segunda-feira, 28 de maio de 2018

O porquê das ovelhas negarem a existência de predadores


Quantas vezes você já deve ter falado com conhecidos, amigos e familiares sobre segurança, prevenção, e os perigos urbanos que estão as nossa volta, e  não quiseram te ouvir? E mesmo depois de serem vÍtimas de assalto, continuaram cometendo os mesmos erros, e ainda ficaram zangadas quando foram  novamente alertadas? Fazem brincadeiras, ou ficam nervosos dizendo que você é exagerado, ou ainda evocam algum poder superior para dizer que nada pode atingi-los. Sim, estou falando delas mesmo, as ovelhas.

Na postagem de hoje vamos discutir o porque é tão difícil convence-las, e que por que na maioria das vezes  é quase impossível, e perca de tempo. Como a mente dessas pessoas funcionam e por que não veem o mesmo que nós? Como podem ser tão cegas e irresponsáveis?



Mente de ovelha

 

Só relembrando rapidamente a definição de ovelhas do autor Dave Grosman que  já foi postado aqui em outros artigos:  A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas, são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente.  Vivem em negação da realidade, sendo essa a sua principais característica,  não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo.  Muitas ficam ultrajadas diante da ideia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que  por arma de  fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. 

A ideia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação. Ainda assim, o cão pastor ( força de segurança) incomoda a ovelha. É uma lembrança constante que há lobos (predadores humanos) lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nos aeroportos, com roupas camufladas e segurando um M-16. As ovelhas prefeririam que o cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: "Béé". Até que o lobo aparece. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único cão.

A força da negação em relação da existência de predadores humanos a solta na sociedade sempre foi uma constante para a humanidade. Na idade média, atos hediondos de serial killers, canibais, entre outros tipos de psicopatas, eram atribuídos a todo tipo de criaturas fantásticas como lobisomens, vampiros e bruxas. Assim a ameaça seria de outro mundo, e os homens na sociedade não seriam capazes de males tão perversos contra os seus semelhantes. Sendo assim mais fácil aceitar a vida em sociedade. 









Mesmo nos tempos atuais isso ainda acontece, quantas vezes ouvimos diante de noticias de crimes hediondos expressões como: Com certeza ele estava sob efeito do espírito maligno, nenhum ser humano em sã consciência faria uma coisa dessa com outra pessoa.


Mas o que é a negação e como a mente consegue produzir frente a realidade tão explicita em nosso dia a dia? Isso veremos a seguir.





Porque vivem em negação?



Existem muitos termos psicológicos para o fato de certas pessoas não conseguirem, nem gostarem de mudar sua visão diante do mundo objetivo. "Raciocínio motivado", "viés de confirmação", " dissonância cognitiva" são alguns desses termos. Mas você não precisa de semântica acadêmica para saber que tentar convencer alguém a ver as coisas do seu jeito é difícil. Você discute os fatos, da maneira mais ponderada e sem confrontos possível, mas os fatos não parecem levar a lugar nenhum. A parede da opinião da outra pessoa não se move. Provavelmente aconteceu mais de uma vez: você gasta muito tempo tentando convencer alguém de que a opinião deles sobre um determinado problema está errada. Você se esforça para se certificar de que seu argumento é hermético. 

Mas, em vez de chegar ao seu ponto de vista, seu parceiro de conversa retrocede, ainda mais convencido de sua suprema retidão. Se você fala sobre a importância de saber manusear uma arma de fogo por exemplo, ela rebate: “O que você quer dizer com todas as pessoas  precisam saber usar armas de fogo? O principal mandamento é não mataras e ofereça a outra face. Eles têm as mesmas oportunidades que todos os outros! ”Ao final de seu debate, se depara com o mesmo impasse que teve no início, e seu ouvinte agora o vê como uma figura hostil as suas crenças. Eles não parecem querer mover-se, isso por que existem   fortes barreiras: A negação da realidade, a projeção, autoafirmação, e os fundamentos enraizados nos fundamentos cognitivo do indivíduo.

A negação: A "negação" na teoria psicanalítica,  é uma defesa  que todos usamos às vezes para reduzir nossa ansiedade quando esta é particularmente perturbadora.  Há um tipo peculiar de 'Negação' que estamos testemunhando hoje em dia, em que adultos aparentemente inteligentes e sãos negam veementemente as verdades, apesar de um corpo de dados irrefutáveis. Como no exemplos acima de serial killers na idade média.



