quinta-feira, 17 de maio de 2018

O Combatente Urbano Bruce Lee: A verdade para poucos


Vivemos em um mundo onde imagens, títulos, cargos e símbolos valem mais do que a verdade e seres humanos se tornam mitos. E com isso perdemos a substância e verdadeiro conteúdo do aprendizado dos grandes mestres que nos cerca. Certa vez vi um livro de filosofia que tinha uma frase que me chamou a atenção: Não seja Cristão, seja Cristo, Não seja budista seja Buda, seja a própria lanterna em sua vida. A frase queria dizer para pegarmos os aprendizados dos grandes mestres e não memoriza-los mas pratica-los. E não adorar quem ensina, mas absorver seus ensinamentos

Infelizmente o grande rebanho sempre tem a necessidade de um guia, e com isso rejeitam o ensinamento e vão atrás do ícone. Com Bruce Lee infelizmente foi a mesma coisa. Ele nos trouxe um conceito fantástico para aprimorarmos nossa autodefesa urbana. E a grande maioria se preocupa em decorar suas frases, seus movimentos dos filmes, que cueca que ele usava nas segundas. Porém poucos entenderam a figura deste professor, que saiu do mundo mítico das artes marciais e entrou no mundo questionador (filosófico), abrindo as portas para os sistemas de autodefesa pessoal moderna baseado nas ciências. Hoje vamos ver alguns conceitos e as bases fundamentais que Bruce Lee nos deixou para desenvolvermos nosso sistema pessoal de autodefesa.





Aviso importante: Esse texto é voltado para pessoas que tem o objetivo de se aperfeiçoar para a autodefesa urbana, para se proteger e a sua família. Se o seu objetivo é puramente troféus e medalhas, não  prossiga. 
 


Após ler a mensagem  se quiser continuar é só continuar a leitura abaixo:






O vaso ou o conteúdo?




O filósofo, escritor, e educador indiano Jiddu Krishnamurti certa vez em uma palestra sobre desenvolvimento do ser humano foi interrompido por um dos espectadores. Uma moça levantou a mão e perguntou se ele se achava um messias. Krishnamurti respondeu: quem eu sou eu só eu saberei, mas você nunca saberá, pois está preocupada com o vaso e não com o conteúdo. O imperador Marcus Aurelius falou algo semelhante em relação a realidade e o mito na figura de  uma pessoa, dizendo em sua obra meditações que no futuro, anos após a sua morte, ninguém saberia quem ele tinha sido de fato, apenas as obras que deixou, o que estava escrito e o que a história relataria, mas não a sua verdadeira pessoa. E assim era com todos as pessoas a figura do mito reveste a imagem real, o mito toma o lugar do ser, e o  ser desaparece no tempo.

Nos dias de hoje, com o meio de comunicação e redes sociais, os mitos são criados a toques de caixa. E as vezes pessoas más se transformam em heróis e vice versa.



O líder terrorista e assassino Nelson Mandela responsável pelas morte de centenas de pessoas, inclusive morte de crianças em atentados, recebeu prêmio Nobel da Paz em 1993, e é considerado por muitas pessoas desinformadas como um ser iluminado.


Esse é o grande problema dos mitos, alteram a percepção das pessoas sobre o que realmente a pessoa representava. No caso do Bruce Lee, é muito comum ver em academia de artes tradicionais o poster enorme dele na parede. E quando se pergunta ao professor sobre Lee, a maioria dos  professores  falam que ele foi o responsável por trazer o kung fu para o ocidente, sendo essa a maior contribuição dele para as artes marciais. Outras pessoas falam que ele é o maior lutador que apareceu no planeta, e outros ainda que ele era uma farsa. Mas nenhuma dessas pessoas realmente tiveram capacidade de saber ou se preocuparam em "ler" a verdadeira obra que esse mestre trouxe para todos os verdadeiros combatentes urbanos. Não, não foram seus quatro filmes, mesmo por que se comparar com os filmes de hoje as coreografias eram bem pobre com vários  chutes laterais e circulares em uma mesma cena contra vários adversários. Filmes de Donnie yen tem efeitos e coreografias e histórias mais bem elaboradas, com suporte de equipe técnica coreográfica, efeitos de cabos e etc. 


