quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sobrevivencialismo urbano: Primitivismo X Revolução Técnosocial



O homem vive hoje uma das suas piores fases da história. Onde auto suficiência e a combatividade são relegados a terceiros. Hoje o homem na sua maioria não se vê  mais o provedor da segurança de seu lar e de seus entes queridos. Essa involução decorre em parte da  mudança no sistema de produção ao longo da história. Com a facilidade de conseguir alimentos prontos, policia e bombeiro ao alcance do telefone. 

Serviço com salário ao final do mês, onde ele não precise se preocupar com sistema de produção, apenas com a pequena função repetitiva e ao final do mês receber o salário para pagar as sua subsistência (comida, diversão, roupas...) a maioria dos  homens foi deixando cada vez mais o seu primitivismo,  se fragilizando, em todos os sentidos. Nós sobrevivencialistas e combatentes urbanos buscamos manter uma certa rusticidade e nossa auto suficiência acima de tudo. Mas como o homem chegou a isso perdendo a sua virilidade?









O homem primitivo e sua jornada rumo ao  fim




Há 500.000 anos atrás quando surgiu o primeiro homem moderno em um mundo violento com dentes de sabres e ursos de cinco metros de cumprimento, o homem de imediato viu que para manter vivo naquele meio ele deveria se tornar tão forte e combativo quanto os perigos que o cercava, o que levou a construção de armas e crianção de técnicas para caça, combate e proteção de seu território, sua mulher e sua prole. Mesmo hoje observamos nas sociedades mais primitivas onde no ritual de passagem de criança para se tornar um homem tem que passar por rituais que exigem força e resistência a dor.









Interessante observar que conforme a sociedade foi evoluindo na Idade Antiga e foi se dividindo as tarefas entre os membros da sociedade nascendo o militarismo, artesãos, ferreiros e o comércio  utilidades diversas . E por sua vez água, alimento e roupas não eram mais problemas, e em sociedades mais avançadas como a Grécia diversões como casa de saunas, teatro e festas já estavam presentes na vida dos cidadãos assim como escolas e universidades. Uma grande maioria dos homens não preocupados mais com sua sobrevivência ou necessidade de proteger sua família, começaram a ficarem mais frágeis, já que existiam soldados e juízes para proteger os seus direitos, e bens.  


Logo os anciãos observaram que a natalidade estava caindo e na sociedade só tinham homens velhos, e viram que em mais algumas décadas a sociedade grega ia desaparecer. Isso ocorreu pois os homens a partir dos quatorze anos eram tutelados por um membro da sociedade fora de sua família, sendo conduzido por esse tutor a ser cidadão e também aprendia a sexualidade se tornando amante deste tutor. Como aconteceu com Sócrates e Platão e Aristóteles e Alexandre, o grande. Então com a homossexualidade institucionalizada, o homem que ficasse  muito tempo na presença de mulheres era visto como "afeminado", pois acreditavam que  um homem não tinha por que ficar muito tempo na presença de uma mulher conversando ou convivendo muito tempo além da relação, já que a natureza delas mental é fisicamente era totalmente diferente do homem.



Em virtude disso, os anciãos em desespero criaram a festa da "carne", onde carros alegóricos com mulheres nuas passavam pelas ruas principais da Grécia sendo distribuído vinho de graça em homenagem a Baco (Deus do vinho). E os gregos apesar de não apreciarem a sexualidade feminina, sobre efeito do álcool e com as musicas e insinuações das mulheres que foram contratadas para seduzi-los, acabavam copulando com as mulheres. E assim graças a essa festa anual que deu origem ao nosso Carnaval conhecido hoje, os gregos começaram a nascer, salvando a continuidade da sociedade grega. 



Com  o fim da idade antiga e o inicio da Idade media, vemos a sociedade dividida em castas de nobres, quanto mais poderoso maior era o titulo e comando hierárquico na nobreza e os servos, pessoas comuns do povo que vivem sob a tutela nobre dono de sua terras, o senhor feudal. Onde o senhor da nobreza se responsabiliza pela segurança de determinado povo e este lhes cobra impostos através de produção e trabalhos. 

Nesse momento também vemos o homem delegando a sua responsabilidade de segurança e autossuficiência e proteção da família a outros.  Nesse momento também vemos o homem delegando a sua responsabilidade de segurança e autossuficiencia e proteção da família a outros, a outros.


