domingo, 22 de outubro de 2017

Predadores Canibais: Monstros entre nós





Canibais, indivíduos com comportamento desviante que sente satisfação ao ingerir carne de outros seres humanos. Sempre existiram desde o inicio da humanidade, e nos dias de atuais são vários os casos de Serial killers canibais em todo o mundo. Veremos que basicamente existem dois tipos: o canibalismo social, que tem um significado dentro de uma determinada sociedade antropofágica ou mesmo a necessidade devido a guerra e temos o canibalismo patológico que o que nos interessa nos dias de hoje, pois são indivíduos portadores  de psicopatias graves que habitam entre nós, como pessoas comuns.




Canibalismo e a história humana




Arqueólogos descobriram em julho de 2016 ossos de neandertais em uma caverna na Bélgica que mostraram provas de canibalismo. Reuniram 99 fragmentos de ossos para identificar cinco neandertais distintos, quatro adultos e uma criança, que viveram entre 40.500 e 45.500 anos atrás. Havia marcas nos ossos, incluídos alguns parecidos com os de martelo (provavelmente para remover a medula óssea) e marcas de corte para retirar a carne do osso. Também na caverna foram achados restos de cavalos e de rena, que tinham sido igualmente massacrados. 

         Na mitologia grega, Cronos devorava os próprios filhos que acabavam de nascer.


O historiador e cronista grego Heródoto, do século V a.C, foi o primeiro a analisar e e classificar o fenômeno do canibalismo. Foi ele que cunhou a palavra “antropofagia” (fusão de antropos, que significa “homem”, e phagein, comer), até hoje a mais apropriada para designar o ato de comer carne humana. 


O termo canibal apareceu no século XVI, quando a esquadra de Cristóvão Colombo passou pelas Pequenas Antilhas, conhecidas hoje como Caribe. Os índios que habitavam essas ilhas tinham o hábito de comer carne humana em rituais religiosos e se designavam “cariba”, que não era o nome deste povo como concluíram os espanhóis, mas um adjetivo que significava bravo, “corajoso”. Um erro de pronúncia dos europeus criou a palavra “caniba”, que rapidamente passou a descrever toda e qualquer cultura, invariavelmente inferior, que consumisse indivíduos da mesma espécie.

Na idade média lendas de lobisomens, vampiros e bruxas, na verdade estavam relacionados com assassinos em séries canibais.



A teoria mais interessante sobre lendas de lobisomens e folclore vem de um ex-criador de perfil do FBI, Gregg McCrary. Ele acreditava que a brutalidade dos assassinatos pode ter sido o que originalmente gerou a crença no lobsomen. "Há uma relutância em admitir que alguém em nossa comunidade seria capaz do tipo de maldade que vemos em assassinatos brutais", diz ele. "O mal é tão irresistível que queremos atribuí-lo a algum" monstro ", mas a realidade é que muitas pessoas boas podem ter algumas falhas terríveis".




Na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, havia no país diversas tribos de índios canibais. Entre elas estavam os tupinambá, os potiguares, os caetés, os aimorés, os goitacás e os tamoios. Eles devoravam seus inimigos por vingança e acreditavam que, comendo seu corpo, adquiriam seu poder.

O ritual de “degustação” humana incluía um período de engorda, em que a vítima era bem tratada e alimentada. Antes de sua morte, ela recebia o privilégio de passar uma noite de amor com uma das mulheres da tribo. Depois de morto, o corpo era dividido entre homens e mulheres.

Relatos contam também que os tupis realizavam impressionantes cerimônias antropófagas coletivas. Homens, mulheres e crianças bebiam cauim e devoravam, animadamente, o inimigo assado em grelhas de varas. Até 2 mil índios celebravam o ritual comendo pequenos pedaços do corpo do prisioneiro.

Os tamoios, por sua vez, tinham por costume permitir que o preso vingasse sua morte antes da execução. Ele recebia pedras para jogar contra os convidados, que vinham de longe para as festas. O carrasco colocava um manto de penas e matava a vítima com um golpe de borduna na nuca.











