quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Predador interno: O Eterno conflito com nosso lado sombrio


Quem assistiu a série de teve do serial killer Dexter com certeza lembra que ele sempre falava do "passageiro sombrio" quando falava de desejos e impulsos. Em psicanálise, elas podem ser nomeadas pelos conceitos de pulsão de vida (Eros) e pulsão de morte (Tânatos), já o filósofo  Friedrich Nietzsche dionisiano e apolíneo para descrever as forças criativas e destrutivas. Sendo um animal com instintos que precisam ser saciados e ao mesmo tempo uma mente racional capaz de abstrações, forças antagônicas batalham dentro de nossas mentes.

Essas polaridades criam conflitos psíquicos, mas devemos manter um equilíbrio, para nós não nos tornarmos um extremo ou outro, ovelhas ou lobos. A verdade é que todos temos esses impulsos e necessidades tanto de criar, fazer coisas que nos dão prazer como destruir coisas que possam nos prejudicar. Nós combatentes urbanos   devemos entender essas forças opostas para buscar o equilíbrio em nossas preparações, e não adquirir apenas  equipamentos, ou fortalecimento físico, mas principalmente na mente que é nossa verdadeira arma.


Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:







Violência, amiga dos fortes 



Pulsões são nossos designa impulsos energéticos internos que nos direciona a determinado comportamento de forma inconscientes, alheias a capacidade de decisão do indivíduo. Foi o  médico neurologista Edmund Freud que construiu dos dualismo pulsional. Eros promove a ligação entre o sujeito com os elementos necessários a sua preservação. Também liga esse sujeito a suas vivências. Está ligado a  autoconservação,  pulsões sexuais, o amor e a fome seriam o motor da existência humana e da humanidade. Fundamentado em estudos da biologia Freud  constrói a pulsão de morte, que teria como representante o sadismo.  Voltada para o interior à pulsão de morte se expressa na autodestruição, e para o exterior se manifesta como pulsão de destruição.
Porém a pulsão de vida não atua de forma isolada,  a existência no ser humano de uma ambivalência em tudo que ele pensa, faz e sente é o Amalgamada a Eros a pulsão de morte age de forma silenciosa. Trabalhando para Eros, a pulsão de morte pode ser intensamente criativa. A nossa agressividade pode e deve ser utilizada em prol da vida, como disse em outra a matéria a violência é vida, se refere a autopreservação.  É preciso que conheçamos esse “demônio oculto” e que o coloquemos para trabalhar a nosso favor, não devemos teme-lo.


Na série de teve "Dexter" o protagonista não tinha controle sobre seu lado sombrio.

O Friedrich Nietzsche criou a dicotomia apolínea / dionisíaca. Apolo e Dionísio eram deuses o da mitologia grega. Apolo era o deus da luz, razão, harmonia, equilíbrio e profecia, enquanto Dionísio era o deus do vinho, folia,  e tragédia. Apolo é representante do princípio e da razão calma, a moderação contida, no qual a pessoa permanece separada e, portanto, dominando as emoções;    Dionísio é o representante da inspiração louca, uma incapacidade de discernir os limites entre aparência e realidade. Assim, o pensamento racional também é apolíneo, uma vez que é estruturado e faz distinções. E dionisíaco é a incapacidade ou falta de vontade de fazer essas distinções; opõe-se diretamente ao apolíneo. Todas as formas de entusiasmo e êxtase são dionisíacas, como a  embriaguez e loucura são dionisíaca. Para Nietzsche o sujeito humano está em tensão consigo mesmo precisamente por causa da diferença radical entre os conceitos apolíneo e dionisíaco.


Freud e Nietzsche têm uma afinidade imediata, pois se opõem à noção de um sujeito humano unificado, ambos compreendem a dualidade humana, sendo que o ser humano não está apenas em confronto com o mundo ao seu redor, mas também experimenta um tipo interno de antagonismo que é expresso na distinção Apolo-Dioniso de Nietzsche e nas pulsões de Freud, respectivamente.

Mas como podemos entrar em equilíbrio e fazer uma integração com esses nossos perfis antagônicos? Os orientais a séculos tem as respostas para essas questões da dualidade humana, por meio de reflexões, meditações as filosofias tanto taoista com seu equilíbrio de força antagônicas, como o budismo através do "caminho do meio" nos mostra que não devemos negar uma ou outra força,mas faze-las trabalhar em harmonia. O nosso predador interior deve proteger o nosso leu  superior, e nosso eu superior e racional deve guiar o predador para o alvo e batalhas que valham a pena. Nenhum deve dominar o outro, ou terá um fraco com medo do mundo, ou uma fera irracional correndo o risco de ser abatida.   Em nossas preparações, como os antigos samurais no ritual do chá, devemos praticá-las  com disciplina   e foco, adquirindo conhecimento e evoluindo, e o mesmo tempo como os espartanos devemos sentir o prazer de desenvolver a nossa com efetividade  para a violência, por meio de autodefesa, pratica de tiro. Só reconhecendo e aceitando de forma produtiva e colaborativa nossas forças criativas e destrutivas é que o verdadeiro espírito guerreiro se desenvolverá.



Obra indicada:




Conclusão:




Como vimos todos carregamos em nossa consciência forças antagônicas capaz de criar e destruir.  O que precisamos entender é que não devemos temer a nossa capacidade destrutiva e nem desenvolver apenas a nossa racionalidade. Deve haver um equilíbrio entre as forças. Pois a violência precisa ser assertiva e tática, e o lado sábio deve ter coragem e ousadia. Isso são qualidades de um verdadeiro guerreiro, que um sobrevivencialista urbano deve almejar. Não ser um lobo, nem uma ovelha, mas aquele que é senhor de seu caminho e da guerra e sabe quando  fazer a guerra e buscar a paz, para se proteger e a sua família. Si vis pacem, para bellum e Semper fi.

O ladrão vai rolar sem braços e pernas pela rua igual coco ao vento? Alguém já viu fezes voando ao vento? Espero que não.



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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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