 




O homem do povo devido essa troca da sua autossuficiência por "segurança" deixava toda a sua virilidade em função da subsistência.  Chegava a  ponto de se sujeitar a leis absurdas, no qual o nobre tinha direito da vida e more de seus servos. Surgindo mitos das seus, abusos como o direito da primeira noite (Latim: jus primae noctis), também conhecido como direito do senhor ou direito da pernada, refere-se a  instituição que teria vigorado na Idade Média e que permitia ao Senhor Feudal, em seus domínios, tirar a virgindade da noiva dos seus vassalos na sua noite de núpcias, para que ele fosse o primeiro homem que ela conhecerá.







No filme coração valente, como podemos ver na cena abaixo mostra o senhor feudal exigindo o seu direito a primeira noite com a noiva do seu vassalo, baseado nos mitos históricos que rondam a relação nobreza e vassalo. 







Porém o homem comum percebeu que esse sistema não o protegia, com o aumento da desigualdade social e econômica, e ainda as novas ideias políticas emergentes do iluminismo, a má gestão econômica, os fatores ambientais que levaram ao fracasso agrícola, levou o sistema feudalista ao colapso. Resultando na Revolução francesa que repercutiu em toda Europa.



A Assembleia Nacional Constituinte aprovou a legislação, pela qual era abolido o regime feudal e senhorial e suprimido o dízimo. Outras leis proibiram a venda de cargos públicos e a isenção tributária das camadas privilegiadas. E, para dar continuidade ao trabalho, decidiu pela elaboração de uma Constituição. Na introdução, que seria denominada Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (Déclaration des Droits de l'Homme et du Citoyen), os delegados formularam os ideais da Revolução, sintetizados em três princípios: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité). Inspirada na Declaração de Independência dos Estados Unidos e divulgada em 26 de agosto, a primeira Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (a que não terá sido estranha a ação do então embaixador dos Estados Unidos em Paris, Thomas Jefferson) foi a síntese do pensamento iluminista liberal e burguês.








A monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos caiu. A sociedade moderna passou por uma transformação épica, quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos evaporaram-se sobre um ataque sustentado de grupos políticos radicais, das massas nas ruas e de camponeses. A burguesia tomava o poder com homem comum que queria recuperar sua autonomia. 

Mas isso não durou muito, chegava outro golpe contra a autossuficiência do homem agora que tinha se libertado do Senhor Feudal. A Revolução industrial, onde vemos o homem antes que vivia da sua capacidade de criar e produzir, seja como carpinteiro,sapateiro, ferreiro ou qualquer outro oficio, de qual tinha seu status social, que passava de pai para filho, ele se ve obrigado a abandonar o seu oficio e trabalhar em empresas onde os produtos eram muitos mais baratos e ele não podia competir como autônomo. 
Com isso muitos sem um objetivo e sem o domínio de uma tarefa de importância social se entregaram aos vícios. Aumentando o numero de casas de prostituição em toda Europa, bem como o consumo de bebida. Uma vez que sua vida já não tinha um significado ou importância social já que sua contribuição se resumia a trabalhar em uma ilha de produção em trabalhos repetitivos diários.








Embora a ênfase no código da masculinidade geralmente tenha diminuído e a androginia tenha geralmente aumentado à medida que a civilização se tornou mais complexa e generalizada, essas mudanças não aconteceram linearmente. Em vez disso, eles se movem em ciclos nesta tendência maior; em tempos de crise, quando os homens são novamente chamados a servir como protetores, a ênfase na masculinidade é mais forte e os papéis de gênero se reafirmam.

Por exemplo, após a Segunda Guerra Mundial, onde a força e a coragem dos homens haviam sido novamente necessárias, e a destruição masculina havia sido mais uma vez inegavelmente demonstrada, os papéis tradicionais de gênero foram fortalecidos. 







Homem contemporâneo: Entre Elóis e Morlocks







O brilhante escritor livro "Máquina do Tempo" de H.G. Wells, descreveu uma metáfora sobre esse declínio do homem em seu livro "Máquina do Tempo". O viajante do tempo entra na máquina e vai para o ano 802 701. lá ele viu um mundo povoado por seres delicados e amistosos. 





