quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Killologia aplicada e os predadores Urbanos


Na killologia entendemos o processo psicológico e fisiológico envolvido no mecanismo do condicionamento da mente humana para matar, nos três artigos anteriores sobre killologia vamos fazer uma análise sobre a formação da mente predatória de acordo com esse estudo. Por que como sabemos conhecer nosso inimigo e saber como pensa para podermos combate-lo de maneira eficiente. 

Nesse artigo nos aprofundaremos na psique assassina para entendermos como funciona o prazer pela caçada e a morte da vítima, assim para entender a falta de empatia pela vítima.


   

Assassinos por natureza


Ex-professor de psicologia de West Point, o tenente-coronel Dave Grossman passou grande parte de sua carreira estudando killologia: estudo da  psicologia e fisiologia empregados no ato de matar em combate, tinha catorze anos no exército quando se candidatou para ensinar em West Point, sendo selecionado para ensinar psicologia.


Tenente-coronel Dave Grossman criador da killologia, formador operacional de grupos especiais em áreas de conflito Urbano e forças policiais.


Entre os militares e policiais, ele é uma figura reverenciada por seu extenso conhecimento, e currículo. Seu primeiro livro, Matar, faz parte do currículo da academia do FBI e suas técnicas são até hoje empregadas por várias forças de segurança ao redor do mundo em áreas de conflito. Desde que se aposentou do Exército há 19 anos, ele trabalhou com centenas de agências, incluindo o FBI, a DEA, a ATF, o Serviço Secreto, o Serviço de Segurança Diplomático, os Marechais dos EUA e as Forças Especiais dos EUA. Mas hoje seu foco de Grossman são as forças policiais. Nos últimos dois anos, ele já palestrou  com mais de cem departamentos em todo o Estados Unidos. Provavelmente não há ninguém na América que treine mais policiais.


Aprendemos nos artigos anteriores sobre killologia as  três principais técnicas  para condicionamento psicológico para combate  em situações extremas:


Dessensibilização e brutalização:  É  o distanciamento é a perda da empatia a figura do inimigo, tirando a sua humanidade, criando uma visão de um ser vil e inferior, moralmente, culturalmente.

O condicionamento clássico (pavloviano): é o sistema de recompensas pelo alto desempenho e a satisfação de ver o alvo cair com cada tiro. 

O condicionamento operante (pioneiro de BF Skinner): é usado para  matar o inimigo em questão de reflexo. O Soldado vê o inimigo, dispara e o inimigo cai exatamente como acontece no alcance do alvo. 

Mas e os psicopatas? Poderia  a killologia  nos mostrar como um indivíduo pode se tornar  em uma máquina de matar dentro da sociedade? 

A verdade é que em um lar disfuncional, ou algum fator como traumas relacionados a maus tratos e humilhações podem prejudicar processo de socialização prejudicado. A prova disso é que ao estudarmos  analisamos perfil criminal e as ações de que serial killers, vemos que uma grande parte sofreram de uma forma ou outra algum tipo de influencia devida a violência em seu lar. Pegando como base, a tese da  tríade de Macdonald, conhecida também como a tríade de sociopatia, ou a tríade homicida desenvolvida em 1963, pelo psiquiatra forense JM Macdonald em que  observou 48 pacientes psicóticos com 52 pacientes não-psicóticos que ameaçaram matar alguém, e viu que três comportamentos sempre frequentemente apareciam em seus pacientes mais agressivos e sádicos. A tríade liga a crueldade aos animais, a obsessão com o fogo e a persistência na enurese após uma certa idade, a comportamentos violentos, particularmente comportamento homicida e comportamento sexualmente predatório:  
Obsessão com fogo: o incêndio culposo, ou incêndio, é teorizado para ser menos severo, ou a primeira tentativa de liberar a agressão, de se condicionar a externar a energia destrutiva contra o mundo; 

Cayetano Santos, aos dez anos começou a sua jornada como Serial killer matando inúmeras crianças, chegando a prender uma delas na parede com prego na têmpora. Piromaníaco sentia uma paixão exacerbada em causar incêndios. Ele gostava de matar e assistir gatinhos morrendo.


Enurese noturna: Era evidente em mais  do que a prática de crueldade contra os animais. Porém pesquisas recentes mostraram que a enurese não é um indicador de desajuste psicológico. Estudos em pequena escala conduzidos pelos psiquiatras Daniel Hellman e Nathan Blackman, e depois pelos agentes do FBI John E. Douglas e Robert K. Ressler, juntamente com a Dra. Ann Burgess, alegaram evidências substanciais para a associação desses padrões infantis com comportamento predatório posterior.  A enurese noturna é o ato de urinar na cama, é considerado normal até o período de 5 anos de idade. Quando a enurese persiste até a puberdade, é vista como um problema, sinalizando algo que não está indo bem, num provável desequilíbrio emocional. Alton Coleman, um serial killer americano, chegou a receber o apelido de “mijão”.

Serial Killer americano Alton Coleman, matou oito pessoas  entre maio e julho de 1984. "O Mijão".


Crueldade contra animais: O agente especial do FBI, Alan Brantly, acreditava que alguns infratores matam animais como um ensaio para matar vítimas humanas.  A crueldade com os animais é usada principalmente para desabafar a frustração e a raiva da mesma forma que observar o fogo queimar. Extensas quantidades de humilhação também foram encontradas nas infâncias de crianças que praticaram atos de crueldade contra os animais.   

