segunda-feira, 20 de agosto de 2018

URSAL: Realidade ou história do Bicho Papão?



No primeiro debate veiculado pela TV Band no dia 9 de agosto de 2018 desse ano para eleições para o cargo de Presidente da República, houve um episódio a parte que trouxe grande repercussão a imprensa e mídias sociais. Um dos candidatos, o deputado Cabo Daciolo referiu-se à URSAL quando interrogou o candidato Ciro Gomes. Ciro respondeu que não é fundador do Foro de São Paulo e que desconhecia o assunto, gerando risos na plateia, e no dia seguinte gerou memes nas redes sociais, que tratavam o tema com humor.

A URSAL seria uma federação de países da América Latina e do Caribe com características de um grande bloco de repúblicas socialistas, que teria sido engendrada no Foro de São Paulo, a partir do conceito de Pátria Grande. Tudo isso seria para trazer a expansão do comunismo pelo mundo a partir desse grupo centralizado. Mas isso seria verdade? Teoria da conspiração? Será que o plano Hegemônico socialista estaria mais articulado do que poderíamos imaginar?





URSAL, lenda urbana?


 
URSAL acrônimo para União das Repúblicas Socialistas da América Latina.  O termo URSAL foi criado pela socióloga e professora da Universidade Estadual de Londrina, Maria Lúcia Victor Barbosa em seu artigo  em 9 de dezembro de 2001 no artigo "Os Companheiros". Esse artigo criticava, os governantes latino-americanos por não estarem interessados em participar da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), proposta por Bill Clinton.

Pois para esses governantes a ALCA seria  o "fim da integração latino-americana", como dito pelo próprio ex-presidente  Lula.
A URSAL também foi mencionada em outro artigo, em 2006 publicado no Diário do Comércio, de autoria do filósofo Olavo de Carvalho, em artigo de 2006, publicado no Diário do Comércio. Segundo o filósofo a  URSAL é um termo genérico, não uma denominação oficial, mas seria  uma forma de descrever "a existência do plano comunista de integração continental é o fato mais abundantemente documentado das últimas décadas". E estaria ligada  à UNASUL (União de Nações Sul-Americanas), que  é um bloco que visa a fortalecer as relações comerciais, culturais, políticas e sociais entre as doze nações da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela –, além da participação, como observadores, de dois países da América Latina: México e Panamá. Mas isso seria verdade? Existiria tal plano de dominação em andamento por grupos marxistas? Vamos analisar alguns fatos: 

Grupos marxistas terroristas:


No anos sessenta a ideologia do comunismo em expansão com sua facções criminosas tentaram derrubar o governo para tomar o poder, sua principais meios de ataque eram roubos a bancos, atentados a bomba, roubos a carros fortes, museus, sequestros, e assassinato:

PCB

Partido Comunista Brasileiro (1922 -):

Até meados dos anos 60, foi a principal referência da esquerda no Brasil. Sob influência soviética e contrário à luta armada, deu origem a uma série de movimentos dissidentes que se transformaram nos principais grupos guerrilheiros de combate à ditadura.

Principais nomes: Luís Carlos Prestes, Carlos Marighela e Mário Alves.

Militantes: Cerca de 1 000.


PCdoB

Partido Comunista do Brasil (1962 -):

Primeira dissidência do PCB contrária à linha pacifista. Foi o único grupo a realizar ações de guerrilha rural no país. Entre 1972 e 1974, cerca de 70 combatentes enfrentaram até 20 mil soldados na Guerrilha do Araguaia.

Principais nomes: Pedro Pomar e João Amazonas.

Militantes: Cerca de 300.


MNR

Movimento Nacionalista Revolucionário (1964–1967):

Bem articulado e estruturado em 1964, era o grupo que os militares mais temiam nos primeiros anos após o golpe.Tinha apoio de Cuba – Fidel Castro acreditava que o MNR faria a revolução socialista no Brasil.

Principais nomes: Leonel Brizola.

Militantes: Cerca de 100.


AP

Ação Popular (1962–1973):

Formada por militantes de esquerda ligados à Juventude Católica e com forte adesão dentro do movimento estudantil, apoiava as reformas de base e as lutas trabalhistas. Alguns religiosos ligados à AP cediam os mosteiros para as reuniões clandestinas dos grupos guerrilheiros.

Principais nomes: José Serra e Herbert de Souza (Betinho).

Militantes: Cerca de 400.


POLOP

Política Operária (1961-1967):

Uma das matrizes da esquerda brasileira, foi o primeiro agrupamento a se organizar como alternativa partidária ao PCB. Dava mais importância ao debate teórico e doutrinário do que à ação armada.

Principais nomes: Emir Sader, Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio.

Militantes: Cerca de 100.

1964 – 1968



MR8

Movimento Revolucionário 8 de Outubro (1966 -):

Serviu de abrigo a grupos menores, como a Dissidência da Guanabara, formada pelos estudantes que tiveram a idéia de sequestrar diplomatas estrangeiros. A ação de maior sucesso envolveu o embaixador americano Charles Elbrick.

Principais nomes: Franklin Martins e Fernando Gabeira.

Militantes: Cerca de 100.

PCBR

Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (1968–1970):

Inspirado nos ideais do líder chinês Mao Tsé-tung, era formado por ex-dirigentes do PCB que acreditavam na guerrilha rural. A organização, porém, praticou apenas ações urbanas voltadas à divulgação dos ideais comunistas.