As práticas canibais documentadas ao longo da história indicam que o fenômeno faz parte da cultura de diversos povos primitivos da América e da Ásia e pode aparecer em situações extremas de escassez de alimentos, como guerras. No ano de 1920 a 1921, a União Soviética foi duramente atingida pela fome. A guerra civil tinha dizimado lojas de grão, e as colheitas afetadas pela seca. Camponeses lutando e prisioneiros, foram vítimas de inanição. Indivíduos com fome comiam o que se pôde encontrar, o último de seus animais, cães e gatos, e, finalmente, outros seres humanos. O canibalismo na Rússia Soviética e outros países da União Soviética se manifestou em campos de prisões, nos centros urbanos e no campo. A prática do canibalismo era visto como uma medida de sobrevivência, em vez de um verdadeiro crime, por aqueles que não tinham mais nada para comer.

 

O canibalismo na União Soviética foi banido. Aqueles que foram pegos canibalizando seus concidadãos foram enviados para prisões, mesmo que o canibalismo fosse uma forma de sobrevivência. Pais de crianças famintas poderiam cozinhar e servir os corpos de estranhos, vizinhos ou parentes que tinham morrido, a fim de dar aos seus filhos uma chance de sobrevivência. Enquanto alguns atos de canibalismo certamente ocorreram por causa de psicóticos, outros atos de canibalismo foram realizadas como aspectos práticos, devido à falta de alimentos disponíveis. 

Enquanto alguns indivíduos comiam apenas os corpos dos mortos, já outros assassinos matavam com a finalidade de prover-se com alimentos. Gangues de crianças matavam os adultos, enquanto os adultos caçavam crianças para matar e comer. Prisioneiros escapavam e levavam companheiros de prisão para servir como refeições no futuro sem o conhecimento dos próprios companheiros.






Canibalismo patológico





O canibalismo patológico geralmente acomete indivíduos com algum tipo de transtorno psíquico. A motivação do canibal poderia ser explicada pela perversão sexual sádica, que teria origem em problemas no processo de individuação, quando a criança se “separa” do corpo da mãe. Assim, a assimilação da carne humana serviria para restabelecer a ligação simbiótica original.


Sem teto americano teve o rosto devorado por um canibal em Miami



O Dr. Clancy McKenzie, professor de psicologia da Capital University em Washington, acredita que o canibalismo é resultado de trauma na infância. Ele afirma que uma criança, após o desmame do peito, experimenta ansiedade de separação e fantasia sobre devorar a mãe. Uma pessoa que experimentou isso pode regredir de volta a esta fase na idade adulta devido ao estresse ou trauma e levar o indivíduo a buscar o cumprimento que ele foi negado recorrendo ao canibalismo.



Esta teoria é ainda apoiada por um estudo sobre o canibalismo transcultural realizado por Eli Sagan. De acordo com o livro Fada Divina de Sanday, Sagan argumenta que o canibalismo é uma "resposta psicológica à raiva e à frustração" expressada através da agressão oral e um desejo de literalmente absorver uma pessoa através do consumo. Sagan afirma que esse impulso pode ser dirigido a um inimigo que possa ameaçar a força do indivíduo.



Sagan acredita que as crianças que são excessivamente dependentes de suas mães, devido à nutrição materna, são mais propensas a sofrer agressão oral e frustração devido à separação. Além disso, ele afirma que o adulto que subconscientemente carrega essa agressão oral é susceptível de expressá-la de uma forma abertamente dominante contra as mulheres, recorrendo ao canibalismo.





Por outro lado, no artigo de Talwani, o Dr. Park Dietz, especialista criminal, afirmou que é imperativo que o psicólogo não aprofundasse as experiências de infância do canibal para explicar suas práticas. Dietz acredita que uma pessoa pode recorrer ao canibalismo diante de estresse traumático súbito. De fato, o estresse pode ser um fator importante, que pode impulsionar um para satisfazer seu apetite por sua própria espécie.

Esta teoria pode ser correta até certo ponto, mas só dá uma explicação parcial sobre a motivação por trás do canibalismo e pode não ser aplicável a todos os canibais. Essencialmente, é importante olhar para todo o quadro psicanalítico em torno do comportamento, em vez de apenas uma pequena parcela. Portanto, pode ser necessário olhar para a própria infância ou a juventude, bem como sua idade adulta para obter respostas sobre a questão de por que as pessoas comem outras pessoas.



Em alguns casos possui  várias características comuns da esquizofrenia, incluindo perturbação do pensamento, delírios, alucinações e uma perda de realidade. Este diagnóstico pode ajudar a explicar as experiências que muitos canibais afirmam sentir antes, durante e após suas atividades canibais, incluindo apagões, alucinações e outras formas de pensamentos ou comportamentos desorganizados.






