quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Sobrevivencialismo Urbano: Mente estratégica: Como tomar decisões rápidas levando em conta as consequências


Uma mente estratégica, é saber tomar decisões rápidas em momentos cruciais. Para o sobrevivencialista e combatente urbano consciente da necessidade da preparação para os momentos difíceis é imprescindível se preparar para esses momentos, buscando meios para treinar a sua mente.

E igualmente importante estar consciente que decisões erradas, ou não tomar uma decisão no momento correto, pode gerar consequenciais colossais para você e os seus familiares, ou para seu grupo. Na matéria de hoje, vamos abordar sobre decisões, consequências, causa e efeito, como o cérebro funciona nesses momentos, e quais técnicas podemos usar para aumentarmos a velocidade da resposta agindo de maneira em momentos de contingência. Afinal uma decisão errada pode significar a sua vida e de sua família.







Causa e Efeito diante do Caos



Sempre vemos em jornais policiais dezenas de tragédias diariamente, e muitas por decisões tomadas de maneira consciente ou por emoção. Então vemos vizinhos se matando por causa de coisas banais, colegas se serviço se matando por causa de time de futebol, e ainda pessoas reagindo a assalto colocando em risco as vezes até mesmo as pessoas que ama. Devemos então treinar a nossa mente para decisões rápidas e estimularmos nossa mente a calcular e processar respostas lógicas em instantes. Muitas pessoas por falta de conhecimento e treinamento deixam  a parte racional ir embora, e tomam decisões com a emoção no momento de crise.  E como os mais antigos diziam o final acaba no hospital, cadeia ou cemitério, para os dois lados. Como no vídeo abaixo, o causo foi registrado como homicídio, por causa de discussão banal vizinho mata o outro por acidente, com traumatismo craniano.



Neste tópico vamos entender como funciona o mecanismo de causa e consequência para que entenda o tamanho de sua responsabilidade mesmo em pequenas ações.


“Algo tão pequeno quanto o voo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo”

Essa frase muito usada em algumas palestras e citações abre a discussão para uma variação da Teoria do Caos, chamada de Efeito Borboleta, que lida com causa consequência. O Efeito Borboleta é uma expressão utilizada na Teoria do Caos para fazer referência a uma das características mais marcantes dos sistemas caóticos: a sensibilidade nos eventos iniciais de determinada circunstância. O poder dos eventos iniciais por menor que seja diante de uma cadeia de evento, pode alterar o resultado de formas caóticas.

Este fenômeno foi detectado e descrito pela primeira vez pelo meteorologista estadunidense Edward Lorenz quando trabalhava em um sistema de equações diferenciais com o objetivo de modelar a evolução do tempo (clima) Os erros iniciais de arredondamento foram os culpados; eles estavam aumentando constantemente até dominarem a solução.

Podemos vislumbrar esse fenômeno  de causa e efeito  na história da humanidade, e em nossas vidas ao analisarmos os grandes acontecimentos das nossas vidas que foram resultado de pequenas decisões na hora certa ou errada, ou até mesmo a falta dela. identificamos pequenos eventos que levaram a grandes mudanças. O efeito borboleta nos faz refletir sobre a relação de causa e efeito diante das nossas possibilidades de escolhas e sobre a nossa responsabilidade pelas nossas decisões.



Veja esse exemplo:  Imagine um homem com um pedaço de madeira cheia de pregos. Ele joga sem se importar e cai no meio da rua. Um ônibus que vem passando passa por cima da madeira com pregos e estoura o pneu. Um dos passageiros o Zé Batista esta indo para fazer vestibular na faculdade X. Em virtude do incidente ele perde o vestibular da faculdade X que ele queria, tendo que se contentar com a outra faculdade que era a segunda opção a Y. Nessa faculdade Y, ele faz amigos, encontra uma moça se apaixona e se casam.  Nascendo um filho  que se forma em medicina e descobre  a cura da AIDS.


Veja se aquela tábua com prego não tivesse sido jogado na estrada João batista não teria ido para a faculdade Y, conhecido Joana, e consequente seu filho não teria nascido dando possibilidade para um evento de grande impacto na humanidade.

Mas agora vamos pensar em um exemplo ligado a sobrevivencialismo urbana.  Vamos trazer um exemplo da ficção de causa e efeito, para ficar mais fácil. 


