenha recebido uma quantidade respeitável de votos, não conseguiu ser eleito.

Conan Doyle se envolveu na campanha pela reforma do Estado Livre do Congo, liderada pelo jornalista E. D. Morel e pelo diplomata Roger Casement. Em 1909, ele escreveu O Crime do Congo, um grande panfleto no qual ele denunciava os horrores daquele país. Ele se tornou um grande amigo de Morel e Casement, e é possível que eles, juntamente como Bertram Fletcher Robinson, tenham servido de inspiração para vários personagens do livro O Mundo Perdido.

Por algum tempo, Conan Doyle foi um amigo do mágico Harry Houdini, que ele acreditava realmente possuir poderes sobrenaturais ligados ao espiritismo.


O seu principal personagem Sherlock Holmes foi criado depois de observar, o Dr. Joseph Bell (1837-1911), um cirurgião de Edimburgo, era capaz de deduzir muito de sua vida e de seus hábitos. Isso impressionado, Arthur Conan Doyle,  admitiu ter usado e ampliado seus métodos quando concebeu o detetive Sherlock Holmes. Bell inspirou não somente a criação da personalidade de Holmes, mas também o porte físico do detetive.



                                                    Livros sobre boxe do escritor







Ele morreu de ataque cardíaco aos 71 anos. Suas últimas palavras foram ditas à sua esposa: "Você é maravilhosa.". A tradução em português de seu epitáfio no seu túmulo no Cemitério de Minstead é:

"VERDADEIRO AÇO

LÂMINA AFIADA

ARTHUR CONAN DOYLE

CAVALHEIRO

PATRIOTA, MÉDICO & HOMEM DE LETRAS"





Sherlock Holmes 




O personagem Sherlock Holmes, pode se dizer que era um homem a frente de sua época, sempre se preparando por meio conhecimentos e pesquisas variados em diferentes campos, técnicas de combate, várias qualidades dignas de um verdadeiro sobrevivencialista e combatente urbano.  

Ao longo das suas 60 histórias, fica claro o quanto a sua preparação era útil e salvou a sua vida e de seu parceiro veterano de guerra e médico Dr. Watson em várias ocasiões. Descrito como  uma pessoa arrogante, que está correta sobre inúmeros assuntos e com deduções certeiras, possuía do aspecto erudito,orgulhoso, parece dominar vários assuntos, sem Doyle descrever seus estudos.

Holmes também era um ótimo lutador,   possuía prática de diversas artes marciais como boxe, esgrima de armas brancas e de bengala  e auto defesa urbana, o bartitsu.    

Não se vê Holmes estudando sobre tudo, mas domina incrivelmente uma vasta quantidade de assuntos do conhecimento humano, tais como história, química, geologia, línguas, anatomia, literatura sensacionalista, etc.


Segundo Conan Doyle, criador do personagem, Sherlock Holmes viveu em Londres, no apartamento 221B Baker Street, entre os anos 1881 e 1903,durante o último período da época Victoriana, onde passou muitos anos na companhia do seu amigo e colega, Dr. Watson. Hoje, esse endereço é um museu dedicado a Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes descreve-se como um "detetive consultor" (um dos exemplos é o início do livro "O Signo dos Quatro"), o que significa que as pessoas vêm-lhe pedir conselhos sobre os seus problemas, ao invés de se dirigir a elas. Doyle conta-nos que Holmes é capaz de resolver os problemas a ele propostos sem sair do seu apartamento, apesar de este não ser o caso em diversas de suas mais interessantes histórias, que requerem a sua presença. A sua especialidade é resolver enigmas singulares, que deixam a polícia desnorteada, usando a sua extrema faculdade de observação e dedução.

Até hoje na cultura Pop, Sherlock Holmes continua fortemente presente, série TV, cinema, e quadrinhos. Já apareceu em várias histórias com Batman, ambos considerados os maiores detetives do mundo, com habilidades diversas  combatem o crime em igualdade.






















Bartitsu, a auto defesa de Sherlock


                          Edward William Barton-Wright


Além de habilídoso em boxe, esgrima e bastão, Sherlock era conhecer  de Bartsu, técnica de Auto Defesa Urbana criada pelo inglês Edward William Barton-Wrigh, que mesclou diversas técnicas do oriente e ocidente, Jujtsu, judo, boxe ocidental savat, la cane (método francês de defesa com bengala) e  diversas armas improvisadas, e criou seu próprio sistema.

A história da criação desse sistema de defesa começa com a restauração Meiji (1869-1912) que significou profundas alterações culturais e sociais para o Japão. Depois da queda do Tokugawa Shogan, o Imperador Meiji viu por bem abrir as fronteiras nipônicas para o mundo ocidental, para troca de experiências e conhecimento em ciências, tecnologia e armas militares.

Entre os muitos ocidentais que chegaram em terras nipônicas estava o inglês Edward William Barton-Wright. Na década de 1880, a família retornou à Inglaterra, mas Edward continuou sua educação na França e na Alemanha, seguindo os passos do pai e se tornando engenheiro.