O viajante percebeu que toda manhã aparecia tigelas cheias de variadas frutas e roupas novas dobradas ao lado onde os Elóis dormia. eles acordavam toda manhã felizes com as prendas. Porém logo ele descobriu a terrível verdade Criaturas que viviam no subterrâneo. Subiam toda a noite e levavam um Elói embora. Estes Eram os Morlocks, criaturas humanoides com presas e dentes que se alimentavam dos Elois. Os Morlocks que fabricavam as roupas e lavavam bandejas de frutas para os Elóis se alimentarem todo dia.


Elóis retratados no Filme a máquina do Tempo de 1960.


Mas o pior ainda estava por vir. Ao final o viajante descobriu: Tanto os Elóis quanto os Morlocks eram descendentes dos seres humanos. Os Elóis eram a classe privilegiada, que com passar dos anos foram ficando cada vez mais frágeis e dependentes de toda a facilidade da vida moderna, sem se preocupar com a sua subsistência, tudo vinha facilmente a usa mão. 

Já os Morlocks eram descendentes dos trabalhadores vivendo nas periferias em locais cada vez mais escuros, foram se adaptando evolutivamente para sobrevivera locais decadentes, se tornando mais agressivos e predadores. E com o passar dos milhares de anos os dois grupos evoluíram a tal ponto de um se tornar os descendentes das classes abastadas em seres frágeis e dependentes como crianças que esperavam tudo a mão toda manhã,  e o outro se tornar um predador natural dos Elóis.


Morlocks levando uma Elóis durante para devora-la.




H. G . Wells de forma admirável descreveu a situação do homem contemporâneo, cada vez mais terceirizando suas segurança, bem estar e tendo tudo ao alcance de sua mão, se tornou uma criatura cada vez mais sedentária e fraca e a revolução cultural dos anos 60, iniciada pelo Filosofo socialista Hebert de Marcuse, inspirou o movimento Hippie,  "faça amor não faça guerra" e o movimentos feministas impulsionados cada vez mais, principalmente com a descoberta da pílula anticoncepcional, o homem guerreiro com a sua função de provedor  e defensor de uma instituição familiar cada vez mais desnecessário no novo sistema. Com isso com a sua virilidade que era a sua contribuição social perdendo lugar na nova sociedade, ele foi se se enfraquecendo, e o ser masculino em sua maioria se  tornou um Elói ( ou ovelha se preferir). 

Por outro lado essa cultura revolucionária de independência em relação ao homem se expandiu para as classe mais miseráveis e mais pobres. A ideia de sexo sem compromisso por parte das mulheres de baixa cultura. O resultado disso foi uma implosão de, de milhares de milhões de crianças sem  pais, sem um exemplo masculino para dar exemplo. Tendo que continuar a sobreviver, assim como no livro de H.G. Wells, eles cresceram e crescem nas ruas e se tornam os Morlocks ( Ou lobos se preferir a descrição sobrevivencialista). Hoje no Brasil por exemplo você ve 83 facções criminosas espalhadas de norte ao sul do país. Sequestrando , matando, roubando estuprando. 60.000 homicídio anuais. 









Vitimas mortas por criminosos, assim com H. G. Wells descrevia a relação Elóis e Morlocks


De um lado temos os homens, já domesticados em um sistema de dependência,  se recusam a tomar pra si a responsabilidade sobre a sua vida e de sua família. Em fóruns sobre leis de direito de comprar armas, por exemplo, sempre tem aqueles que brandam sobre o "direito constitucional" obriga o estado a protege-los sendo um absurdo ele ter que usar armas. Esses homens são o perfil dos homens do sistema feudalista que cedia sua subsistência e de suas mulheres e filhos ao governantes. Assim vemos o homem moderno cada vez sem sua identidade máscula, perdendo a sua virilidade se alienando cada vez mais, e se afeminando.
 




Enquanto a criança tinha antes exemplos másculos até na mídia, como heróis que combatiam o crime e ficavam com a mocinha, hoje a mídia coloca um novo tipo de homem para ser admirado, o homem da cultura de gênero, que pode escolher ser uma mulher. O psicoterapeuta carioca Sócrates Nolasco em seu livro de "Tarzan a Homer Simpson", ele deixa isso bem claro, utilizando os personagens para mostrar o homem em dois momentos históricos. Onde o  Tarzan foi criado em 1912 por meio de vários outros mitos, de homens que vencem as intempéries da natureza e se sobrepõem a elas, salva a mocinha e vence o malfeitores

Por outro lado, Homer Simpson é o homem de hoje, é a expressão de ineficiência, da inadequação e do fracasso.