O personagem Batman, que é o milionário Bruce Wayne teve sua origem contada diversas vezes. Sempre mostrando de maneira recorrente o trauma que gerou a sua origem. Seu pai o  Médico Thomas Wayne leva a esposa Martha e o filho Bruce para ir ao cinema. Na saída, ele simplesmente "decide" ir a pé para casa com sua família no "meio da noite" e atravessar um "beco escuro". Sua esposa  com um "colar de pérolas de 10 milhões de dólares" no pescoço a mostra. Um bandido que estava no beco os aborda, e manda que entreguem  o colar. Thomas Wayne se atira contra o criminoso para "iniciar a luta corpora". O criminosos dispara a arma e "o mata", mata "sua esposa", deixando o pequeno Bruce "órfão", e com "trauma psicológico" para o resto da vida.

Veja a quantidade de consequências que gerou a decisão de Thomas Wayne de expor sua família em risco.

Veja no exemplo acima em vermelho, quantas ações inconsequentes, tomadas por Thomas Wayne que levou a destruição da sua família. Tudo em poucos segundos com atitudes extremamente vitimológicas, sem nenhum cuidado com  a sua segurança e dos seus.

Apesar de ser um exemplo fictício, com certeza já vimos milhares de vezes casos semelhantes de pessoas que entram em luta corporal com assaltantes nas ruas ou dentro de lojas e acabam em tragédias.

Certa vez, uma ocorrência em uma delegacia que um amigo meu trabalhava,onde um  casal de idosos que saiam do banco juntos, depois de sacarem em um caixa eletrônico, foram abordados por um marginal que mandou a mulher entregar a bolsa. A mulher "decidiu"  não entregar, simplesmente começou a puxar a bolsa e bater no marginal, seu marido levou um tiro na coxa. O ladrão saiu correndo e não foi pego. E o senhor foi levado ao pronto socorro, o tiro pegou mililitros de distancia da artéria femural. 

Em outra ocorrência, uma moça muito bonita que era atendente em uma academia de musculação, saia as dez da noite, quando encerrava as atividades da academia.  Ela deveria ter pego o ônibus em frente a academia, mas "decidiu" descer a rua atrás da academia para pegar o metro. A rua quase sem iluminação e movimento de pessoas e carros. Foi abordada por um homem que mandou acompanha-lo falando que tinha uma arma em baixo da blusa. Então mesmo não vendo a arma, com medo ela "decidiu" acompanha-lo em silêncio, mesmo vendo alguns carros passarem e algumas pessoas voltando do serviço, até a outra quadra onde tinha um carro parado com um comparsa. Dirigiram até um terreno baldio próximo e abusaram dela por horas, e foram embora rindo, por sorte não a matam.

Vou me ater a esses dois exemplos, mas nesses vinte anos já vi a mesma história com diversas variações. Mas por que tomamos decisões tão ruins? Vamos ver em seguida.






Funcionamento das Decisões



Ao analisarmos as três partes que formam o nosso cérebro de acordo com a  teoria do cérebro trino: Cérebro Reptiliano (responsável pelos nossos impulsos instintivos), Cérebro mamífero (responsável pelas emoções),  e o neocórtex (a razão). Encontramos no neocórtex,  o lobo frontal, responsável pelas funções executivas. A função executiva é um processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, incluindo iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos, por exemplo.


E o funcionamento do mecanismo de tomada de decisões é estreitamente ligado ao nível de dopamina presente no cérebro.


A Dopamina nos lobos frontais do cérebro controla a circulação da informação a outras áreas do cérebro. É por meio da dopamina que os nossos neurônios trocam informações, sendo responsável por nossa motivação, com esse hormônio agimos em direção à nossas metas, desejos e necessidades, nos proporciona uma ótima sensação de poder pessoal ao atingir nossas metas.  Se a dopamina não é liberada, você não sente prazer, não sente vontade, há bem menos motivação, a tomada de decisões lógicas ficam drasticamente afetadas. A queda  de dopamina nesta região conduzem à diminuição das funções neuro-cognitivas, especialmente da memória, a atenção, e a resolução de problemas.