Principais nomes: Mário Alves e Jacob Gorender.

Militantes: Cerca de 100.


ALN

Ação Libertadora Nacional (1968–1974):

Estudantes universitários e ex-militantes do PCB formaram a organização mais ativa entre as que atuavam na guerrilha urbana. Suas principais ações incluíram o comando do sequestro do embaixador dos EUA, ao lado do MR-8.

Principais nomes: Carlos Marighela, José Dirceu e Frei Beto.

Militantes: Cerca de 250.


VPR

Vanguarda Popular Revolucionária (1968–1969):

Militares cassados e ex-integrantes da Polop formaram um dos grupos de maior atividade do período. Contrário ao controle do Estado pelo Exército, o capitão desertor Lamarca roubou armas do quartel para usá-las contra a ditadura militar.

Principais nomes: Carlos Lamarca.

Militantes: Cerca de 200.


COLINA

Comando de Libertação Nacional (1967–1969):

Pequeno grupo mineiro com ramificações no Rio de Janeiro, era formado por ex-militares e ex-integrantes da Polop. Como meio de obter recursos para viabilizar a guerrilha rural, praticava assaltos a bancos e a trens pagadores.

Principais nomes: Sargento João Lucas Alves.

Militantes: Cerca de 75.



MOLIPO


Movimento de Libertação Popular (1971–1972):
 
Dissidência da ALN formada por militantes que fizeram treinamento de guerrilha em Cuba. Infiltrado por um espião do governo, porém, o grupo foi praticamente eliminado pouco após seus líderes retornarem ao Brasil.

Principais nomes: José Dirceu e Beth Mendes.

Militantes: Cerca de 50.


VAR-PALMARES

Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (1969–1971):

Foi responsável pelo assalto mais lucrativo do período: o da casa de Ana Capriglione, conhecida como amante do governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Na ação, 2,5 milhões de dólares foram roubados.

Principais nomes: Carlos Lamarca e João Lucas Alves.

Militantes: Cerca de 200.


VPR

Vanguarda Popular Revolucionária (1969–1971):

Após o assalto a Ana Capriglione, a VPR se separou da VAR-Palmares. Em 1971, a organização seqüestrou o embaixador suíço, Giovanni Bucher. Os militares se recusaram a negociar e o grupo decidiu matá-lo. Lamarca discordou e fez prevalecer sua vontade. Mas acabou abandonando a organização para militar no MR-8.

Fonte: Super Interessante 

Com suas facções criminosas praticamente aniquiladas pelo esforço das forças armada no início dos anos 70, a maioria dos terroristas abandonou a luta armada, e seguiram o plano hegemônico criado pelo filósofo político marxista, o italiano Antônio  Gramsci. Que uma observando que uma vez a luta armada para manter o comunismo havia falhado na própria União Soviética, então a melhor forma de controle não deveria ser a força, mas sim o domínio da cultura. E como vimos em outras postagens seus apontamentos evoluíram na escola de teoria social e filosofia alemã: a Escola de Frankfurt. Que a partir daí veio a ideia de ampliar e desenvolver ideologias com o objetivo de separar a população em vários grupos, cada um procurando benefícios próprios, onde o Estado fica centralizado, dando pequenas migalhas para mante-los. Isso aqui no Brasil funcionou. Alguns militantes dos antigas facções aderiram ao MDB, único partido de oposição ao regime militar. Nos anos 80, com a anistia e a abertura política, começaram a se organizar em partidos que existem até hoje:

PCB = PPS

MNR + VPR = PDT

MR-8 + PCBR = PMDB

PCBR + ALAN = PT

PCdoB + AP = PCdoB


Hoje vemos o quanto nosso país está próximo de cuba e China e o quanto nossa antiga cultura foi totalmente substituída pelo multiculturalismo.  Olhem essas imagens abaixo e tirem sua próprias conclusões:











Conclusão


Como vimos a URSAL foi um termo criado de maneira critica e debochada para se referir a tentativa de formar um bloco econômico socialista na América do sul. Uma vez que a proposta da ALCA feita pelos Estados Unidos para promover uma melhor interação comercial entre os países das três Américas foi rejeitada enfaticamente  pelo então Presidente Lula. Apesar do nome não se referir a alguma organização ou grupo realmente existente, mas  serve como uma referência para os movimentos marxistas que foram dominando vários países da América e se fortalecendo em seu movimento hegemônico entre si. Prova disso é que quase a grande maioria de partidos existentes em nosso pais,  outrora foram facções criminosas. E percebendo que uma luta armada jamais venceria, assim como não vendeu na própria Rússia, eles resolveram fazer a dominação de dentro do sistema, pela política, cultura e pela mídia.

Basta olhar os movimentos sem terra, LGBT, feministas, e a grande diversidade de bolsas e o desprezo ao  meio empresarial para constatarmos que o multiculturalismo conseguiu infectar não apenas a nossa cultura tradicional, como também os três poderes. Então apesar da URSAL não ser um nome real para a união desses grupos, mas serve perfeitamente por falta de um nome oficial descrever esse demônio escondido nas sombras.


Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

  


E não esqueça de  visitar nossa biblioteca sobrevivencialista virtual, clicando na imagem abaixo: 



http://centrodeestudomars.blogspot.com.br/p/biblioteca.html



Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

Conheça Também:

Conheça nosso Canal no Youtube:

Conheça nossa página no Facebook:

 

Trailer do Canal:

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...