sexta-feira, 30 de março de 2018

Sobrevivencialismo Urbano: Poluição o monstro criado por nós


"Planeta: Terra. País: Brasil. Como em todas as nações deste planeta, Brasil se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir?"

Não. A resposta não é Spectreman,  somos nós, pois se não nos mobilizarmos, e não tomarmos consciências que até panfletos de lojas que jogamos nas calçadas, baterias de celular usadas que nos livramos de maneiras inadequadas tem sérias consequências para nosso meio ambiente. E também a falta de interesse em acompanhar as leis sobre conservação do meio ambiente exigir soluções das autoridades. Com alterações climáticas como efeito estufa gerados pela poluição atmosférica  podem levar a extinção da vida na terra. Nessa postagem vamos ver como fazer para auxiliar e conservar o meio ambiente a nossa volta.






O que é Poluição?



Poluição é toda alteração das propriedades naturais do meio ambiente, causada por agente de qualquer espécie prejudicial à saúde, à segurança ou ao bem-estar da população sujeita aos seus efeitos.

O conceito de poluição é amplo e abrange todos os tipos de poluição: da água, do ar, da terra, visual e sonora. A poluição é considerada crime quando ocorre em níveis que causam danos à saúde humana, ou aos animais e plantas.


A Lei nº 6.938/81 define poluição como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que, direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população:

• Criando condições adversas para as atividades sociais e econômicas;

•Afetando desfavoravelmente a biota e as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;

•Lançando matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.


O crime está previsto no artigo 54 da LCA:

Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar  em danos à saúde  humana, ou  que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1º Se o crime é culposo:

Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.

A  poluição  destrói  os  mais  diversos  ecossistemas  e  seus  efeitos  devastadores  são  sentidos  em  todo planeta. Chuvas ácidas, aquecimento global, doenças respiratórias, destruição da camada de ozônio e o efeito estufa são algumas das consequências do meio ambiente poluído.

Muitas são as possibilidades de poluição e a LCA, visando à manutenção da sadia qualidade de vida, procura combater a poluição nas suas mais variadas formas.

Atenção!

Para a configuração do crime, a poluição tem que ocorrer em níveis que causem danos à saúde humana ou aos animais e plantas.



2.1 Tipos de poluição



Poluição dos recursos hídricos:  pode ser definida como qualquer alteração das propriedades da água que a tornem imprópria para a utilização, quer dos homens ou dos animais e plantas.

Em  geral  é  causada  pelo  lançamento  de  detritos  orgânicos  ou  minerais  na  água,  que  causam  a degradação do ambiente, não importando se a contaminação atinge águas superficiais ou subterrâneas.



Poluição atmosférica: É o tipo mais comum de poluição. Ela se caracteriza pelo lançamento no ar de substâncias danosas ao meio ambiente, em geral pela emissão de gases e produtos tóxicos. Aquecimento global,  inversão  térmica,  buraco  na  camada  de  ozônio  e  chuva  ácida  são  as  consequências  desse  tipo  de poluição.


 
Poluição  do  solo:  Caracteriza-se  pela  contaminação  da  terra  por  rejeitos  perigosos,  quer  sejam
líquidos ou sólidos, como: lixo, produtos tóxicos, agrotóxicos, dentre outros.

A  LCA  disciplina  que,  dependendo  do  resultado  da  poluição,  a  pena  pode  chegar  a  cinco  anos  de reclusão se:

• Tornar a área (urbana ou rural) imprópria para a ocupação humana;

• Causar poluição atmosférica que obrigue a retirada, mesmo que momentânea, das populações afetadas;

• Causar poluição atmosférica em níveis que causem danos diretos à saúde da população;

• Causar poluição hídrica de tal forma que impeça o fornecimento de água para a população;

• Impedir ou dificultar o acesso às praias;

• Ocorrer  por  lançamento  de  resíduos  sólidos,  líquidos  ou  gasosos,  ou  detritos,  óleos  ou  substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos;

• Deixar de adotar as medidas de segurança para evitar riscos ao meio ambiente.

 
2.2 Substâncias tóxicas



O artigo 56 da LCA trata do controle de substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente.