Não é a toa que pessoas sob o efeito de álcool e dependentes químicos, muitas vezes por causa de motivos fútil, acabam cometendo atrocidades, matando amigos, colegas e até familiares. Pois na ausência do funcionamento lógico, que assume é a parte primitiva ou emocional.


Na vida real não podemos voltar no tempo para desfazer nossos erros, ou arrependimentos.


Devemos auxiliar na produção de dopamina (Leia sobre como nessa matéria aqui e também métodos para aumentar a capacidade de raciocínio aqui). E adquirir um acervo de conhecimentos e técnicas para respostas pré programadas, física e mentalmente.

Agora vamos abordar as técnicas para  treinar o nosso cérebro para agir de maneira rápida e estrategicamente em momentos de crise. E conseguirmos superarmos as nossas emoções e instintos primitivos. Afinal na vida real não há segunda chances, como nos vídeo games onde tudo é salvo no checkpoint, ou o experimento do Gato de Schrödinger onde pode o objeto observado estar vivo e morto em um mesmo momento devido uma mesma causa. 






Avaliação de riscos



O Major Donald E. Vandergriff,  professor, escritor e palestrante especializado em educação e treinamento de liderança militar. do exército americano, ensina ciência militar no Departamento de Ciências Militares e liderança no programa Masters of Leadership Excellence no Centro de Desenvolvimento Profissional da Universidade de Georgetown. Ele também é professor na Universidade Militar Americana . 

O sociólogo militar Charles Moskos o chamou de "o Major mais conhecido com o exército em sua própria mente". A abordagem de Vandergriff desenvolve adaptabilidade em líderes com foco em cinco áreas:

A Vandergriff passou anos investigando e ajustando seus métodos de aprendizagem e educação no Exército dos Estados Unidos. Seu modelo de liderança chamado Adaptive Leader Methodology (ALM) para desenvolver decisores rápidos,  aceito pelo Exército dos EUA, especificamente na Academia Militar dos Estados Unidos em West Point New York, no Departamento de Instrução Militar. 

Sua metodologia é desenvolver a capacidade de adaptação a eventos pára pronta resposta. ele definiu a capacidade de adaptação:

 "uma mudança efetiva em resposta a uma situação alterada. A adaptabilidade não é a velocidade da reação, mas os processos mais lentos e mais deliberados associados à resolução de problemas. "(Vandergriff, 2006) 

Para ser eficaz na rua, você deve ser capaz de processar informações sob pressão rapidamente, mas deliberadamente. Através do desenvolvimento contínuo com cenários variados e feedback constante de mentores, pares e instrutores, as pessoas aprendem a apanhar sinais e sinais que significam mudanças, e então podem responder de acordo. O tipo de desenvolvimento que Vandergriff fala permite que um indivíduo sintetize múltiplos cursos de ação mais rapidamente em uma determinada situação e, em seguida, escolha um apropriado, então aja sobre ele.

Para enfrentar e lidar com os tipos de crime, problemas de crime, ameaças convencionais e não convencionais que enfrentamos, devemos desenvolver e nutrir a confiança mútua e a força de caráter em nossa organização e comunidade para tomar decisões efetivas, especialmente decisões sob pressão. "Raising the Bar" descreve as principais características dos indivíduos adaptáveis. Devemos mudar a cultura interna e externa que afeta a forma como respondemos e lemos as questões graves que todos enfrentamos.

Vandergriff  pontua as qualidades que devermos possuir para tomar decisões com rapidez de maneira acertada:

Intuitivo: isso permite a rápida tomada de decisões sem consciência ou esforço consciente;

Pensador crítico: a capacidade de alcançar a compreensão, avaliar pontos de vista e resolver problemas;

Creative Thinker: igualmente importante, chamado fingerspitzenfuhl ou o sentimento na ponta dos dedos (Napoleão chamou-o de "sensação intestinal");

Self-Aware: uma compreensão de seus próprios pontos fortes e fracos;

Habilidades sociais: a capacidade, para avaliar os pontos fortes e fracos das pessoas, o uso das habilidades de comunicação e a arte de ouvir

Essas características são críticas para ser um bom tomador de decisões e um indivíduo adaptativo. As características listadas acima, foram discutidas nas profissões de segurança e segurança durante anos. Ele resume quatro tipos de decisores de conhecimento: 


a) sobre riscos e benefícios associados a uma opção específica, 
 
b) sobre opções alternativas e seus riscos e benefícios;

c) sobre a incerteza da informação relevante e;

d) sobre a situação gerencial.