 Albert Hamilton Fish





Albert Fish nasceu em Washington em 1870, foi um pedófilo, masoquista, assassino em série e canibal norte-americano.

Conhecido na cultura popular como Lobisomem de Wysteria, Vampiro de Brooklyn e The Bogeyman (Papão). Fish gabou-se de ter “tido crianças em cada estado” e afirmou que molestou cerca de cem crianças.





No dia 25 de Maio de 1928 Edward Budd põe um anúncio na edição de domingo do the New York World: "homem jovem, 18, deseja a trabalhar no campo. Edward Budd, 406 West 15th Street." Três dias depois, Fish, com 58 anos, visitou a família Budd em Manhattan, sob o pretexto de contratar Edward. 

 
Ele apresentou-se como Frank Howard, um agricultor de Farmingdale, Nova York. Foi então que conheceu Grace, irmã de Budd, então com 10 anos. Fish prometeu emprego a Edward e disse que o iria mandar buscar em alguns dias. Na sua segunda visita ele aceitou contratar Budd, e convenceu os pais, Delia Flanagan e Albert Budd I, a deixar a Grace acompanhá-lo a uma festa de aniversário naquela tarde, na casa de sua irmã.
 

Grace saiu com Fish e nunca mais voltou. Fish matou e devorou a criança e mandou a receita para a mãe da vítima.




Carta de Albert Fish

“Querida Sra. Budd,

Em 1884 um amigo meu embarcou como trabalhador braçal de convés no navio Steamer Tacoma, o capitão John Davis. Eles velejaram de San Francisco para Hong Kong, na China. Quando chegaram lá, ele e dois outros homens foram para terra e ficaram bêbados. Quando voltaram, o navio tinha ido embora. Aqueles eram tempos de fome na China. Carne de qualquer tipo custava de 1 a 3 dólares a libra. Tão grande era o sofrimento entre os pobres que todas as crianças com menos de 12 anos foram vendidas como comida, para manter vivos os outros famintos. Um menino ou menina com menos de 14 anos definitivamente não estava seguro nas ruas. Você poderia ir a qualquer loja e pedir um bife, cortes de carne ou picadinho do corpo nu de um menino ou menina, que seria trazido exatamente a parte desejada por você, que seria cortada dele.
A parte de trás de meninos ou meninas é a mais doce parte do corpo e era vendida como costela de vitela, no preço mais alto.
John ficou lá tanto tempo que adquiriu gosto por carne humana. Quando voltou para Nova York, ele sequestrou dois meninos de 7 e 11 anos. Levou-os para sua casa, tirou a roupa dos dois e os amarrou nus no armário. Então queimou tudo deles. Inúmeras vezes, todo dia e noite, ele os espancou e os torturou para fazer com que sua carne ficasse boa e suculenta.
Primeiro ele matou o menino de 11 anos, porque ele tinha a bunda mais gorda e, é claro, mais carne nela. Cada parte do corpo foi cozida e comida, exceto a cabeça, os ossos e as tripas. Ele foi assado no forno (todo o seu lombo), fervido, grelhado, frito e refogado. O menino pequeno era o próximo, e tudo aconteceu da mesma maneira. Nessa época, eu estava morando no 409 na 100 Street, bem próximo a esse amigo. Ele me falou com tanta frequência como a carne humana era gostosa, que eu decidi prová-la.
No domingo 3 de junho de 1928 telefonei para vocês no 406 w 15 st. Trouxe-lhes um pote de queijo e morangos. Nós almoçamos. Grace sentou no meu colo e me beijou. Eu me convenci a comê-la (naquele momento), com a desculpa de levá-la a uma festa. Você disse sim, ela poderia ir a festa comigo. Eu a levei a uma casa vazia em Westchester que já tinha escolhido. Quando chegamos lá, disse a ela para ficar no quintal. Grace colheu flores selvagens. Eu subi as escadas e tirei toda a minha roupa. Sabia que, se não o fizesse, ficaria com o sangue dela nas roupas. Quando eu estava pronto, fui até a janela e a chamei. Então me escondi no armário até a menina entrar no quarto. Quando ela me viu completamente nu, começou a chorar e tentou correr escadas abaixo. Eu a agarrei e ela disse que ia contar para a mãe dela.
Tirei a roupa de Grace, deixando-a nua. Como ela chutou, mordeu e arranhou! Eu a asfixiei até a morte, então a cortei em pequenos pedaços para poder levar a carne para meus aposentos. Cozinhei e comi aquilo. Como era doce e saboroso seu pequeno lombo assado no forno. Levei nove dias para comer seu corpo inteiro. Eu não fodi a menina, embora pudesse tê-lo feito, se tivesse desejado. Grace morreu uma virgem.”