Durante a infância, os serial killers não podiam retaliar em relação àqueles que lhes causavam humilhação, por isso escolheram os animais porque eram vistos como fracos e vulneráveis. A seleção futura de vítimas já está em processo em uma idade jovem.  Estudos descobriram que aqueles que se engajaram em atos de crueldade na infância com animais usaram o mesmo método de matar em suas vítimas humanas do que em suas vítimas de animais.

Edmund Kemper enterrou vivo seu gato de estimação, o canibal Jeffrey Dahmer chegou a enforcar um gato, só para ver quanto tempo levaria para morrer. Chico Picadinho enforcava gatos em arvores, sentia prazer em vê-los si focar até a morte. Modus Operandi que Picadinho aplicou em suas vitimas. Esse fator pode não ser uma fase, mas um ensaio para a prática em futuras vítimas humanas.





Verificou-se também que as crianças que abusaram de animais foram mais frequentemente vítimas de abuso parental do que as crianças que não abusaram de animais.  

Podemos observar que as características presentes na tríade de Macdonald são fatores de condicionamentos encontradas na kiollogia. De acordo com Douglas e seus colegas pesquisadores, no entanto, os comportamentos da tríade não são causais ao examinar uma relação com comportamentos predatórios posteriores, mas são preditivos de uma maior probabilidade de padrões futuros de comportamento e dão aos profissionais a chance de parar alguns padrões antes de progredirem. Outros estudos apontam que esses fatores estão apenas associados à experiência infantil. São crianças que sofreram de negligência, brutalidade ou abuso dos pais.



Os agentes do FBI, Douglas, Ressler e Burgess compartilham da tese que comportamentos da tríade não são causais ao examinar uma relação com comportamentos predatórios posteriores, mas são preditivos de uma maior probabilidade de padrões futuros de comportamento e dão aos profissionais a chance de parar alguns padrões antes de progredirem. Outros estudos apontam que esses fatores estão apenas associados à experiência infantil. São crianças que sofreram de negligência, brutalidade ou abuso dos pais. compartilharam esse conceito, associando os padrões de infância com o comportamento adulto. Interessante observar que o abuso, humilhação condicionam o indivíduo a responder ao meio a violência desmedida, e ter prazer em ver a sociedade pagar pelo sofrimento deles.

O criador do perfil criminal e caçador de serial killers Robert Ressler, e o canibal Jeffrey Dahmer.


Vários agentes usaram esses dados para desenvolver teorias e publicar artigos. Eles descobriram que quase metade dos indivíduos eram de lares monoparentais , três quartos descreviam um pai indiferente ou negligente, a maioria tinha um histórico psiquiátrico , o QI médio era brilhante normal, três quartos tinham parafilias e a mesma porcentagem relatou uma experiência de abuso. Mas onde podemos ver presentes os condicionamentos da Killologia na psicopatia?


A desumanização da vitima: pode ser vista na forma onde são encontrados alguns corpos, onde a pessoa se transforma apenas em um objeto para o fim;

Condicionamento clássico: O abuso infantil assim como alguma forma de rejeição, ou até mesmo humilhações podem despertar o ódio em relação as pessoas, tanto que muitos psicopatas como Edward Kemper matava vitimas que lembrava a sua mãe. E a tortura a animais servem como uma preparação, um condicionamento psicológico para futuras vitimas humanas, associando o ato de tirar a vida com prazer.

O crime organizado se utiliza também dessa forma de condicionamento para formar seus futuros soldados. Em um caso real, no Rio de Janeiro, um garoto de catorze anos contou que quanto tinha oito anos foi obrigado atear fogo em pneus (micro ondas) onde estava seu amigo de nove anos para ser executado, pois segundo  o garoto o seu amigo  era "X-9", ou seja tinha entregue a operação do tráfico para policiais. Ali, sendo forçado a executar o seu amigo de nove anos, tinha sido sua iniciação, que na verdade era uma forma de condiciona-lo a matar sendo aceito e respeitado ganhando titulo de soldado do tráfico. Veja os dois vídeos abaixo como as facções condicionam os seus jovens soldados a torturar, e matar sem qualquer sentimento, a não ser o prazer de ver a presa se contorcendo de dor enquanto sua vida vai se extinguindo:






Esses dois vídeos acima são exemplos de predadores urbanos condicionados para serem máquinas de matar que você,  ou sua família podem encontrar no meio urbano.


 



Obras indicadas:

Livro:







Filme:





Série:



Conclusão


Como vimos os condicionamentos presentes na killologia em especial o clássico, e a desumanização do alvo nos ajuda a entender melhor a formação da mente predatória, a falta de empatia, a objetificação da vitima, e o prazer de matar. São todos condicionamentos na maioria dos casos involuntários fruto de uma família disfuncional, ou algum outro prejuízo no processo de socialização podem influenciar. Claro que mesmo que existam fatores biológicos hereditários em alguns casos, na maioria a psicopatia é produto de meio ambiente a que o indivíduo é submetido, assim como muitos garotos que ainda na infância são transformados em soldados do crime. 

Entender e conhecer o inimigo, formação de sua mente, e sua forma de agir é um grande passo para nós preparadores, combatentes e sobrevivencialistas urbanos nos prepararmos para o confronto sem hesitar. Uma vez que são verdadeiras máquinas de matar não serão parados por suplicas ou argumentos. Se proteja e a sua família não espere o lobo aparecer.


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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

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