Nolasco deixa claro que  a masculinidade como uma representação social entrou em decadência. Na transição para o individualismo moderno, tudo aquilo que simbolizava o mundo dos homens sucumbiu. Dessa morte, se beneficiam os discursos das minorias, estas mitologias modernas. As mulheres vão reivindicar paridade salarial e igualdade de direitos com os homens. 


 







Simpson é expressão da conformidade, da impotência e da inércia. As sociedades ocidentais prescindiram do investimento para criar novas formas de representação daquilo que faz com que um homem se sinta homem. No final dos anos 90, encontramos a representação de um homem banalizado. Homer Simpson é retrato deste feito. A história do Ocidente é assim: no passado, demandou um homem violento, agressivo, corajoso, vigoroso, necessário à demarcação de fronteiras e garantias do Estado. A história valorizou este homem, mas hoje ele não tem mais função.



Os homossexuais vão fazer a mesma coisa em relação aos heterossexuais, e os negros, em relação aos brancos. É dessa morte simbólica das insígnias masculinas que nascerão, no Ocidente, as reivindicações contemporâneas. Então, esse homem branco, heterossexual, continua a existir como projeto, como representação. O que sucumbe é o indivíduo do sexo masculino identificado pelas estatísticas.





Heterofobia

 


O homem másculo e viril se tornando cada vez em pequeno número, como é normal em qualquer momento histórico ele começa a sofrer discriminação e hostilidade do grupo majoritário. Heterofobia  descreve perfeitamente o que o governo com suas leis anti homofóbicas bem como a cultura de gênero ensinada obrigatoriamente até para meninos nas escolas proporcionam a minoria ainda existente de homens varões,  o medo ou a hostilidade irracional em relação a heterossexualidade, implicando em preconceito ou aversão em relação a normas sociais heterossexuais.

Com o  poder cada vez maiores de ativistas radicais do feminismo e do movimento LGBT contra a família, vemos  a importância social do homem  que protege a sua família e a cidadania cada vez menor.




Heróis das crianças no passado












Heróis das crianças de hoje




Deadpool, o Heróis do momento, é bissexual, assim como a Arlequina, e Daken o filho de Wolverine,  na imagem acima da foto da Arlequina.








E o Futuro?







"Conan o que é a melhor coisa na vida" ?
"Matar seus inimigos, esmagar seus crânios e ouvir suas viúvas chorarem." Conan em Conan o Bárbaro


O biógrafo de Jack London, disse que uma das coisas que fizeram de Londres um exemplo tão viril de masculinidade foi o seu "espírito de romance e aventura". 

A aventura não só forneceu forragem sem fim de Londres por sua escrita, mas, mais importante, encheu sua alma de grão e paixão. Ou seja, se imaginarmos que a história da humanidade é cíclica, vai chegar o momento em que esse modelo de utopia andrógina vai sucumbir, devido alguma cataclismo, como uma guerra, ou guerras internas contra facções criminosas, e nesse momento será necessário mais uma vez o homem herói. 

Assim ele terá sua importância na proteção da espécie, e a família será mais uma vez uma instituição valorizada, onde o individuo aprenderá cidadania,  respeito, a importância de cumpria as leis respeitar as mulheres e seus semelhantes, os Elóis serão protegidos e os Warlocks iram sucumbir.










Dicas de leitura











Conclusão





No decorrer da história humana o primitivismo foi sendo colocado de lado. O homem já não precisava caçar ou proteger a sua família e o grupo. Agora tinha opções, como pedir pizza pelo telefone ou ligar 190 para chamar a polícia.

Com a perda da sua rusticidade, papel de herói e provedor da familia, ele foi desaparecendo dando lugar aos grupos minoritários que cresceram e regem as regras nos costumes, e até na educação das crianças em relação a cultura de gênero e escolha de sexo. Nós Combatentes e sobrevivencialistas Urbanos mantemos a essência do primitivismo, rusticidade e autossuficiência. Nós protegemos nossas esposas e filhos, e com certeza quando a sociedade moderna implodir nessa utopia andrógina e heterofóbica, nós faremos nosso papel de cidadão e guerreiros e ajudaremos a sociedade se reerguer do caos. 


Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

 

 

Colaboração:

Dr. David S.

 

 

 




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...