terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Combate Urbano: A violência dos fortes e a crueldade dos fracos - Parte 1


Nós preparadores, sobrevivencialistas e combatentes urbanos sabemos que a vida gira em torno do caos e de uma hora para outra estamos diante de uma crise, e se não tivermos força, resistência a dor  e muita determinação estamos mortos. Isso seja na área profissional, pessoal ou nas ruas, e a forma de externarmos está determinação na rua é por meio da violência, nos expressando por meio de nossa brutalidade e ferocidade primitiva. A violência nada mais é do que  a exibição do poder físico destrutivo.  A violência é distinta da crueldade porque pode existir completamente independentemente do sofrimento ou da malícia, ela pode e deve ser usada para nossa sobrevivência. Em um mundo onde os fracos administraram doutrinas e filosofias abstratas o pragmatismo da violência é  apresentado como a torpeza e covardia autodestrutiva da crueldade. Como veremos a seguir a violência é nossa velha amiga e devemos andar ao seu lado e nunca nos escondermos dela, pois ela é a  expressão máxima no mundo físico do verdadeiro combate urbano.

Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:







Violência, amiga dos fortes

 
Como já disse em outras postagens a violência sempre esteve ao lado do homem desde os primórdios,  o ajudava e se alimentar, a se vestir com peles para sobreviver ao clima, a se defender contra ataques de animais e finalmente a proteger o sua família e seu bando. E assim foi em toda nossa história uma amiga que nos acompanhou nos piores períodos e ajudou a muitos a sobreviver. Mas infelizmente ao longo dos séculos ela foi deturpada pelos fracos por meio de suas doutrinas imateriais a pregaram como sinônimo da crueldade e com isso passamos essa cultura anti  violência para nossos descendentes os tornando fracos e dependente de proteção do estado e os afeminando. Não se engane mesmo um simples hambúrguer que você come na lanchonete houve um ato de violência contra um ser, mesmo que não houve crueldade. 


A natureza é violenta, mas não cruel, pois não há maldade nem prazer no ato de matar. Apenas  a violência no seu estado mais puro. 

O autor americano Gerard Jones em seu livro Crianças - Brincando de matar monstros ele expõe a necessidade das  crianças serem expostas a meios de comunicação violentos, a fim de superar as dificuldades da vida real, e reconhecer o bem e o mal. Conheci um caso de uma mulher que não deixava a filha de oito anos nem mesmo assistir o desenho do Pica-Pau para ela não ter contato com violência. Mas e o mundo essa criança tão frágil e crescendo com medo da violência poderá se defender ou mesmo reconhecer a dinâmica da violência ou crueldade. Desde os tempos antigos com a mitologia grega, ou na idade média com os contos de fada a violência e a crueldade era apresentada para a crianças como forma de deixarem elas inteligentes para o mundo. A crueldade do lobo mal que aborda jovens na floresta, devora senhoras, e a violência justificada do caçador que mata o lobo.



O autor de, "O Príncipe", Nicolau Maquiavel, incompreendido pela sua sinceridade pragmática mostra a necessidade da violência para se manter o poder e se poder governar, mas ele se mostra em sua obra totalmente contra a crueldade, que segundo ele causa ódio e revolta contra quem pratica. Na arte da Guerra Sun Tzu ele nos passa a mesma mensagem, estar preparado e ser superior, violento e efetivo no combate, porém totalmente contra a crueldade, ou seja o uso da violência pelo simples prazer, ou atingir objetivos torpes.
Para os  guerreiros vikings a ideia de paraíso para eles não poderia ser mais antagônico do paraíso pacifico ocidental. Paraíso para eles era o  Valhalla  um lugar onde combatiam durante o dia e se glorificavam com a vitória e bebiam a noite. Um paraíso sem  morte, mas cheio de violência. Violência pura, inspira um sentimento de admiração e alerta que nos faz sentir mais vivos. Quem já leu as obras do tenente-Coronel Dave Grossman já conhece a figura do cão pastor, "aquele que anseia e pratica a justa violência", ou seja aquele que age com força e determinação para esmagar os lobos e proteger as ovelhas. 



Desenhos como Thundercats acima,  Batman e outros super heróis nada mais são do que representação da coragem, justiça e lealdade. Ao contrários dos vilões que eles enfrentam como o coringa entre outros que representam a crueldade. 


Games também tem seu papel na estruturação da violência na mente do jovem, percebendo que ela pode ser usado para o bem para proteger terceiros como nas histórias dos jogos. Pense em uma criança que foi criada num ambiente de pacifismo extremista, sendo condicionada a não gostar de nada relacionado com violência, autodefesa, armas. Qual será a reação dela ao ser abordada quando adulta ao sair da faculdade ou do trabalho por um estuprador exigindo que ela acompanhe. Ela irá buscar formas de se desvencilhar da situação ou simplesmente congelará vendo que o monstro que ela sempre fugiu está a sua frente. 

A determinação como sempre falo é a base para autodefesa, porém a determinação é uma manifestação interna, para ela se externar no momento de crise para se defender ela é feita por meio da violência. 


Não se engane a violência estará sempre presente ao nosso redor, e pior ainda a crueldade. Na próxima página veremos a crueldade, e como a diferença é muito grande da violência justificável, e é a principal arma dos lobos, e as ovelhas que chegam ao poder e a usam com ressentimento e prazer.


http://www.centrodeestudomars.com/2019/01/combate-urbano-violencia-dos-fortes-e.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...