Durante a sua vida foi apenas suspeito de cinco mortes. Fish confessou três homicídios e ter atacado duas outras pessoas. Foi também julgado pelo rapto e assassinato de Grace Budd. Fish foi condenado à morte na cadeira eléctrica.
 




 Jeffrey Dahmer




Dahmer nasceu em Milwaukee, Wisconsin. Dahmer dissecava animais mortos em sua adolescência e tinha até um cemitério particular nos fundos de sua casa. Era alcoólatra e solitário. Muitos de seus colegas o descreviam como "estranho" e "bizarro" por causa das constantes brincadeiras que cometia. Tudo parte de uma tentativa de Dahmer de se entrosar entre os colegas, algo em vão. 

Aos 15 anos seus poucos colegas perceberam que Dahmer era alcoólatra, em entrevista a Philips no ano de sua morte, confirmou que seus desejos e fantasias assassinas começaram nessa época, não por causa do alcoolismo, Jeffrey bebia para poder esquecer o que pensava.
  
No Verão de 1988 a sua avó pediu-lhe que saísse de casa, devido as suas noitadas, estranha personalidade e os maus cheiros provenientes do porão. Dahmer mudou-se para um apartamento em Milwaukee's West side.


No Verão de 1991, Dahmer matava aproximadamente uma pessoa por semana: Matt Turner (30 de Junho), Jeremiah Weinberger (5 de Julho), Oliver Lacy (12 de Julho) e Joseph Brandehoft (18 de Julho).





Em 22 de Julho de 1991 Dahmer atraiu Tracy Edwards a sua casa. Segundo a vítima, ele e Dahmer lutaram para este lhe pôr algemas. Edwards conseguiu escapar e chamou a polícia, conduzindo-a até ao apartamento de Dahmer. Quando percebeu que tinha sido apanhado tornou-se violento, mas um policial subjugou-o. 


Foram encontradas várias fotografias de vítimas assassinadas, despojos humanos (incluindo cabeças e pênis), alguns deles guardados no frigorífico. A história da detenção de Dahmer e o inventário ao apartamento 213 ganhou grande notoriedade: vários cadáveres foram encontrados em vasilhas de ácido, várias cabeças foram encontradas no seu frigorífico, e um altar de velas e crânios humanos foi descoberto no seu armário. Dahmer foi acusado de praticar necrofilia, canibalismo e uma forma de trepanação, para criar "zumbis".

 

Jeffrey Dahmer foi oficialmente acusado de 17 assassinatos, que mais tarde foram reduzidos a 15. As acusações eram tão pesadas, que as autoridades nem o acusaram da tentativa de homicídio de Edwards. O julgamento começou em Janeiro de 1992. Apesar de todas as provas apontarem para si, Dahmer declarou-se inocente e alegou insanidade. O tribunal considerou Dahmer culpado dos 15 homicídios, e condenou-o a 957 anos de prisão. Mais tarde Dahmer exprimiu remorsos e disse que desejou a sua própria morte.


Em 28 de novembro de 1994, Dahmer e outro preso por assassinato, Jesse Anderson, foram atacados de surpresa e espancados até a morte por Christopher Scarver, também preso, diagnosticado como psicótico (afirmava receber visões do além e que uma delas lhe teria ordenado a assassinar Dahmer e Anderson). Dahmer morreu a caminho do hospital devido a vários traumas na cabeça.

O apartamento 213 foi demolido e agora é um lote vazio. Existem planos para transformá-lo num jardim em memória às vítimas.

Em 1994, Lionel Dahmer publicou o livro A Father's Story e doou o dinheiro aos familiares das vítimas. Lionel mora com a mulher em Medina County, Ohio. Ambos afirmam que continuam a amar Jeffrey apesar dos seus crimes.








Issei Sagawa
 



O japonês Issei Sagawa, que devorou sua professora de alemão em 1981, deixou um registro escrito da cena: “Corto seu corpo e levo a carne à boca inúmeras vezes. Então fotografo seu cadáver branco com ferimentos profundos. 