Segundo uma entrevista dada por ele em 1950, Barton-Wright disse que seu interesse pelas artes de autodefesa sempre esteve presente ao longo de sua vida. Ele estudou diversos sistemas de luta em suas viagens.

No período em que viveu no Japão (de 1895 a 1898), Barton-Wright estudou ju-jitsu, mais precisamente Shinden Fudo Ryū, com Yukio Tani, em Kobe, e também estudou judô em Kodokan com o criador da arte: Jigoro Kano.

Após voltar para a Inglaterra, em 1898, ele começou a desenvolver uma arte que combinasse aquilo que aprendeu no Japão com ideias próprias. Surgia então o bartitsu (a união de seu nome com o “itsu” japonês), primeira (e única) arte marcial vitoriana.





O bartitsu como dito acima, tem sua base no jujitsu tradicional, mas também acabou recebendo influências do boxe inglês, do judô, do savate (com seus chutes) e também de armas improvisadas, como casacos, chapéus e principalmente guarda chuvas e bengalas. Nesse último, recebeu bastante influência de la canne, o método francês de defesa com bengala.

Em 1899, Barton-Wright começou a divulgar a sua arte escrevendo artigos para jornais e revistas. Entre eles, escreveu um intitulado “Como se Passar por um Homem Forte”, e um ensaio em duas partes chamado “A Nova Arte de Autodefesa” publicado em jornais da Inglaterra, dos EUA, da Austrália e da Nova Zelândia.

Foi lendo um desses artigos que Sir Arthur Conan Doyle, criador do personagem Sherlock Holmes, tomou conhecimento da arte. No entanto, o jornalista errou: em vez de “bartitsu”, ele escreveu “baritsu”. Conan Doyle ficou fascinado pela arte, e fez com que o seu personagem mais ilustre se tornasse conhecedor dela. Mas ele reproduziu o nome errado que lera no jornal.


Na história de Sherlock Holmes “The Adventure of the Empty House” (“A Casa Vazia”), lemos o seguinte: Mas conheço um pouco de baritsu, um tipo de luta japonesa que mais de uma vez tem me valido


No ano seguinte, 1900, foi aberta a Bartitsu School of Arms and Physical Culture, atraindo militares, atletas, atores, políticos e aristocratas como alunos. Edward também organizou diversas demonstrações e promoveu desafio de seus alunos com praticantes de outras lutas.

Em 1901, mais artigos foram publicados, explicando o método Bartitsu de luta com bengalas e guarda-chuvas, atraindo atenção.

Lembremos que os homens das classes mais altas carregavam bengalas sempre que estavam na rua, o que justificava seu treino como arma.

Não por acaso, o bartitsu também começou a ser conhecida como “a arte marcial dos cavalheiros”. De fato, a característica mais interessante da arte marcial britânica é o uso da bengala.


Misteriosamente, apesar de conseguir certo sucesso, a escola fechou em 1903, e a arte praticamente desapareceu, sendo hoje praticada apenas como uma forma de recreação histórica por entusiastas como Tony Wolf, membro fundador da Bartitsu Society.











Dedução



Sherlock Holmes com alguns dados e informações conseguia criar teorias que se mostravam verdadeiras ao elucidar os casos, por meio de pequenas partes conseguia a visão de um todo. Distância entre pegadas ou manchas na parede, por exemplo, eram suficientes para ele inferir sobre a altura da pessoa que estava naquele cenário de crime bem como se estava correndo ou andando.

Dedução é a análise lógica utilizada para construir argumentos, utilizando premissas/argumentos para obter uma conclusão. A conclusão torna explícito um conhecimento já existente nas premissas.

Para o sobrevivencialista e combatente urbano é de extrema importância a observação situacional, identificar uma pessoa que possa estar com más intenções observando seus gestual, se parece estar dissimulando ou não. Se, por exemplo, um individuo está  andando com um casaco em um clima quente e agindo de maneira esquiva, pode significar ocultando uma arma. 

Ao entrar em um ambiente conseguir distinguir uma ameaça real para poder agir, tudo isso em frações de segundos, podem significar a diferença entre a vida e a morte. Como nos é ensinado nos cursos de progressão tática CQB para combate armado em locais fechados,

Móveis e objetos fora de lugar podem significar junto com outros dados um local onde houve uma luta ou foi invadido e levaram objetos de valores.



Estar sempre a frente do inimigo e reconhecer perigos por meio de pequenos indícios é uma das principais qualidades que um Combatente urbano deve possuir.







Conhecimentos gerais



Habilidade diversas, em  áreas relacionadas a sobrevivência como Combate, noções em primeiros socorros, informática, conhecimento tático de sobrevivência, noções de caça, nutrição, fisiologia e anatomia, plantio e criação de pequenos animais é alguns dos vários conhecimentos que um sobrevivencialista urbano deve ter. Pesquisar e analisar o que é importante para seu acervo de conhecimento. Sherlock Holmes assim pensava.

Holmes demonstra, ao longo das suas histórias, uma capacidade de dedução e um senso de observação impressionantes, ajudados por uma cultura geral extensa e variada (ele é capaz de identificar a marca de um tabaco somente pelo seu cheiro e pela cor de suas cinzas). Quando envolvido com algum problema, pode passar noites sem dormir ou comer, o que inquieta o seu amigo Watson. Mestre na arte do disfarce, passa despercebido em visitas a lugares em suas histórias conseguindo informações.