Vamos ver agora um por um.


a) Informações sobre a natureza dos riscos e benefícios


 



"Avaliação de risco" é o termo geralmente usado para se referir à caracterização dos potenciais efeitos adversos das exposições a perigos. A avaliação de riscos aborda as questões abaixo:

1.  Quais são os riscos de preocupação como consequência de uma substância ou atividade? Que ambientes, espécies, indivíduos ou sistemas de órgãos podem ser prejudicados? Quão grave é cada consequência potencial? É reversível? (Quais são os benefícios associados a uma substância ou atividade? Quem se beneficia e de que forma?) 


2. Qual é a exposição provável a cada perigo no número total de pessoas ou coisas valorizadas? Como as exposições acumulam ao longo do tempo? Uma única exposição em um curto período de tempo pode ter efeitos diferentes daqueles devido à exposição à mesma quantidade de perigo em vários episódios ou cronicamente em níveis baixos durante um período de tempo mais longo. (Quantas pessoas se beneficiam? Quanto tempo os benefícios duram?) 

3. Qual é a probabilidade de cada tipo de dano de uma determinada exposição a cada perigo? Quão potente é a substância ou atividade perigosa nas exposições relevantes? Qual é a relação de exposição ou "dose" com a resposta? (Qual é a probabilidade de os benefícios projetados seguirem de fato da atividade em questão? Quais eventos podem intervir para evitar que esses benefícios sejam recebidos? Quais são as probabilidades desses eventos?) 

4. Qual é a distribuição da exposição ? Em particular, quais grupos recebem uma proporção desproporcional da exposição? (Que grupos obtêm uma proporção desproporcional dos benefícios?) 

5. Quais são as sensibilidades de diferentes populações de indivíduos para cada perigo? Qual é a estimativa adequada de danos para populações altamente sensíveis que possuem uma proporção significativa do risco geral? Quais são essas populações, onde estão localizadas e qual a proporção do risco total que elas possuem? 


6. Como as exposições interagem com exposições a outros perigos? Às vezes, uma exposição pode tornar as pessoas mais sensíveis a outro risco - um efeito sinérgico - e, ocasionalmente, a exposição a um perigo pode diminuir a sensibilidade para outro - um efeito de bloqueio. O que se sabe sobre esses efeitos? 

7. Quais são as qualidades do perigo? Por exemplo, as pessoas expostas têm uma opção para reduzir ou eliminar a exposição (e a que custo)? Será prejudicial que venha às pessoas expostas uma de cada vez ou em massa, numa catástrofe potencial? O perigo é mortal ou não? O dano assume a forma de acidente ou doença, doença aguda ou crônica, danos aos jovens ou aos idosos, aos vivos ou aos não nascidos? Se o perigo é uma doença, é tratável? É uma doença terrível, como câncer, ou que cria menos reação emocional?




b) Fatores qualitativos que afetam a percepção e a avaliação do risco. Informações sobre alternativas


O termo "avaliação de controle de risco" pode ser usado para descrever a atividade de caracterização de intervenções alternativas para reduzir ou eliminar um perigo. De forma mais geral, os tomadores de decisão precisam de respostas a perguntas como as seguintes sobre todas as alternativas a qualquer opção em consideração:

1. Quais são as alternativas que evitariam o perigo em questão? Alguns envolvem a escolha de processos ou substâncias alternativas, enquanto outros envolvem ações que podem impedir ou reduzir a exposição, mitigar as consequências ou compensar danos. 

2. Quais são os riscos de ações alternativas e de uma decisão de não agir? Como esses riscos são distribuídos? 
Uma vez que há um número infinito de alternativas, é possível avaliar apenas alguns, mas uma análise completa deve examinar essas alternativas sendo proeminentemente discutidas e devem trabalhar para identificar outras que merecem consideração. (Que benefícios cada promessa alternativa, além da redução de risco?) 

3. Qual é a eficácia de cada alternativa? Ou seja, quanto ele reduz os riscos que se pretende reduzir, e como a redução do risco é distribuída entre as populações relevantes? (Quais os benefícios que cada um fornece, e como eles são distribuídos?) 

