quinta-feira, 19 de abril de 2018

Combate extremo: O guerreiro supremo e a aceitação da morte


O combatente urbano passa por etapas em seu aprendizado, até finalmente entender  a necessidade de amadurecer e evoluir tanto mentalmente quanto fisicamente. Para enfrentar os perigos reais e estar apito a assegurar a sua vida e de sua família é importante conhecer e conquistar todas as barreiras do combate extremo onde a vida e a morte está em jogo. E a última etapa dessa preparação mental, é a consciência de que a morte é um fator real e bem possível da equação. E estar preparado para ela para proteger aquilo que é valiosos pra você. 

Estar consciente da morte nos da a possibilidade de melhorar o nível do nosso treino e perspectiva diante da violência. Aprendemos a represa-la, e a liberá-la no seu nível máximo para garantir a nossa sobrevivência e de nossa família, mesmo que tenhamos que lutar com ferimentos graves. O verdadeiro guerreiro vive cada momento preciosamente como se fosse o último, e leva o seu treino a ultimo nível para vencer a morte. Nessa postagem vamos entender a ultima etapa do treino para o combate extremo, que iniciou abordando o medo de apanhar (sentir dor), depois como quebrar a programação social de não matar, e agora finalmente como aceitar a morte e usa-la ao nosso favor nos tornando combatentes urbano completos.


Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:












1. O guerreiro e a aceitação da morte no campo de batalha


 

Em um combate real nas ruas, onde você luta pela sua sobrevivência e de sua família, você tem que estar preparado para sentir dor, como já falamos em outras postagens. Porém as vezes apenas a aceitação da dor não é suficiente, devido o nível da ameaça o guerreiro tem que aceitar a possibilidade da morte. Não como derrotismo, mas como a consciência da letalidade da situação que  é tudo ou nada. Imagine que sua casa foi invadida e a vida de  seus filhos e de sua esposa contam com sua entrega total a batalha. No conceito do semáforo da violência usada pelos marines americanos para definir o nível de atenção que cada situação requer em relação ao perigo, o preto é o último nível , onde o confronto letal é a única vertente, onde a vida dos envolvidos está em jogo. Então para se preparar para o nível preto de total letalidade o caminho para a formação como combatente urbano necessitada tanto dedicação física quanto mental.  E essa disciplina mental é o ponto chave para superar  os três maiores receios que paralisam o homem comum no momento do combate extremo na realidade das ruas;


. Receio de apanhar:  que só pode ser vencido com a aceitação da dor, e a aceitação da mesma, se valendo de  treinamento de combate contundente Ex: Boxe, Muay thai...


. Receio de Matar: que só pode ser vencido através de quebrar a programação mental seguindo os três critérios de Dave Grosman desumanização, pavloviano  e condicionamento operante (para conhecer as técnicas clique aqui)


. Receio de Morrer:     que só pode ser vencido com a consciência da violência extrema da rua onde você pode não voltar para seu lar hoje.  E com isso se dedicar ao máximo a ferocidade, brutalidade, e reação extrema para salvar a sua vida e de terceiros mesmo que esteja sangrando ou ter um dos braços amputados. Isso é a diferença entre sentar e chorar e querer causar dano ao seu inimigo mesmo sabendo que talvez não sobreviva ao seu assassino, mas pode pelo menos empatar o jogo para salvar sua família, foi isso que forjou os grandes guerreiros da História;





Na história da humanidade vemos exemplos do verdadeiro espírito guerreiros frente a situações impossíveis, que ao invés de esmorecer o espírito de combate, eles usavam isso como um  desafio, para usar toda a suas forças e a habilidades para proteger o que lhes eram mais preciosos, seja o povo , a liberdade, a honra, a família. Na Batalha das Termópilas em 480 a.C., o guerreiro espartano Leônidas rei e general de Esparta, juntamente com 300 espartanos, 700 téspios, 400 tebanos, e mais algumas centenas de soldados. Lutaram bravamente  contra o exército do Rei Xerxes, rei da Pérsia. Mesmo em número bem menor, segundo estimativas modernas o exercito de Xerxes seria composto por 300 000 homens, os gregos detiveram o avanço persa durante sete dias no total, incluindo três dias de batalha. Até serem traídos por um cidadão espartano que mostrou um outro caminho para atacar o exército espartano sendo mortos.


Outro grande exemplo é  a história do gladiador Espártaco, líder da mais célebre Revolta de escravos na Roma Antiga, em 73 a 71 a.C conhecida como "Terceira Guerra Servil", "Guerra dos Escravos" ou "Guerra dos Gladiadores".


         Ele é Spatacussss!!!



Espártaco liderou, durante a revolta, um exército rebelde que contou com quase 40 mil ex-escravos. Na ultima batalha, Acabou por perder a guerra contra as legiões de Crasso, membro do primeiro triunvirato. Mesmo no fim, cercado por seus inimigos lançou-se através dos soldados romanos, procurando aproximar-se de Crasso, sem o conseguir, ainda matou dois centuriões romanos que o enfrentaram. Por fim todos os que o rodeavam fugiram, e ele permaneceu firme defendendo seu posto, porém completamente cercado por centenas de  soldados continuou lutando valentemente, sendo retalhado.