No romance Um Estudo em Vermelho, Dr. Watson, na tentativa de descobrir a profissão de Holmes, avalia os conhecimentos do detetive como:

 Literatura: zero;
Filosofia: zero;
Astronomia: zero;
Política: escassos;
Botânica: variáveis. Conhece a fundo a beladona, o ópio e os venenos em geral. Nada sabe sobre jardinagem e horticultura;
Geologia: práticos, mas limitados. Reconhece à primeira vista os diversos tipos de solo. No regresso dos seus passeios, mostra-me manchas nas calças, e diz-me, pela sua cor e consistência, em que partes de Londres as conseguiu.
Química: profundos.
Anatomia: exatos, mas pouco sistemáticos.
Literatura sensacionalista: imensos. Parece conhecer todos os pormenores de todos os horrores perpetrados neste século.
Música: Toca bem o violino.
Educação Física: É habilíssimo em boxe, esgrima e bastão.
Direito: Tem um bom conhecimento prático das leis inglesas.

Ainda no mesmo livro, Dr. Watson revela a surpresa de Sherlock Holmes quando disse-lhe que a Terra girava em torno do Sol, fato desconhecido por Holmes, que retrucou dizendo:

(...) "— Você parece atônito — disse ele, sorrindo ante a minha expressão de surpresa. — Pois, agora que sei disso, tratarei de esquecê-lo o mais depressa possível.

"— Esquecê-lo?!

"— Veja — explicou-me: — Considero o cérebro de um homem como sendo inicialmente um sótão vazio, que você deve mobiliar conforme tenha resolvido. Um tolo atulha-o com quanto traste vai encontrando à mão, de maneira que os conhecimentos de alguma utilidade para ele ficam soterrados, ou, na melhor das hipóteses, tão escondidos entre as demais coisas que lhe é difícil alcançá-los. Um trabalhador especializado, pelo contrário, é muito cuidadoso com o que leva para o sótão da sua cabeça. Não quererá mais nada além dos instrumentos que possam ajudar o seu trabalho; destes é que possui uma larga provisão, e todos na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas e pode ser distendido à vontade. Segundo as suas dimensões, há sempre um momento em que, para cada nova entrada de conhecimento, a gente esquece qualquer coisa que sabia antes. Consequentemente, é da maior importância não ter fatos inúteis ocupando o espaço dos úteis.

"— Mas o sistema solar! — protestei.

"— Que importância tem para mim? — interrompeu-me ele com impaciência. — Você diz que giramos em torno do Sol. Se girássemos em volta da Lua, isso não faria a menor diferença para o meu trabalho."


Ou seja, seja objetivo não adianta ter uma quantidade imensa de conhecimento se não for direcionado. o antigo filosofo chinês  Lao Tse já dizia que mais vale um conhecimento direcionado efetivo, do que vários conhecimentos generalizados sem realmente haver uma profundidade em nada.








Não ser percebido




Todo bom Sobrevivencialista urbano sabe a necessidade de ter um perfil baixo, ou seja em qualquer lugar em que estiver não chamar atenção para si, técnica conhecida como diretiva do homem Cinza. Sherlock Holmes era mestre nessa arte, ele se disfarçava de acordo com cada cenário, e as vezes ele até simulava fraqueza ou doença para que o criminoso o subestimasse. Sem dúvida nenhuma, mais uma vez Sherlock comprovava a sua habilidade investigativa e de sobrevivencialismo.



Sherlock Holmes disfarçado de marinheiro em Signo dos quatro





Conclusão... muito elementar
 
Na imagem acima, Professor Moriarty, o nêmesis de Sherlock Homes fala: "Eu acho que nenhum de nós sobreviverá" antes de tentar joga-lo de um precipício. Pobre Moriarty, mal sabia que estava enfrentando um verdadeiro sobrevivencialista e combatente urbano.

 
É difícil não observar que a biografia de Sir Arthur Conan Doyle é tão impressionante quanto as histórias incríveis do herói que criou,  Sherlock Holmes.

As aventuras de Sherlock foram uma inovação no campo da literatura criminal em sua época. O detetive tinha conhecimento na área de combate, capacidade de observação e dedução lógica, estudos em diversa áreas para aumentar o seu acervo de conhecimento, e dominava a capacidade de disfarce para passar despercebido em diversos ambientes. 

Sem sombra de dúvida suas histórias além de seus contos serem ótimas obras literárias, nos apresenta um personagem que tem muito a ensinar sobre sobrevivencilalismo e combate urbano. Assim como seu criador, Holmes era um homem a frente de seu tempo.
 



Espero que tenham gostado. Dúvidas, sugestões coloquem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. Muito obrigado.






                                 Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos








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2 comentários:

  1. Parabéns pelo ótimo artigo...Li muito no passado...mas nunca tinha ligado isso ao sobrevivêncialismo...bateu a nostalgia agora.

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    1. Valeu Denis! Também sou fã do grande detetive. Obrigado por acompanhar.

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