Faço sexo com seu corpo. Quando a abraço, ela emite um sopro, me assusto, ela parece viva. Eu a beijo e digo que a amo. Então, arrasto seu corpo para o banheiro. A essa altura estou exausto, mas corto sua anca e coloco a carne em uma assadeira. Depois de cozida, sento-me à mesa usando suas roupas de baixo como guardanapo. Elas ainda têm o cheiro de seu corpo”.








Andrei Chikatilo




Foi um assassino em série soviético, de origem ucraniana, conhecido como Açougueiro de Rostov, O Estripador Vermelho e O Estripador de Rostov. Se tornou notório por confessar o assassinato de 53 pessoas entre 1978 e 1990.
 

Andrei Chikatilo foi o primeiro serial-killer conhecido da Rússia no século XX. Na infância, Chikatilo e seus irmãos eram atormentados pela história do seqüestro e assassinato de seu irmão mais velho, Stepan, que teria sido canibalizado durante a grande fome que assolou a Ucrânia na década de 1930. Apesar da veemência de sua mãe ao contar a história, nunca foi encontrado nada que comprovasse a existência de algum Stepan Chikatilo, nem registros de seu nascimento ou de sua morte.
 



Durante a juventude, Chikatilo sofreu muito com uma disfunção sexual que o tornou temporariamente impotente, causando-lhe certo abalo psicológico. Apesar de seu casamento, na década de 1960, do qual nasceram seus dois filhos, Chikatilo sempre acreditou que havia sido cegado e castrado ao nascimento, o que o levou a ter comportamentos mórbidos de violência e vingança.

 

Durante anos Andrei Chikatilo matou e canibalizou dezenas de vítimas, em sua maioria crianças, que ele encontrava em estações de ônibus ou trens.Sua prisão só foi possível graças a determinação de dois investigadores, envolvidos com sua primeira detenção, que lembraram de seu nome depois que foi visto saindo de um bosque próximo a uma estação de trens, algo compatível com os locais onde as vítimas eram escolhidas e depois abandonadas. 
 

Em seu julgamento, Chikatilo definiu-se como um "'aborto da natureza", "uma besta louca", ao qual "só restava a condenação à pena de morte, o que seria até pouco para ele", nas palavras do próprio. Seu desejo foi atendido, com sua execução ocorrendo na prisão, em 14 de fevereiro de 1994, pelo pelotão de fuzilamento. Mas, antes disso, Chikatilo ainda pode chocar toda a sociedade russa, com as descrições sangrentas de seus crimes e de como fervia e arrancava testículos e mamilos de suas vítimas.






É óbvio que há uma escassez de pesquisa na área particular do canibalismo criminoso moderno. Embora existam muitas teorias, poucos são capazes de explicar completamente por que algumas pessoas recorrem a comer carne humana. Portanto, mais pesquisas são cruciais para entender os fatores que levam ao canibalismo criminoso.



 Armin Meiwes



Armin Meiwes (O canibal de Rotenburg), nascido em 1962, que se tornou conhecido como "Der Metzgermeister" (O Açougueiro Mestre). Pela internet, combinou com Bernd Jürgen Armando Brandes que iria assassiná-lo e comê-lo. Em março de 2001, em sua casa, Meiwes amputou o pênis de Brandes (em uma pequena comodo apelidada de "matadouro", decorada com objetos de açougue e uma jaula) e os dois comeram juntos antes de Brandes morrer.



Brandes insistiu para Meiwes arrancar seu pênis a dentadas, mas não foi possível então Meiwes usou uma faca. Em seguida começou a temperá-lo em uma frigideira com pimenta e alho, e serviu para que os dois comessem. Após Brandes perder a consciência, Meiwes o esfaqueou no pescoço, pendurou seu corpo em um gancho de açougueiro e começou a fatiá-lo. Todo o incidente foi gravado em vídeo. O corpo foi mantido no freezer, de onde Armin Meiwes retirou carne por meses e comeu em suas refeições diárias, chegando a ingerir cerca de 20kg do cadáver.

Uma investigação da policia levou a uma rede de fóruns de canibalismo escondidos na DeepWeb. “Cannibal Cafe”, “Guy Cannibals” e “Torturenet” eram páginas usadas pelos canibais para marcar encontros e selecionar vítimas para a prática de canibalismo.