A consciência guerreira da morte em batalha é o que defini o verdadeiro combatente urbano. Pois influencia na seriedade do seu treino, que focará na eficiência e na ferocidade sem regras. Aquele que tem consciência da gravidade de um confronto real evita, mas não podendo evitar vai agir como um tigre querendo proteger a vida a todo custo. Esse tipo de pensamento faz o guerreiro valorizar a vida que tem e se preparar adequadamente, e se conscientizar que a morte é um fator real que deve ser levado em conta na equação antes de se iniciar o confronto.  E ajudará até mesmo a não se envolver em situações de conflitos sem necessidade.


O General e conquistador romano Julio Cesar no texto de Willian Shakespeare falou sobre o medo da morte:



“Muito antes de morrer, morre o covarde; só uma vez o homem forte prova a morte. Das coisas raras de que tenho ciência, sempre me pareceu a mais estranha terem os homens medo, embora saibam que a morte, um fim a todos necessário, vem quando vem.” (De Júlio César)


O Samurai Daidoji Yuzan, escreveu:

 "Aquele que é um samurai deve antes de tudo ter em mente constantemente - o fato de que ele tem que morrer. Se ele está sempre atento a isso, ele será capaz de viver de acordo com os caminhos da lealdade e dever filial, evitará miríades de males e adversidades, manter-se livre de doenças e calamidades e, além disso, desfrutar de uma vida longa. Ele também será uma personalidade fina com muitas qualidades admiráveis. Por que a existência é impermanente como o orvalho da noite, e a geada da manhã, e particularmente incerto a vida do guerreiro "


Os Nórdigos acreditavam que os verdadeiros guerreiros que morriam em batalha eram honhados ao paraiso dos guerreiros no Valhalla.


Essa visão "intensiva em morte" dos samurais se deve muito  ao Hagakure , um livro composto no século XVIII.  Escrito muito depois que o último exército samurai marchou para a batalha, o Hagakure - e livros como ele - procuraram endurecer o espírito marcial em meio a uma classe samurai quase destituída e sem direção.  Desnecessário dizer que uma boa parte do idealismo encontrou seu caminho nas páginas desses livros de "como fazer", mas, ao mesmo tempo, a sabedoria contida nele era (e é) frequentemente distorcida ou mal interpretada.  Sendo o significado  da aceitação da morte transmitida, como uma forma de autopunição para o soldado que foi derrotado, sendo que verdadeira intenção era o fortalecimento do espírito guerreiro frente a morte.



 "O Caminho do Samurai é encontrado na morte. Quando se trata de morte, há apenas a escolha rápida da morte."  

Essas linhas frequentemente citadas encontram seu caminho em muitos livros e revistas "populistas" sobre o samurai e / ou a cultura marcial japonesa.   Infelizmente apesar de poderosa, esse conceito não é interpretado da maneira correta. A visão samurai e a ideia da morte foram moldadas não tanto pelos caminhos da guerra quanto pelas realidades da vida.  Cada aspecto da vida japonesa foi adaptado para se adequar a uma existência em uma terra que poderia ser chocante e repentinamente cruel.  Os terremotos podem derrubar castelos e as pragas assolam o campo.  Incêndios violentos muitas vezes varriam as cidades. Em relação a  Morte do campo de batalha o sengoku daimyô Uesugi Kenshin deixou estas palavras para seus servidores pouco antes de sua própria morte:

 "Aqueles que se apegam à vida morrem e aqueles que desafiam a morte vivem".   

 O Hagakure fornece um pouco de sabedoria um pouco semelhante:

  "Uma pessoa que não quer ser atingida pelas flechas do inimigo não terá proteção divina. Para um homem que não deseja ser atingido pelas flechas de um soldado comum, mas sim por um guerreiro da fama, haverá a proteção para a qual ele pediu ".   

Em outras palavras, enquanto um samurai em tempo de paz era livre, e encorajado a contemplar a morte, um samurai em combate provavelmente não se importava em pensar nisso. Naturalmente, os samurais adotaram uma abordagem filosófica da morte, como já vimos.  A beleza, ou pelo menos um encerramento duradouro com finalidade, poderia ser encontrada na passagem de um samurai.  O conceito mais importante é:


 "A essência do Caminho é quando confrontado com a escolha da vida ou da morte, é escolher a morte sem hesitação."