4. Quais são os custos de cada alternativa, e como estas são distribuídas em populações relevantes? 

c) Incertezas no conhecimento sobre riscos e benefícios 
 

As avaliações dos riscos e benefícios de todas as opções disponíveis, para serem completas, devem abordar as seguintes questões sobre sua própria confiabilidade:


1. Quais são as fraquezas dos dados disponíveis? A informação necessária para estimar os riscos e os benefícios de uma atividade ou substância e os efeitos e os custos das alternativas geralmente não existem. Às vezes, os especialistas discutem a precisão ou a confiabilidade dos dados disponíveis. E, muitas vezes, não é suficiente extrapolar confiantes desses dados para estimativas de riscos (ou benefícios) para toda a população. 

2. Quais são os pressupostos e os modelos em que as estimativas são baseadas quando os dados estão em falta ou incertos ou quando os métodos de estimação estão em disputa? Quanta disputa existe entre os especialistas sobre a escolha de suposições e modelos? 
 
3. Quão sensíveis são as estimativas para mudanças nos pressupostos ou modelos? Ou seja, quanto seria a estimativa mudar se usasse diferentes pressupostos plausíveis sobre exposições ou incidências de danos (ou benefícios) ou métodos diferentes para converter dados disponíveis em estimativas? Quais são os limites ou limites de confiança dentro dos quais a estimativa correta de risco (ou benefício) provavelmente cai? Qual é a base para concluir que a estimativa correta não é provável que fique fora desses limites? 

4. Quão sensível é a decisão de mudanças nas estimativas? Ou seja, se, por causa da incerteza, uma estimativa de risco ou benefício fosse incorreta por um fator de 2, ou 10 ou 100, a escolha do tomador de decisão seria diferente? 
 
5. Quais outras avaliações de risco e controle de risco foram feitas e por que elas são diferentes das que agora estão sendo oferecidas? 


d) Informação sobre Gestão

 

"Gerenciamento de riscos" é um termo usado para descrever processos que envolvem escolhas sobre alternativas arriscadas. No uso comum, as avaliações dos riscos e benefícios de várias opções são vistas como atividades técnicas que fornecem informações aos tomadores de decisão, cujas decisões são chamadas de decisões de gerenciamento de risco. Além de informações sobre riscos e benefícios, os tomadores de decisão precisam respostas a questões gerenciais como estas:

1. Quem é responsável pela decisão? Quem é responsável pela prevenção, mitigação ou compensação de danos? Quem é responsável por gerar e avaliar dados? Quem tem supervisão? 

2. Quais são os problemas que têm importância legal? As leis aplicáveis ​​consideram os benefícios? Eles permitem a consideração dos riscos das alternativas? Eles exigem a análise dos impactos econômicos e sociais da atividade em questão ou suas alternativas?

3. O que restringe a decisão? Quais limites técnicos, físicos, biológicos ou financeiros limitam algumas escolhas possíveis? Quais são os limites da autoridade da pessoa ou organização que toma a decisão? Existem limites de tempo impostos ao processo de decisão? Que diferença poderia fazer a opinião pública ou a intervenção política?

4. Quais recursos estão disponíveis para implementar a decisão ? Quais recursos pessoais e financeiros estão disponíveis para o tomador de decisão? Para outros envolvidos em debater a decisão?







Treinamento e técnicas para desenvolver raciocínio tático





Nós tendemos a decidir subconscientemente o que fazer antes de descobrir por que queremos fazê-lo. Não é que você não deve fazer a escolha que você está subconscientemente atraído. É só que você quer ter certeza de que é a escolha inteligente. Você precisa colocá-lo à prova. Veja como:

Ciclos Repetitivos: COL John Boyd descreveu o conflito como "ciclos competitivo" de observação, orientação, decisão e ciclos de ação.  Estes ciclos competitivos de tempo também devem ser considerados em preparação para encontros futuros, aproveitando o tempo disponível na mudança para treinar e desenvolver tomadores de decisão.