Para a polícia, o canibal disse que sempre quis ter um irmão mais novo e que o seu ato selava uma amizade onde ambos ficariam juntos para sempre.





Em sua primeira entrevista após a condenação, Meiwes disse que refogou o "filé" de Bernd com sal, pimenta, alho e noz-moscada. Também disse que comeu os "bifes" com croquetes princesa, couve-de-bruxelas e molho de pimenta-verde. O sabor da carne, segundo Meiwes, era "semelhante ao da carne de porco, um pouco mais amarga e mais forte, mas um sabor muito bom". Quando a carne acabou, colocou um novo anúncio na internet e acabou sendo preso.
Ele negou ter matado sua vítima, Bernd Juergen Brandes, por prazer sexual, afirmando que embora tivessem feito sexo algumas horas antes, sua satisfação estava em ver sua amizade consumida até o fim.



Meiwes, que é técnico de computadores, disse que também teve a chance de saciar seu desejo com outras vítimas consentidas e afirmou que "há centenas, milhares [de pessoas] lá fora querendo ser comidas", mas disse que não eram do tipo certo.

Um queria ser decapitado, mas Meiwes não gostou dele porque achou que era muito gordo. Outro desistiu quando o acusado lhe disse: "se você vier aqui, precisa saber que será pela última vez".



O promotor Marcus Koehler alegou que Meiwes sempre teve a intenção de matar e que explorou um problema mental que deixou Brandes com desejo de morte.
Meiwes está cumprindo sua pena em Kassel, na região central da Alemanha, ele pode se candidatar à liberdade condicional depois de cumprir 15 anos obrigatórios na prisão. Um exame psiquiátrico feito antes do seu julgamento concluiu que ele não é louco, mas tem uma "alma muito perturbada".






Trio Canibal








Em 2012 um  trio foi preso em Garanhuns  por canibalismo, afirmaram em depoimento à polícia que usavam parte da carne das nádegas e das coxas das vítimas no recheio de salgados como coxinhas e empadas, que eram vendidas na cidade do agreste pernambucano.
 
 Os salgados eram vendidos por uma das suspeitas, que trabalhava como vendedora ambulante. Ela oferecia as coxinhas e empadas aos funcionários do comércio e a restaurantes da cidade.




Segundo Fernandes, o trio teria matado e comido pelo menos oito mulheres. Até o momento, porém, pedaços dos corpos de somente duas das vítimas foram localizados. O delegado afirma que os assassinatos faziam parte de rituais. As vítimas eram mortas a facadas e esquartejadas. Em seguida, o trio bebia o sangue e se alimentava da carne das mulheres mortas por quatro dias.

Eles falaram que esse era um período de purificação, em que só comiam a carne humana. Os restos eram enterrados. Pelos relatos, parece coisa de filme.

Ainda de acordo com a investigação, as vítimas eram atraídas pelos suspeitos com ofertas de emprego. Os depoimentos apontam que os criminosos escolhiam as mulheres que eles acreditavam serem "pessoas más". 

Os investigadores descobriram que uma das mulheres presas suspeita dos crimes usava uma identidade falsa. O documento pertencia a uma das mulheres mortas pelos criminosos em 2008. A Polícia Civil investiga se uma criança encontrada com os suspeitos era filha dessa vítima. A menina de cinco anos foi encaminhada para o Conselho Tutelar e, segundo conselheiros, está bastante abalada.

De acordo com o delegado, a criança também era alimentada com carne humana. A polícia investiga, inclusive, se os suspeitos teriam dado carne da mãe à garota, logo após seu assassinato.








Conclusão


O canibalismo está ligado a transtorno de personalidade dissocial associado a perversão da sexualidade. Onde o indivíduo sente seu poder sobre um outro ser, se satisfazendo e esquecendo a sua inadequação sexual. Em muitos casos o individuo pode ainda ter esquizofrenia ou sofrido algum estresse pós traumático.

Então por esses diversos motivos e os inúmeros casos no Brasil e no mundo, vemos o quanto esse tipo de predador é real e perigoso. Afinal assim como a pedofilia, esse tipo de disforia pode aflorar em qualquer individuo com uma má formação psicossocial. Esse tipo de monstro pode estar mais próximo do que imagina.

Dúvidas, sugestões, deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem.



 Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos









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