Art. 56.  Produzir,  processar,  embalar,  importar,  exportar,  comercializar,  fornecer, transportar,  armazenar,  guardar,  ter  em  depósito  ou  usar  produto  ou  substância tóxica,  perigosa  ou  nociva  à  saúde  humana  ou  ao  meio  ambiente,  em  desacordo
com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:

I - abandona  os  produtos  ou  substâncias  referidos  no  caput  ou  os  utiliza  em desacordo com as normas ambientais ou de segurança;

II - manipula,  acondiciona,  armazena,  coleta,  transporta,  reutiliza,  recicla  ou  dá destinação  final  a  resíduos  perigosos  de  forma  diversa  da  estabelecida  em  lei  ou regulamento.

§ 2º Se o produto ou a substância for nuclear ou radioativa, a pena é aumentada de um sexto a um terço.

Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.

Este artigo prevê punição de até quatro anos de reclusão para quem agir em desacordo com a licença ambiental concedida ou com as normas de segurança exigidas.

Dentre as substâncias pode-se destacar: venenos, combustíveis, explosivos, agrotóxicos e produtos radioativos.
 
A lei visa à proteção da saúde humana e do meio ambiente, e não se exige para a caracterização do  crime  o  dano  efetivo  ao  meio  ambiente,  basta  que  não  se  observem  normas  de  segurança  do  produto específico.

Exemplo disso é o cuidado que se deve ter com os agrotóxicos: depois de utilizada, a embalagem não  pode ser jogada no lixo, ela deve ser devolvida no comércio para a remessa ao fabricante. O material nuclear  também tem normas específicas sobre seu manejo


2.2. Como contribuir para o combate a poluição



Existem várias medidas que podemos tomar para amenizar o já estado caótico do planeta contribuindo para sua não degeneração:


Dê carona: Quanto mais gente em cada carro, menos carros na rua e melhor flui o trânsito, cinco pessoas em um carro são quatro carros a menos na sua frente na hora do trânsito. Desse modo você poupa o seu tempo, a sua saúde e a do planeta. Além disso, vai uma grana extra para a gasolina, e ainda poderá desfrutar da companhia dos colegas de trabalho;

Andar de ônibus e metrô: Sem precisar se preocupar em dirigir, você pode aproveitar o tempo que se desloca de um lugar a outro, Algumas cidades, a exemplo da capital paulista, têm criado os corredores para ônibus, que deixam sua viagem muito mais rápida. Assim economiza na gasolina e o planeta agradece;

Prefira produtos amigos do planeta: Alimentos orgânicos são opções saudáveis e que não poluem o meio ambiente, já que não são usados agrotóxicos na sua plantação. Opte por produtos que não causam impacto negativo no meio ambiente. Dê preferência para os orgânicos, sem adição de agrotóxicos e que venham de uma fonte que respeite a natureza. Embalagens sustentáveis, econômicas e reutilizáveis também são uma boa opção;

Controlar as queimadas: Alguns resíduos, quando descartados de forma inadequada, podem dar início à situação apresentada nesta foto.  Contudo, é possível tomar alguns cuidados que evitam que o fogo se espalhe por aí, em especial neste período seco. Não jogue lixo no chão em hipótese alguma. As bitucas de cigarros  nunca devem ser jogadas no chão ou as descartadas antes delas estarem totalmente apagadas;

Recicle: Separar o lixo é algo simples para cada um, mas faz toda a diferença para o planeta. Separe seu lixo, pelo menos o seco e o orgânico,e encaminhe para a reciclagem. Se não tem aí no seu bairro a coleta seletiva, que tal combinar com alguns vizinhos e uma vez por semana designar alguém para levar a um local adequado? Certamente deve ter ao menos uma cooperativa aí na sua cidade que fala esse trabalho;
Reduza o desperdício de alimentos: Coloque no prato só o que vai conseguir comer. Melhor se servir duas vezes do que deixar sobrar;

Diminua a produção de lixo: Comprar apenas o que é necessário é essencial para diminuir a produção de lixo Diminuir o volume de lixo é um hábito cada vez mais urgente e o processo começa com as nossas escolhas. Portanto, planeje bem as suas compras. Compre a quantidade de alimento necessária para o consumo, observe a data de vencimento, cozinhe o que será consumido. Isso evita o desperdício e reduz a geração de resíduos. E lembre-se do descarte do lixo em locais adequados: papel com papel, alumínio com alumínio e produtos tóxicos em locais apropriados para produtos tóxicos.