Mesmo em empresas de segurança, a maioria das agências não gasta tempo nem dinheiro no treinamento de pessoal da linha de frente. As agências que o fazem, enviam seus funcionários para o treinamento enviá-los para uma aula de treinamento de um dia, dois dias ou semana que usam métodos de aprendizagem desatualizados, ou seja, teoria da competência focada em memorização de curto prazo, apresentadas usando palestras de power point etc. Esses tipos de aulas de treinamento são bons para a realização de curto prazo e não promovem a aprendizagem contínua a longo prazo. Aqui podemos observar dois problemas:

1) é conduzido com modelos de aprendizagem desatualizados e;

2) na maioria dos casos, você não pode dar ao luxo de enviar pessoal suficiente para obter um benefício organizacional do treinamento. Se sua agência pode pagar, e enviar a todos, você só pode enviar, uma vez, sem acompanhamento. Problema com isso é, as habilidades aprendidas. Perecer rapidamente por falta de condicionamento através de treinamento repetitivo. Os benefícios do treinamento cognitivo e físico são perecíveis, portanto, se quisermos ser bem-sucedidos em criar e nutrir essas habilidades, é preciso repetição e trabalho constante se houver benefícios reais a longo prazo.

Veja como você pode se condicionar, para melhor respostas a crises urbanas:

1) Treino de CQB: Cursos de progressão tática CQB (combate a curta distância), e a prática de jogos como airsoft ajudam a desenvolver tomadas de decisões em situações emergentes, desenvolvendo habilidade individual e em grupo.





2) Treino em curso de arma de fogo:  Nada melhor co que aumentar a capacidade de reação instintiva devidamente treinada do que aprender a utilização de arma de fogo. Aprender a responsabilidade e a pressão de usar uma arma de fogo. E desenvolver a consciência situacional da necessidade e da responsabilidade do uso dessa ferramenta no cenário urbano.



3) Treino de Defesa pessoal: Além da importância em sim da autodefesa,  ela ainda desenvolve com sua pratica estímulos de respostas de ataque e defesa de maneira instintiva. e ainda tem a vantagem do praticante aprender a absorver os golpes e sentir dor, e mesmo assim reagir.

4) Exercício Físico: Além dos benefícios de aumentar sua força e capacidade cardiorrespiratória, a musculação e os exercícios aeróbicos aumentam a produção de dopamina, ajudando na sua capacidade de decisão racional.

5) Jogos de xadrez: Jogos de tabuleiros são ótimos para desenvolver a capacidade analítica cognitiva. Se desenvolver a pratica com o uso do relógio os benefícios cognitivos que terá serão enormes.




6) Vídeo Games: já foi comprovado em diversos estudos, que jogos eletrônicos estimulam e desenvolvem muito a capacidade de raciocino, sendo até mesmo recomendado para ajudar pessoas idosas a prevenir doenças cognitivas degenerativas.




7) Sempre visualize um problema de diferentes perspectivas: Tente usar pontos de partida e abordagens alternativas ao invés de ficar com a primeira linha de pensamento que ocorre com você. 

8) Seja mente aberta. Procure informações e opiniões de uma variedade de pessoas para ampliar seu quadro de referência e empurrar sua mente em novas direções. Verifique sempre se você está examinando todas as provas com igual rigor. Evite a tendência de aceitar confirmação de provas sem questionar.

9) Remova o Ego: Retire seu ego do caminho. Ao lidar com decisões de vida, há uma boa chance de que outra pessoa também tenha enfrentado a mesma escolha em algum momento. O comportamento motivado por ego nem sempre é óbvio; Às vezes, é mostrado em pequena escala, o que afeta a maneira como tomamos decisões.



10) Evite a paralisia de análise Não fique preso em um loop improdutivo. As decisões que tomamos podem refletir nossa moral e valores, e é por isso que muitas pessoas as pesam com muita consideração. Algumas pessoas colocaram tanto pensamento no processo que leva a algo chamado "paralisia de análise". Descanse resolva questões mais fáceis primeiro.


11) Faça uma lista Prós e Contras: Avalie o bem e o mal. Se você se deparar com uma decisão difícil ou mesmo relativamente simples, e você simplesmente não pode alcançar uma solução, uma lista de prós e contras pode ajudá-lo a classificar as suas opções.