A capacidade de negação parece ter evoluído em parte para compensar a hipersensibilidade dos primeiros humanos. Quando ameaçado tornar-se um tipo de transe silencioso que pode tornar hipócritas pessoas outrora francas. Por meio de pesquisas os psicólogos descobriram que  as pessoas podem estar bem conscientes do que prestam atenção e notavelmente cegas para o que não. O reconhecimento é passivo por boas razões: um confronto aberto, com um ente querido ou a si mesmo, corre o risco de uma grande ruptura, ou mudança de vida que pode ser mais terrível do que a ofensa.




Em filmes como "A Vila" vemos o poder da negação, os cidadãos que moravam no vilarejo acreditavam na existências de  criaturas nas florestas e tais criaturas não deveriam ser mencionadas para evitar que aparecessem. Eram chamadas "Daqueles que não falamos". Assim como outro personagem, o maligno Lorde Voldermort da série de filmes do bruxo Harry Potter cujo nome não era pronunciado a anos pelo mesmo motivo tinham medo se fosse pronunciado se tornaria real a sua presença. Isso vemos e muito algumas pessoas dizem que não gostam de falar sobre crime pois acaba atraindo. É preciso uma crise externa para quebrar a negação, e ninguém precisa de um estudo psicológico para saber como isso termina. Nós vemos nos noticiários do dia a dia arrastões, estupros, 60.000 mortes anuais aqui no Brasil.

No filme Boneco do Mal, casal aparentemente não aceitam perda do filho e cuidam de um boneco como se ele fosse.
 

Projeção: A projeção é um mecanismo de defesa psicológica no qual os indivíduos atribuem características que consideram inaceitáveis ​​em si mesmos a outra pessoa. Um exemplo clássico do mecanismo de defesa é quando um indivíduo diz "Ela me odeia" em vez de expressar o que realmente é sentido, que é "eu a odeio". Como outros mecanismos de defesa, a projeção é tipicamente inconsciente e pode distorcer, transformar ou de alguma forma afetar a realidade. 

Um exemplo tipo que  quando começa a falar sobre segurança e prevenção e a pessoa com raiva diz que você que só vê maldade no mundo onde não existe e fica tentando despertar medo nas pessoas. Outro tipo de Projeção é o oposto, a pessoa acredita  ela é moral, boa e possui compaixão ao próximo, então ela projeta isso em todas as pessoas, atribuindo que todos também tem essa bondade, mesmo o pior dos criminosos tem um lado bom só que ainda não teve ninguém para desperta-los, de acordo com esse pensamento não haveria pessoas ruins apenas desconhecem sua bondade.


Autoafirmação: Também é um mecanismo de defesa,  mesmo em algum nível consciente ou subconsciente algumas pessoas mesmo sabendo que  estão erradas  preferem manter sua posição.  Por ter uma personalidade frágil, e complexo de inferioridade prefere manter a sua ideologia, mesmo que seja cabalmente provada como inapropriada. Isso se da por que a maioria de nós tem um forte impulso para manter crenças e convicções preexistentes, que nos mantêm ancorados no mundo. Posições contrárias em questões controversas a sua identidade opiniões  são percebidas como  uma agressão, fazendo com que o indivíduo se prender ainda mais a sua posição, já que alterá-la poderia exigir um alto custo pessoal. 

Podemos citar como exemplos praticantes de artes marciais tradicionais mesmo diante de diversos fatos gravados e divulgados amplamente na internet, preferem continuar dizendo que tais estilos podem ser usados como autodefesa na rua. Pois sua baixo autoestima não admite o fato de que aja outros métodos mais efetivos do que o sistema em que se graduou.



Fundamentalismo cognitivo: De acordo com a teoria psicanalítica da personalidade de Freud, o superego é o componente da personalidade composto de nossos ideais internalizados que adquirimos de nossos pais e da sociedade. Ele trabalha para suprimir os impulsos do id e tenta fazer o ego se comportar moralmente, em vez de realisticamente.  

O id é a parte básica e primordial da personalidade, presente desde o nascimento. Em seguida, o ego começa a se desenvolver durante os primeiros três anos da vida de uma criança. Finalmente, o superego começa a surgir por volta dos cinco anos de idade. Os ideais que contribuem para a formação do superego incluem não apenas a moral e os valores que aprendemos com nossos pais, mas também as ideias de certo e errado que adquirimos da sociedade e da cultura em que vivemos. Na psicologia , o superego pode ser dividido em dois componentes: o ego ideal e a consciência. A ação primária do superego é suprimir inteiramente quaisquer impulsos ou desejos do id que são considerados errados ou socialmente inaceitáveis. Também tenta forçar o ego a agir moralmente e não realisticamente. Finalmente, o superego se esforça por perfeições morais, sem levar em conta a realidade. Por isso é difícil convencer certas pessoas que as vezes para sobreviver em uma crise é necessário matar. Ou mesmo a necessidade de saber se defender contra agressões.