E também ele não é o maior representante do kung fu, muito ao contrário ele odiava as artes tradicionais,  pois Bruce como jovem rebelde que era arrumou várias brigas na rua então  tinha clara visão do que era real e não. A grande verdade é que o ditador  Mao Tse Tung havia transformado as artes marciais chinesas em esportes olímpicos, com coreografia (Taulu)  e combate (Sanda). E Bruce Lee percebeu isso. Muitas mentiras, ilusões e até oportunismos de grupos e federações que não tinham a mínima intenção de ensinar alguém a lutar. Bruce também  não foi responsável por  trazer Kung fu para ocidente, já que havia vários outros professores na América. O maior presente que deixou para poucos, que entenderam a sua filosofia combativa, foi a percepção do combate real, e a destruição dos mitos das artes tradicionais, e acima de tudo, o sistema que possibilitaria cada pessoa a criar o sua estilo de luta de acordo com sua necessidade, como veremos a seguir, pois como ele mesmo sempre dizia, seu objetivo era que as pessoas com seguisse por meio do combate de expressar com honestidade.






Jeet kune do: Percepção e expressão


  
Lee criou o sistema chamado Jun Fan Gung Fu e enfatizou que  era "o estilo sem estilo". Bruce acima de tinha conhecimento de artes marciais combativas suficientes para desenvolver métodos de ensino que fugisse da mediocridade e ajudassem as pessoas a entenderem da realidade das ruas.  Consistia em livrar-se da abordagem formalizada das Federações e grupos mal intencionados que conhecia, e não se preocupavam com a vida dos alunos, só geravam zumbis burros que morreriam nas ruas. Ele anotava seus exercícios e suas pesquisas para desenvolver a sua filosofia, procurou e teve ajuda de vários mestres que encontrou em sua jornada.

Como professor de autodefesa, Bruce foi desenvolvendo essa ideia de  um novo sistema sem formas, assim ele chegou a filosofia do Jeet Kune do não é uma arte marcial criada pelo Bruce Lee, é muito mais que isso, muito mais complexo e muito mais simples  ao mesmo tempo, foi a sua tentativa como filósofo marcial de encontrar a essência do combate efetivo, o arché do combate urbano. Bruce nunca se preocupou com faixas, campeonato ou qualquer convenção institucional. Pois ele mais do que ninguém sabia o quanto as ruas podem ser perigosas. Ele acreditava que o praticante deveria desenvolver o seu sistema de autodefesa, pegado aquilo que achasse que poderia ser útil a sua realidade. Assim a sua autodefesa seria uma expressão particular, e nunca teria fim a evolução, pois o aluno poderia estar sempre acumulando mais e mais conhecimento em cursos e outros estilos.

Imagine que um praticante de Muay tai que acredite que o boxe possa te dar um bom jogo de ombro, e  posteriormente procure o kali para desenvolver a parte de laminas, bastões e armas improvisadas. E finalmente faça Jiu Jitsu para aprender imobilização, e se sair em situações de solo, então esse praticante segue a filosofia do jet kune do. Pois ele sente a necessidade de melhorar e procurar e praticar o que acha que precisa para ficar mais dinâmico. Pois não é a instituição marcial que deve evoluir com sua ajuda em um estado de eterna subserviência religiosa, ela é uma empresa com professores, ela que deve ter bons profissionais para que o aluno atinja seus objetivos, e não ao contrário.  

Agora veja algumas das melhores dicas de Bruce Lee para os combatentes Urbanos.



Faixa Preta



Bruce nunca se graduou em nenhum estilo, mas já tinha praticado diversos estilos era autodidata, e o mais muita experiência em brigas na rua.

É incrível como muitos se preocupam com a questão de ter uma faixa  preta  em determinado estilo. Bruce falava que faixa só servia para amarrar as calças. Muitos o acham arrogante até hoje por essa frase. Mas ele não se importava, pois falava a verdade doa a quem doer, e a maioria das pessoas não tinham o nível intelectual para acompanhar o seu raciocino.






O que Bruce queria dizer é que adianta você ser um mestre oitavo dan em um estilo ridículo que foi formado por grupos, associações e federações mal intencionados e corruptos, muitas vezes envolvidos até mesmo com grupos criminosos como a tríade, cujo  o real objetivo é iludir e atrair alunos, e usar a federação para lavagem de dinheiro e contrabando.

Práticas absurdas como das imagens acima são vendidas em formas de seminários sem a mínima preocupação se tal ilusão pode ferir e até matar o praticante. E acredite, muitos alunos de artes tradicionais já morreram. Você deve ter visto em algum momento de sua vida noticias como de pessoas que reagem  a assalto e são mortos. Muitos desses casos tive a oportunidade de ver de perto assim como muitos colegas professores que conheço, são jovens que morreram achando que podiam fazer aquelas coisas mirabolantes que seus professores ensinavam como verdade. Inclusive muitas vezes incentivando seus alunos a assistirem filmes para aprenderem técnicas "escondidas".