12) Considere suas emoções: Felizmente, você pode tomar algumas medidas para remover a emoção do seu processo de tomada de decisão. Considere pedir para  alguém que não tenha conexão emocional com a decisão que você está fazendo, para falar sobre sua percepção em relação ao problema. Em seguida, considere implementar seu próprio conjunto de regras de tomada de decisão, estas devem ser objetivas e orientarão todas as suas futuras decisões.  Por último, você pode implementar o "pensamento baseado em zero", que envolve a remoção de tudo, exceto a retrospectiva de seu processo de pensamento, para obter clareza para a tomada de decisões. Com essas técnicas simples, você pode determinar quando suas emoções estão afetando sua capacidade de tomar decisões racionais.


13) Faça suas decisões mais importantes primeiro: Se você se deparar com várias decisões ao longo do dia, faça suas decisões mais importantes primeiro. No final do dia, nossos cérebros ficam cansados, e depois de tantas decisões nos cansamos e precisamos de uma pausa.


14) Não assuma que todos os outros tenham melhor informação: Nós tendemos a assumir que todos sabem algo que não fazemos e, portanto, devemos fazer o que estão fazendo, mas isso não é necessariamente o caso, em muitos casos, eles estão apenas seguindo a multidão.

15) Relaxe a mente: Para aproveitar o poder de decisão do seu inconsciente, distraia seu cérebro consciente descansando ou trabalhando em outra coisa.


16) Certifique-se de que você não está apenas vendo o que deseja ver: Quando nos apresentamos informações incertas, tendemos a interpretar de uma forma que confirma o que já pensamos ou queremos.

17) Não assuma que todos sejam tão confiáveis ​​quanto você: Há uma desvantagem de ser uma pessoa altamente confiável: você não é muito bom para avaliar se outra pessoa é confiável também. Devido à teoria do "consenso falso", tendemos a pensar que outras pessoas se comportariam muito bem como nós, em uma determinada situação. Ou seja, se você é honesto, você assume que todos ao seu redor são honestos, e se você tende a mentir, você vê um mundo de mentirosos.

E essa tendência persiste mesmo quando obtemos informações em contrário. Se você é extremamente confiável, então, tenha cuidado para que você não esteja estendendo suas características (admiráveis) a alguém que pode não merecer isso.

18) Quantidade não é qualidade: A sobrecarga de informações pode ser muito grande, e muita informação pode ser pior do que nenhuma informação. Concentre-se na qualidade das informações que você está recebendo, e não na quantidade. Nós tendemos a dar mais peso a qualquer informação que obtivéssemos mais recentemente, esse é outro erro.



19) Fazer um lanche: Nunca fique com fome, pois isso atrapalha nossa capacidade lógica. Não se pode pensar com clareza quando está com fome.


20) Ganhar ou perder: Recuse-se a deixar que pontos de referência como "ganhar" ou "perder" interfiram em tomar a decisão correta. A vida real não é um campeonato esportivo. Para sobrevivermos temos que deixar certas situações passarem. Para evitar o pior.


21) Vá com cuidado: Especialmente quando as coisas estão indo bem. Nunca abuse do excesso de autoconfiança.

22) Meditação: E você não precisa necessariamente de uma prática de meditação disciplinada para colher os benefícios, embora  ajude. Mesmo alguns minutos de meditação antes que uma grande decisão possa ter um efeito importante.

24) Cuidado com os estereótipos: Mesmo quando estamos conscientes dos estereótipos, às vezes ainda somos vítimas deles. e por isso somos pego de surpresa. Por exemplo achando que o criminoso tem necessariamente se vestir de tal maneira, ou se comunicar e tal jeito.

25) Tente adotar uma perspectiva externa.: Ao alternar esses e adotar a perspectiva de outra pessoa, você pode ter uma ideia melhor de como eles podem reagir a uma determinada decisão - e fazer sua escolha de acordo.

26) Feche seus olhos para ajudar a tomar mais decisões éticas: Quando confrontados com uma decisão difícil, as pessoas muitas vezes fecham os olhos por um momento para se concentrarem. Isso não é apenas um florescimento teatral, afinal - fechar seus olhos pode ter um efeito real e positivo na tomada de decisões. Os decisores com olhos fechados tendem a responder de forma mais positiva às escolhas éticas, mais negativamente aos antiéticos e a tomar ações menos interessadas.