 Isso não quer dizer que o samurai vivia por um código estúpido e suicida, mas a entender a filosofia por trás disso:

Nascer ao inicio do dia e morrer no alvorecer, para renascer em um novo dia. E todo dia renovado celebrar a sua vida e de seus entes queridos e se necessário lutar até as ultimas consequências pelo que lhe é mais caro. Viver cada minuto como se fosse o último. Montar um treino e segui-lo com disciplina e rígida como se fosse encontrar o último adversário no final do dia. Sempre se fortalecer e procurar estar mais preparado para a batalha de cada dia. Sim, esse é o caminho que o samurai seguia, em essência. Se você entender isso nunca quebraram seu espírito e nunca te derrotaram em sua convicção. será um lutador mais disciplinado e perigosos. E se um dia aparecer a situação extrema, você lutará  sem pavor ou receio pois você se preparou para esse momento.



No filme A perseguição (The Grey), temos um ótimo exemplo da aceitação da morte em benefício da sobrevivência. O personagem Ottway (Liam Neeson) trabalha em um lugar isolado no Alasca e seu papel é manter os lobos afastados dos funcionários de sua empresa. Certo dia, quando retornava à cidade para matar a saudade da esposa, o avião cai. Feridos e sem alimentos, os sobreviventes lutam pela vida e tentam reencontrar a civilização. O problema é que o local em que se encontram é dominado por uma alcateia de lobos faminta, em número maior e disposta a manter seu território. Todos morrem ou pelas dificuldades do terreno ou são estraçalhados pelas feras, Ottway é o ultimo sobrevivente. Cansado, sem esperança e sofrendo pela morte da esposa, resolve se entregar ao lobo Alpha que havia afastado os demais lobo reivindicando o direito de matar o ultimo sobrevivente. Ele ajoelha se despede da esposa beijando sua foto, e ajoelhado e cabeça abaixada ele aceita a morte diante do lobo alpha, porém no último momento ele lembra da frase que seu pai ensinou quando era pequeno:


“Mais uma vez na briga. Na última boa batalha que eu jamais conhecerei. Viver e morrer neste dia. Viver e morrer neste dia.”

 


Os samurais assim pensavam,  sempre prontos para a morte, sua vida era preparação e celebração diária da vida, como se fosse seu ultimo dia na terra portanto, viviam quase perfeitos.Um emprego melhor, faculdade

Não tema a morte, tema o fracasso, que pode ser a morte de sua família. Crie sempre desafios(faculdade, um emprego melhor, curso de autodefesa), e nunca desista por mais estressante que seja). Tudo isso por se só já é um preparação mental para tudo e todos que vierem contra você procurando o seu fim.




2. Observações Importantes


Vamos pontuar quais as vantagens que vimos sobre o guerreiro se conscientizar da possibilidade da morte em um combate extremo onde a vida está em jogo:

Evitar exposição desnecessária: Consciência da possibilidade da morte em um combate de sobrevivência, faz com que o combatente urbano reflita antes de entrar em qualquer confusão que seja evitável, deixando como ultimo recurso;

Não basta preparação física: Deve se preparar mentalmente para o pior, para o nível preto do farol de violência, superar a dor, o receio de tirar uma vida, e o pavor da morte, são esses pontos a serem superados para não ficar paralisado no confronto de vida e morte, tire um tempo no seu dia para meditar sobre o principio da essência guerreira samurai, onde aceitar a possibilidade da morte e celebrar a vida todos os dias a cada momento, em tudo que fazemos;

Maturidade: Conscientizar que na rua não é filme, teatro nem luta esportiva, você se quiser exibir pode não voltar para casa e ver sua família;


Motivação: Serve para motivar a montar o seu treino com base em preparo físico e psicológico para estar em situações;

Se preparar para o pior: Para entender a necessidade mente na importância de condicionar conseguir ter alguma resposta automática em caso de vida ou morte, mesmo sangrando e ferido,  não se entregar;


Encontrar sua essência primitivista: Preparado para a morte em um nível extremo, você se condiciona a ser o mais mortífero, feroz e brutal possível;

Diferenciar fantasia e realidade das técnicas aprendidas: Entendendo que a morte é uma realidade e não tem volta, você vai entender melhor quando alguém te vender fantasia como autodefesa real;

Valorizar a vida, e tudo que possui: Para que assim como os samurais você valorize a única vida que tem sempre abrace a sua família e a trate com respeito e carinho como se fosse a ultima vez que fará, pois um dia será. 

 




3. Obras indicadas:




Livro:









Filmes:
















Série:


 




4. Conclusão


Como pudemos observar a preparação do combatente urbano começa na mente , não adianta ter conhecimento em habilidades físicas são não estiver preparada para as consequências dos seus atos. A preparação passa por três fazer: perder o medo da dor, perder o receio de matar, e perder o medo da morte frente ao perigo onde não tem como fugir. Isso não é vitimização, ao contrário é valorização da vida, reconhecer sua importância de fazer cada minuto valer a pena. Isso inclui todas as áreas da vida do combatente e guerreiro urbano, em especial a sua preparação. E você já acrescentou essa etapa do semáforo da violência nos seu treinos? Não se esqueça: aceitar a morte como uma possibilidade, é aprender a celebrar a vida com sua família todos os dias, como se fosse o último.




Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

  

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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

Dr. David S.

 

 


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