quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Combate Extremo: Seja um Ronin



Independência e autossuficiência são palavras chaves para nós combatentes urbano, porém um dos grandes  problemas do mundo moderno  é a fragilização psicológica do ser humano diante da revolução tecnossocial. Perdendo espaço pela falta de adaptabilidade muitas pessoas preferem buscar apadrinhamento junto ONGs, Movimentos sociais, e outros enganjamentos  que buscam culpar esse despreparo pessoal com lutas entre classes. Ricos e pobres, empresário versus operários, povo versus poder publico. Assim essas pessoas ficam sujeito a oportunistas que se mostram como um guia espiritual, vendendo suas verdades em troca de  fé cega. 

E assim também acontece na area de autodefesa, muitas pessoas amendrotadas com a violência e buscando aprender uma tecnica acabam caindo na conversa de pseudogurus marciais. O caminho do verdadeiro do combatente urbano é o caminho do Ronin, o guerreiro sem mestre, não se sujeitando a subjetividades, e nem manipulação de pessoas que querem apenas centralizar força, sem ter nada a oferecer. Não busque um mestre, se torne o mestre de sua vida, assim nunca te decepcionará. e se acontecer saberá o que deu errado e fará uma anailise sincera para se aperfeiçoar..




Dunning-Kruger




Ao longo deste 35 anos de artes marciais, conheci muitos professores e como disse em outra matéria, muitos infelizmente inventam histórias fantásticas para seu aluno, a fim de criarem uma imagem de herói e imbatível. Além de antiética essa atitude ainda coloca em risco a vida de alunos crédulos que tentam copiar as façanhas do professor reagindo a assaltos, lutando contra indivíduos armados. Posteriormente já trabalhando na área de segurança e revoltado com a morte de jovens que eram vítimas dessas mentiras, busquei pesquisar os antecedentes desses pretensos heróis, cinco deles para ser mais exato. E como esperado não havias um único registro das histórias que eles contavam, sobre terem prendido criminosos em assaltos, ou lutado com várias pessoas ao mesmo tempo e tudo resolvido na delegacia.  Muitos nem tinha uma única ocorrência registrada, outros tinha ocorrências comuns como perda de documento. Nada envolvendo conflitos, assaltos.   

Dois pesquisadores da Universidade de Cornell, Justin Kruger e David Dunning demonstraram por meio de uma série de experimentos o mecanismo mental de ilusão de superioridade. Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology em dezembro de 1999, recebendo o prêmio Nobel pelo trabalho. Constataram que vários estudos anteriores sugeriam que em habilidades tão distintas como compreensão de leitura, operação de veículos motorizados, e jogar xadrez ou tênis, "a ignorância gerava  confiança com mais frequência do que os que realmente tinham esses  conhecimento". Esse mecanismo de autoilusão chamamos de  efeito Dunning Kruger. 

O efeito Dunning-Kruger é o fenômeno pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, fazendo com que tomem decisões erradas e cheguem a resultados indevidos; é a sua incompetência que os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória. Kruger e Dunning testaram suas hipóteses com alunos da Universidade de Cornell matriculados em matérias de psicologia, aplicando auto-avaliações de habilidade lógica, habilidade gramática, e humorismo. Depois de confrontados com suas próprias notas obtidas nos testes, pediu-se aos avaliados que estimassem seu nível de habilidade em relação aos demais participantes. Neste momento o grupo mais competente em cada habilidade estimou seu nível corretamente, enquanto o grupo incompetente na habilidade superestimou o seu nível.


Muitos querem ser o que não é, e poucos são e não sabem que são.

Em contrapartida, a competência real pode enfraquecer a autoconfiança, e algumas pessoas muito capacitadas podem sofrer de inferioridade ilusória, achando que não são tão capacitados assim e subestimando as próprias habilidades, chegando a acreditar que outros indivíduos menos capazes também são tão ou mais capazes do que eles. A esse outro fenômeno dá-se o nome de síndrome do impostor.