Só se aprende lutar realmente lutando:


Bruce Lee acreditava que lutar é pratica, não adianta ficar socando em frente ao espelho ou fazendo movimentos no ar. Só aprenderá lutando, não tem como fugir disso. Ou será apenas uma pessoa fantasiando que sabe lutar. Você combater pessoas de alturas e forças diferentes ajudará  a desenvolver, esquivas, estratégia, aprender a absorver golpes, e principalmente a dar golpes de maneira correto.


Menos é mais:
 

Bruce Lee era um grande critico do que tinha se tornado as artes marciais chinesas, depois de proibir a pratica Mao Tse Tung. Com a reforma cultural de 1954. foram transformado apenas em uma pratica olímpica com movimentos coreográficos, que Bruce Lee disse que só tinham plasticidade e que se jogar basquete fosse a mesma forma o aprendizado a pessoa só ia poder jogar depois de dois anos, e o Sanda criado como luta esportiva com pontuações e regras. Bruce dizia que mais valia ter poucos golpes mas que fossem úteis e fortes e suficientes para levar o inimigo ao chão, do que milhares de  movimentos sem qualquer força ou aplicabilidade real que só prejudicava quem queria aprender autodefesa.



A academia deve servir a seus propósitos e não o contrário:


Imagine que um praticante de Muay tai e acredite que o boxe possa te dar um bom jogo de ombro, e  posteriormente procure o kali para desenvolver a parte de laminas, bastões e artes marciais, e finalmente faça jiu jitsu para aprender imobilização e se sair em situações de solo, então esse praticante segue a filosofia do jet kune do, pois ele sente a necessidade para melhorar o que acha que precisa para ficar mais dinâmico. Pois não é a instituição marcial que deve evoluir com sua ajuda, ela é uma empresa com professores, ela que deve ter bons profissionais para que o aluno atinja seus objetivos, e não ao contrário. 


Musculação: 


Bruce sempre demonstrou a necessidade de fortalecimento físico, a prática da musculação ajuda e muito o combatente urbano. Para aumentar a força, para ter mais resistência e capacidade de absorver golpes e continuar lutando. A força muscular ainda aumenta a velocidade e agilidade. Não adianta técnica se não tem um corpo preparado para combater. Já vi muitos ignorantes falarem coisas idiotas como: Até uma moça de 40 quilos que tenha faixa preta em determinada modalidade ganha de um homem forte de dois metros  que é leigo. Como sempre gosto de falar leigo é a pessoa que desconhece fisiologia, física e  se baseia apenas em praticas em academias para mencionar defesa em situações reais.




Não tenha a mente fechada:


Bruce achava que o verdadeiro combatente deveria ter a mente eclética e o espírito maleável. Um lutador  passar uma vida toda dentro de um único sistema rígido era ineficaz.  Pois ele sabia pela sua experiência a necessidade de evoluir se quisesse sobressair de situações diferenciadas. Mas existem pessoas que aceitam viver o resto de sua vida em baixo da bandeira de uma instituição que não esta nem ai para ela, ou embaixo da sombra de alguém. Assim muitos desconhecem a própria ignorância, e por não ter a capacidade de olhar a sua volta e ver outros caminhos continuam na ignorância que pode levar até a sua própria morte.




Na rua vale tudo:



Bruce sendo entrevistado deixou claro que a rua vale qualquer coisa para ferir o oponente e sair vivo, sem regras, apenas sobrevivência. E que existem várias formas de estilos, mas uma mesma forma de socar e chutar. Porém cada estilo criava formas absurdas mais preocupado com a plasticidade e exclusividade do movimento do que realmente ensinar o seus alunos a lutarem.



A rua é brutal com quem não vive com os pés no chão: 


Mas, uma vez um entrevistador perguntou para Bruce por que ele estava bolando uma série de teve que se passava no velho oeste americano, já que poderia fazer a história se passando em tempos atuais (que mais tarde virou a série kung fu, estrelada por David Carradine), Bruce Lee respondeu que se em tempos modernos alguém só por que luta alguma coisa, começasse arrumar confusão com todo mundo, ia acabar... ai ele fez um gesto com o dedo como se fosse um revolver. O verdadeiro Bruce Lee era responsável e não iludia seus alunos, nem incentivava a reagirem a assaltos, e muito menos era um super herói imbatível.


Em outra entrevista lhe perguntaram  sobre a forma que lutava em seus filmes era real:  Ele falou que não, chutes altos e o grito era só pra dar dramaticidade a cena. Qualquer pessoa mesmo sem muita noção de defesa pega um chute alto e derrubaria a pessoa no chão. Bruce Lee sempre fez questão de mostrar a diferença entre seus filmes e a rua.