27) Lembre-se que, como você se sente agora, não é como você sentirá para sempre: Quando estamos fazendo escolhas sobre o futuro, há uma tendência a assumir que, no entanto, você está se sentindo agora, é a maneira como você sentirá sentir para sempre. Você agir no calor da emoção com magoa, raiva é a pior coisa, pois como falamos acima você não está utilizando sua capacidade lógica, mas sim baseada em impulso primitivo ou emoções.



28) Ouça seu corpo: O corpo tem uma reação física ao pânico ou ao estresse. Bombas de adrenalina, você começa a respirar mais rapidamente e certas partes do corpo se sentem apertadas.

Nesses casos, especialmente quando está com raiva ou medo, tende a fazer julgamentos rápidos que podem estar incorretos, quando você percebe seu corpo tendo esse tipo de resposta, feche seus olhos, tome algumas respirações e leve algum tempo para considerar sua próxima ação. Seu objetivo aqui é comprar tempo até estar fisicamente calmo o suficiente para fazer uma escolha mais considerada.


29) Não se esqueça de que a melhor escolha não pode ser uma escolha: Às vezes você tem que fazer uma escolha. Outras vezes, porém, você não precisa escolher - e é possível que nenhuma escolha seja a escolha mais sábia de todos. Quando você está preso entre duas opções e nem parece certo, vale a pena perguntar-se se você realmente precisa fazer uma escolha agora mesmo. Faça a sua decisão mais importante primeiro para vencer a "fadiga das decisões". Os cérebros ficam cansados, e as escolhas mais que temos a fazer seguidas, o pior que conseguimos fazer.


30) Permita-se não ser tão específico: É tentador assumir que decisões nítidas e claras são o melhor tipo de decisões. Mas essa necessidade de precisão pode realmente levar a um desperdício de tempo e a decisões desnecessárias. Muitas vezes, os detalhes na verdade não são importantes, e enquanto isso é contra-intuitivo, permitir uma confusão pode ajudar a mudar seu foco para conversas mais significativas.









Obras recomendadas:


Livro










Filme





Série

A série Breaking Bad gira em torno de causa e efeito de decisões do protagonistas que fogem do seu controle.






Menção Honrosa:





Eu escolhi o Batman, pois esse personagem representa a superação e o ideal do sobrevivencialismo, superação e combate urbano. Depois da tragédia dos seus pais, ele traçou um plano, para se tornar forte, resiliente e antifrágil. Ele poderia ter escolhido se tornar uma vitima ou um predador, mas ele optou se tornar um cão pastor (protetor). Com extremo treinamento o permitiu chegar ao limite de seu próprio corpo. Seus muitos anos de treinamento o fizeram um mestre em diversas artes marciais. Seu estudo agrupa no mínimo 127 estilos conhecidos. (muitas já extintas).


Habilidade com armas, o maior detetive do mundo, com grande capacidade de raciocínio lógico e estratégico, conseguindo prever quase todas as situações. mestre em fugas, disfarces, inventor, cientista, piloto. É um expert em furtividade, entrando e saindo de um local sem ser notado.

Sabe exatamente como interrogar ou intimidar um suspeito, o Batman pode se ferir em combate, mas na maioria dos casos pode contar com seu fiel mordomo, Alfred, formado em medicina de guerra e que também o ajuda a resolver muitos dos casos em que Batman se envolve.




Conclusão

Thomas Wayne, mau exemplo para os sobrevivencialistas e combatentes urbano.

Em qualquer cenário, onde ocorra uma situação de risco envolvendo você e seus entes queridos, é necessários decisões rápidas e acertadas. Pois qualquer erro pode gerar graves consequenciais, para todos os envolvidos. E como vimos devemos treinar nosso cérebro e programa-lo para pronta respostas a nível cognitiva. evitando respostas instintivas ou envolvendo emoções pessoais. Afinal, nada adianta um cabedal imenso de conhecimento, se você não saber utiliza-lo, ou aplica-los de maneira inconsequente. Treine sempre a sua mente para agilizar respostas pré programadas em seus treinos físicos e mentais. 

E você, conhece alguém, ou ouvir falar de alguma situação de crise que foi contornada devido uma decisão rápida e precisa?


Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.
 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

 

Colaboração:

Dr. David S.









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