Muitos "mestres" nunca passaram pela fase de busca do conhecimento, já se lançaram e autopromoveram para o nível de educador e conhecedor absoluto de determinada área.


Dunning e Kruger propuseram que, em relação a uma determinada habilidade, as pessoas incompetentes irão:

Falhar em reconhecer sua própria falta de habilidade;

Falhar em reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas;

Falhar em reconhecer a extensão de sua própria incompetência;

Reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Mas o que tem isso a ver com autodefesa? Tem tudo a ver: eu sempre gosto de bater na tecla, a necessidade de você preparador , sobrevivencialista e combatente urbano, montar seu próprio treino de autodefesa, separando o que é necessário para o seu desenvolvimento. No meio marcial, principalmente nas artes tradicionais, tem muitos indivíduos por falta de uma formação melhor, e com empregos entram para a arte marcial. pois é uma forma fácil de mesmo uma pessoa com baixa instrução escolar, ganhar notoriedade, não fazer trabalhos braçais, ser chamado de mestre e passar a via ganhando mensalidades, e participando de campeonato. Para atrair alunos falam sobre lendas, fatos históricos e filosofias orientais que eles não entendem, o conhecimento se limita apenas a meia dúzia  de livros de autoajuda que compram em sebos. 

Mas o pior não é isso, esse despreparo e falta de conhecimento em área de segurança, fazem eles investirem pesados em partes esotéricas, e falsas histórias onde lutaram contra vários indivíduos, assaltantes armados. Pessoas que nunca pegaram em arma de fogo, ou tiveram em situações reais de crise, ensinam e defendem técnicas absurdas como "segurar tambor de revolver" do assaltante. Tristemente ao longo destes 35 anos vi alunos morrerem seguindo essas loucuras. Muitas pessoas que você vê nos noticiários que reagiram a assalto é isso: fé cega, incentivados por professores. Me lembro de um caso que já contei aqui que depois de saber da morte do aluno, o professor, que sempre falava que os alunos deveriam reagir ou não acreditavam no que treinavam, falar sobre o aluno morto: "Viram? Não treinou, olha o que acontece, é sempre treinamento constante." Mas estou escrevendo hoje este artigo não é para criticar, mas para dizer para você seja seu mestre, seja um Ronin. Seja responsável pela sua vida, procure professores, mas não mestres. Você deve ser mestre de sua vida e proteger a sua família.



 

Seja responsável pela sua vida, e procure conhecimento, mas não se apegue a instrutores, você deve ser o mestre de sua vida.

Infelizmente não existe, caminho fácil, mágico e bonito. Treinar sério cansa, machuca, mas acredite no final vale a pena. procure sempre adquirir novos conhecimentos em diversas áreas: segurança, armamento e tiro, autodefesa, e principalmente entenda que a melhor forma de autodefesa é a prevenção;

No combate extremo, nas ruas,  o que vale no final é sua determinação, além lógico do conhecimento técnico e muito treinamento. O principio da sabedoria é o questionamento e autoavaliação, sempre pense em como melhorar, ou o que você ainda acha que desconhece e poderia estar correndo atrás.



Obras indicadas:











Conclusão

Como vimos o combatente urbano em suas preparações combativas deve tomar muito cuidado a selecionar cursos, de área de segurança, seja de tiro, autodefesa entre outros.  Pois muitos "profissionais" criam uma auto imagem que na maioria das vezes não condiz com a verdade.  Então não veja as pessoas como "mestres", mas como instrutores que você está pagando para lhe fornecer um serviço: conhecimento na área de segurança. Conhecimento esse que pode salvá-lo e a sua família em um momento de crise. 

Nós como sobrevivencialistas urbanos, devemos ser os "mestres" de nossas vidas, tendo toda a responsabilidade pelos nossos atos, e ter a capacidade de questionar as técnicas dos profissionais que nos ministram cursos. Lembre-se: fé cega é para ovelhas. Bons Estudos.

 


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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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