Esses tópicos acima são apenas alguns dos pontos importantes que Bruce Lee jogou na mesa deixando muitas federações, associações e grupos de artes marciais irritados. 




Seja água



Obviamente existiam sistemas de defesas bastantes efetivos mesmo antes de Bruce Lee, que se utilizava de junção de outras artes marciais, como o Savat, Baritsu entre outros. O que Bruce Lee trouxe ao mundo não foi uma nova arte marcial, mas uma nova forma de encarar o auto aperfeiçoamento e combate e ele queria que todos desenvolvessem o sistema que fosse adequado para si. Após a sua morte surgiram vários outros sistemas até hoje krav maga, Keysi, Kombato aqui no Brasil. mas o mais interessante que a sua ideia de aperfeiçoamento de autodefesa, começou a atingir outras áreas propedêuticas, como Sobrevivencialismo, anatomia humana, estratégia, conhecimento em técnicas de área de segurança e prevenção, criminologia. E hoje a autodefesa se tornou uma ciência. Eu defino a autodefesa hoje como uma ciência que visa por meio de diversas áreas garantir a sobrevivência do ser humano frente a conflitos.  



Então questões envolvendo o mito Bruce Lee, como: Ele era invencível? Ele foi o maior lutador e professor marcial da face da terra? podia derrubar uma parede com um soco? Ele era uma farsa? Ele desrespeitou e traiu  o seu professor Ip Man? Mostram apenas a mediocridade do praticante tradicional, que vive para adorar mitos, e não procura evolução de sua mente.  O que realmente interessa é que esse professor filosofo não deu o peixe para o combatente urbano, ele nos ensinou a pescar. e isso possibilitou uma evolução fantástica para a autodefesa. 

 
Então não busquem o título do seu professor, busque sua experiência e conhecimento técnico. histórias podem ser inventadas e títulos podem ser comprados, conheci um contrabandista chinês que depois de sair da cadeia foi para China e voltou com titulo de mestre de um sistema de Tai Chi que até então nunca vi falar, que poderia, segundo o seu anúncio para defesa nas ruas, até para desarme de arma de fogo. O motivo era simples ele e o grupo que lhe deu o titulo eram da tríade, e era necessário o titulo de mestre em alguma moldabilidade para assumir a presidência de uma federação marcial aqui no Brasil que tinham contato.  Então antes de julgar ou adorar alguém, antes veja o que ela tem pra te dizer, e procure extrair o melhor, pois como diz um antigo ditado:



"Até um relógio quebrado, duas vezes ao dia está marcando a hora certa."







Obras indicadas:









Conclusão


Bruce Lee foi um filosofo marcial e combatente urbano, desde cedo conheceu a rua, e sua violência e descobriu que as artes tradicionais só serviam as próprias federações e associações e grupos não se preocupando em realmente ensinar alguém a sobreviver nas ruas. Com isso por meio do empirismo, foi montando sua própria técnica de defesa, e posteriormente um sistema filosófico. Onde a pessoa poderia se tivesse a mente aberta e se livrasse de amarras institucionais e criar um sistema adequado para suas necessidade. Bruce Lee tinha medo que as pessoas não entendessem seu método filosófico e ficassem preso na base física de sua disciplina. 

Se trata de você guerreiro urbano fazer sua jornada pessoal, para montar o seu sistema de autodefesa perfeito, seja, com mãos, facas, armas de fogo, tudo de acordo a sua necessidade. Mas não são todos que conseguem se livrar da fantasia de adorar uma figura imaginaria, um Bruce Lee super herói. Ou mesmo procurar defeito em sua imagem. O caminho é estreito e são poucos que conseguem alcançar a compreensão. Hoje já estamos em uma nova etapa. Existem sistemas modernos adaptados a conceitos técnicos científicos, mas infelizmente tem pessoas que ainda preferem serem usadas em uma fantasia infantil de mal gosto. Pondo em risco a sua vida e de sua família. Quem foi Bruce Lee? Um homem? Um mito? Ou uma lenda? Pra mim eu o conheci lendo seus textos sobre seus treinos e suas pesquisas e procurando meditar a suas palavras, e descobri que o ser humano Bruce Lee é muito mais importante do que a imagem infantil de super ser. Foi um professor, um filósofo, e acima de tudo não queria que o adorassem, ou o seguissem queria que cada um fossem capazes de seres independentes. Suas ideias ajudaram e muito para libertar os verdadeiros combatentes urbanos.

Ei Bruce, não precisava ter pisado nos testículos do cara!!!


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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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