O superego é a parte do superego que inclui as regras e padrões de bons comportamentos, é frequentemente visto como a imagem que temos de nossos eus ideais, as pessoas que queremos nos tornar.  Esses comportamentos incluem aqueles que são aprovados pelas figuras dos pais e outras autoridades. Obedecer a essas regras leva a sentimentos de orgulho, valor e realização. Quebrar essas regras herdadas de seus pais ou uma figura importante  pode resultar em sentimentos de culpa.

Cognição Cultural: E assim chegamos a cognição cultural, que é a teoria de que moldamos nossas opiniões de acordo com as visões dos grupos com os quais nos identificamos mais fortemente. Isso faz duas coisas: solidariedade no grupo, o que aumenta as chances de que as opiniões do nosso grupo prevaleçam na sociedade, seja político, religioso ou qualquer outro. E também isso fortalece a aceitação do grupo em relação ao membro. Por isso se uma pessoa pertence a determinado grupo que é contra violência, ou uso de armas elas se fecham a opiniões contrária de pessoas de fora desse grupo.




O contrário também pode acontecer, um bom exemplo disso são grupos terroristas e facções criminosas como vemos nas imagens acima, que aliciam crianças como soldados para implantarem em suas mentes desde cedo as suas ideologias fundamentalistas como base cultural do indivíduo, para que assim possam ter o seu total comprometimento.

O individuo se dedica a fortalecer o grupo, ajudando-o a ganhar domínio e fazendo com que o grupo o aceite. Isso funciona também como um mecanismo de defesa, pois se as opiniões do nosso grupo prevalecem, e nosso grupo nos aceita, nossas chances de sobrevivência aumentam. Portanto, a motivação da Cognição Cultural para conformar nossas opiniões às dos grupos / tribos com os quais nos identificamos é poderosa. E quanto mais ameaçados nos sentimos, por incertezas, mais nos utilizamos das nossas opiniões para manter a tribo unida,  e nos manter seguros. E das mais ferozes ideologias crescem as mais inflexíveis polaridades da "Guerra da Cultura" que impedem o compromisso e o progresso, e despersonaliza o individuo.




Realidade
 

Nós vimos acima que o ser humano cria verdadeiros muros, fortificações, castelos para protegerem as suas crenças. E que elas fazem parte da personalidade, e  para a maioria das pessoas seria muito doloroso perder essa  parte, e quebrar todos os vínculos. Seja sua religião, sua crenças morais ou qualquer tipo de seguimento. 

Certas pessoas estão tão fechadas em sua fantasia que é necessário administrar aos poucos a realidade, até que ela entenda o mundo em que está vivendo. Abaixo selecionei alguns vídeos sobre a existência dos "Homo Pretator", que podem servir como uma demonstração descompromissada para que essas pessoas acreditem na existência de criaturas humanas sanguinárias que querem tudo que você tem: seus bens, sua dignidade, sua vida, ou que pelo menos entendam a necessidade de se precaver no dia a dia: 







vídeos:



Drone carregando uma Cabeça:


Tortura, cortando os dedos:




Linchamento:

 





Fuzilamentos:

































Briga no bar:






Assalto:







Obras Indicadas:



Livros:








Filmes:








Filme divertido onde policial vive em negação em relação a visível traição da esposa, e com isso a  raiva reprimida em sua mente cria uma segunda personalidade agressiva.










Conclusão


Para se   proteger contra eventos externos incontroláveis muitos indivíduos fazem usos de mecanismo psicológicos, como negação, projeção ou a implantação de fundamentos cognitivos e culturais. O fortalecimento desses posicionamentos  se faz pela busca de crenças, ideologias e doutrinação estruturando o superego com uma base que deve ser preservada a todo custo, mesmo se o  custo for a realidade apresentada a sua volta. Essas pessoas são como rebanhos de ovelhas, que  preferem viver alheios a qualquer perigo, e ter uma vida voltada apenas para o consumo e hedonismo. Com isso se tornam quase inacessíveis a qualquer opinião que possa quebrar essa bolha. 

Se for uma pessoa próxima,  você pode tentar  ir ministrando aos poucos sem confronto direto a realidade por meio de noticias, vídeos, para não confrontar a sua estruturada da realidade. E assim,  ela entender que a negação é mais perigosa para sua segurança do que se  escolhesse apenas se prevenir. Prepare e proteja sua família, não espere o lobo bater a sua porta.


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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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