Não despeje óleo de fritura na pia da cozinha;



Não jogue lixo nas areias das praias;



Não descarte móveis usados em terrenos abandonados;


Descarte pilhas e baterias em locais apropriados;



O que devemos cobrar das autoridades:

 
Avalie e exija os  programas relacionados ao meio ambiente em sua cidade, e entre as principais medidas que devem ser exigidas das autoridades são:

Incentivar a coleta seletiva de lixo: A coleta seletiva de lixo é importante para a preservação do meio ambiente, afastando-o da poluição. Por meio dela, o lixo que permaneceria por séculos nos aterros passa a ser reaproveitado pelos catadores, que podem ganhar dinheiro com a venda das peças e materiais;

Melhorar o sistema de transporte público: Apesar de a gasolina estar cara, a população ainda insiste em usar o carro para se deslocar. O motivo é a péssima qualidade do transporte público, que além de ter ônibus velhos e sem ar-condicionado, muitas vezes, segue linhas defasadas e que não são eficientes.

Investir nas praças e parques: Praças e parques são importantes áreas verdes que devem ser preservadas e bem cuidadas. Esses locais têm o poder de reunir as pessoas para momentos agradáveis. Não se esqueça das crianças e crie um espaços somente para elas, com parquinhos e muita diversão.

Preservar as áreas verdes: As áreas verdes da cidade devem ser preservadas para que a qualidade do ar seja boa no seu município. Então, crie leis que protejam essas áreas, principalmente se elas possuírem nascentes. São as nascentes que dão vida aos rios;

Realizar inspeções contínuas: Não adianta criar um monte de leis que protejam a natureza se não houver fiscalização. Sem um comitê que pegue no pé das indústrias e fique de olho na população, você coloca todas as boas ações em risco;

Educar a população: O brasileiro, de maneira geral, não foi educado para preservar o meio ambiente. Portanto, todas as ações que a prefeitura tomar devem ser respaldadas por atividades educativas junto à população. Nas escolas e centros comunitários, o assunto deve ser debatido com todos, destacando os benefícios para a população sobre a preservação do meio ambiente;

Desenvolver vilarejos e distritos: A migração de pessoas para centros maiores colabora com a poluição do meio ambiente, pois, quando elas não moram nas ruas, acabam buscando por áreas verdes para invadir e construir suas casas. Por isso, desenvolva os vilarejos e distritos do seu município para que as pessoas tenham qualidade de vida nas suas moradias;

Controlar rigorosamente o abastecimento de água: As estiagens provocadas pelos fenômenos meteorológicos fazem com que a água seja um recurso escasso. Dessa forma, o sistema de abastecimento da cidade deve ser eficiente e as tubulações antigas precisam ser substituídas por outras mais novas e eficientes. Qualquer desperdício deve ser evitado;

Dar benefícios fiscais às empresas que não poluem: É fato que as empresas levam mais desenvolvimento aos municípios, portanto, incentive as não poluentes a atuarem na sua cidade. Dê benefícios fiscais para que elas se instalem no município e faça parcerias para ajudar na educação da população.






Se quiser conhecer ou ajudar no trabalho de preservação ambiental  da artista fotográfica ambientalista Marcela Santos acesse o Blog Linda Biosfera no link: 

                            http://lindabiosfera.blogspot.com.br/



http://lindabiosfera.blogspot.com.br/

 
Conclusão


Nós Sobrevivencialistas e preparadores urbano sabemos que a poluição é uma das grandes ameaças que que podem levar a vida do nosso planeta ao fim. Se não nos atentarmos a nossas atitudes irresponsáveis no dia dia e na nossa inércia em não cobrar das autoridades as devidas medidas para frear o cataclismo, também seremos responsáveis pelo fim de tudo.  Então vamos começar nos mobilizar,  tudo começa com ações simples em nosso próprio dia a dia.


Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.
 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

 

Colaboração:

Dr. David S.

 

 

 


segunda-feira, 26 de março de 2018

sobrevivencialismo Urbano: Entrevistando uma fotógrafa ambientalista


Toda vez que se fala meio ambiente muitas pessoas não imaginam a responsabilidade que todos tem nessa questão. Desde o papel que jogamos no chão, aguas paradas no quintal entre outras coisas. Felizmente existem pessoas que ajudam na conscientização criando campanhas e divulgando a importância de divulgar a natureza. 

Hoje em nosso espaço temos o prazer de publicar a entrevista que fizemos com a artista fotográfica ambientalista Marcela Santos. Que além de ter criado uma campanha para conscientização ambiental, ainda está buscando a ajudar espécies em extinção em sua região Pereira Barreto. Onças, jacarés do papo amarelo, araras, antas, entre outras espécies.
 




Entrevistando uma Combatente Urbana de mão cheia




Tivemos a oportunidade de entrevistar a artista fotográfica ambientalista Marcela Santos, uma verdadeira combatente na luta pela preservação ambiental:

 Fotógrafa ambientalista Marcela Santos

MARS: Você é artista fotográfica  ambientalista, como é isso pra você? É muito difícil?

M.S. : É o momento que posso compartilhar com o mundo a nossa maior riqueza natural.

MARS: Que legal. Mas por que você começou esse tipo de trabalho?

M.S.: Eu amo o que faço, então queria mostrar para todos, a beleza que exista na natureza e a importância que tem a preservação da nossa fauna e flora.



MARS: Você iniciou a campanha de preservação do meio ambiente e as espécies, você acredita que é possível a conscientização do cidadão?



M.S.: Claro. Lógico que infelizmente nem todos tem esse prazer. Já que muitos  fazem pesca predatória, não respeitando a piracema e fazendo caça predatória.

MARS: Realmente, até por que é uma questão de educação, e entender conceitos éticos como cidadania. A sua cidade é abençoada com várias espécies não é verdade, tem muito turismo? 

M.S.: Sim, muito. Até mesmo por causa do campeonato de Pesca.



MARS: Por falar nisso, é muito perigoso a pessoa se empolgar e sem conhecimento querer entrar na mata e já começar a fazer trilha não é?

M.S.: Sim, é muito perigoso, não tem como saber o que encontrará na mata. Animais predadores, peçonhentos como cobra e etc, e até mesmo se perder.

MARS: Você falou que pretende começar uma exposição sobre as riquezas naturais, já que muitos brasileiros desconhecem as riquezas do próprio país.

M.S.:  Sim por que nem todos tem essa oportunidade, até mesmo pela falta de tempo.



MARS: Eu vejo que o seu trabalho fotográfico mostra bem a interligação das espécies e o equilíbrio ecológico.

M.S.:  Sim. Eu busco deixar claro a interdependência da fauna,  flora e o homem.

MARS: Essa exposição já esta para se iniciar né?

M.S.:  Sim. Estou me preparando pra isso.



MARS: Seu blog, além dos seu trabalho fotográfico tem dicas sobre meio ambiente, não é?

M.S.:  Tem muitas. Para auxiliar as pessoas a conhecerem e preservarem o meio ambiente.

MARS: Quer dar algum recado as pessoas que estão lendo a nossa entrevista?

M.S.:  Sim. Ajudem a preservar esse tesouro tão rico que temos e nos cerca, não devemos pensar só em nós mas nas pessoas que virão para que elas ainda possam admirar essas riquezas.



MARS: É difícil ser fotografa ambientalista?

M.S.:  Não é fácil. Mas vale muito a pena, pois é um momento mágico entre você e a natureza.

MARS: Muito obrigado pela participação em nosso blog e o seu trabalho.

M.S.: Obrigada você pela oportunidade. 


Se quiser conhecer ou ajudar no trabalho de preservação ambiental  da artista fotográfica Marcela Santos acesse o Blog Linda Biosfera no link:








Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.
 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

 

Colaboração:

Dr. David S.

 







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