quarta-feira, 3 de abril de 2019

Combate extremo: Guerreiros e o ato de matar na história

 
Hoje vemos em nossa sociedade o constante culto a não violência, e como já demonstramos várias vezes em nossos artigos a violência não é só natural a nós como também é de suma importância a nossa sobrevivência desde o início dos tempos. Hoje conhecemos a palavra assassino como uma forma de se referir pejorativamente a um criminoso que ceifa a vida de uma inocente, porém essa palavra já significou  homem de principio, e foi usada para nomear o temido grupo da Ordem dos assassinos.
Nessa matéria vamos conhecer os Fida'i s, guerreiros mortais e altamente treinados da ordem dos assassinos, cultos e versados na arte da guerra e  inúmeras habilidades para se tornarem  verdadeiros combatentes urbanos, preparados para qualquer eventualidade.




Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:








Guerreiros de princípios 


Matar ou qualquer outro ato de violência é difundido indiscriminadamente como uma coisa repulsiva. Porém esses mesmo que reprovam tal atitude, seja estado político ou teológico sempre o usaram indiscriminadamente contra inocente para manterem o seu poder, como a Igreja Católica na idade média, o Nazismo, ou mesmo grupos comunistas radicais. Mas esses mesmos grupos hipócritas  buscam condenar a violência em todas as suas formas. Lógico que sabemos que isso nada mais para se manter ovelhas mansas e temerosas sob seu poder. E infelizmente essa doutrina de medo contra a violência ganha força junto a ONGS, associações, e lideranças políticas de esquerda, chegando até mesmo penalizar cidadão e agentes de segurança que agem em legitima defesa contra criminosos.  É incrível como movimentos desarmamentistas e a hoplofobia (a não aceitação da responsabilidade da autodefesa. São forte em meio até aos mais prejudicados, os cidadãos, doutrinados pela cultura imaterial do mundo perfeito do dever ser amplamente disseminado pelo filósofo grego Platão, considerado pelo filósofo  alemão Friedrich Nietzsche como um dos principais responsáveis assim como as instituições religiosas pela fraqueza, queda e perda da virilidade  do homem, o afeminando e o fazendo se recusar a ter contato com qualquer coisa ligado a violência, ou arte guerreira, podendo  ser considerado o inicio da hoplofobia.   

A palavra assassino por exemplo, não era em sua origem relacionada com crime, mas ao contrário seu significado era homem de principio. E devido a isso foi utilizada para designar uma Ordem de guerreiros islâmicos altamente treinados no final do século XI. A palavra "ASAS" em árabe significa princípio. O "Asāsiyyūn" (plural, o árabe literário, os textos oficiais, a forma apropriada) foram definidos em árabe; pessoas de princípio. Asasi (singular) e asasin pronunciado "Asāsiyyeen" (plural, variação literária bem como árabe falado regular, mais comumente usado). Assim ordem dos Assassinos ou simplesmente Assassinos foi o nome comum usado para se referir a um grupo surgido no  final do século XI de uma antiga seita islâmica, o hajal (pássaro) era frequentemente usado como um símbolo dessa grupo. Formalmente conhecida como o nizaris, seu mestre Hassan-i Sabbah baseado em textos islâmicos de Alamut chamou  seus discípulos Asāsiyyūn (أساسيون, significando "pessoas que são fiéis à fundação [da fé]"). 

Castelo Nizari.

Abaixo de Sabbah, o Grande Diretor da Ordem, eram aqueles conhecidos como "Propagandistas Maiores", seguidos pelos "Propagandistas" normais, os Rafiqs ("Companheiros") e os Lasiqs ("Aderentes"). Foram os Lasiqs que foram treinados para se tornarem alguns dos mais temidos assassinos, ou como eles eram chamados, "Fida'in" (agentes abnegados). Então assassinos se referiam a qualquer seguidores do grupo nizaris, porém a parte de combate e ataques estratégicos era realizada pelos membros conhecido como fida'i. Os alvos dos guerreiros fida'i variavam  de políticos a grandes generais, raramente atacavam ou eram hostis a cidadãos. 

        
Os grandes guerreiros fida'i representavam uma ameaça estratégica à autoridade sunita seljuq ao capturar e habitar várias fortalezas nas montanhas da Pérsia e depois da Síria , sob a liderança de Hassan-i Sabbah. Guerra assimétrica, guerra psicológica e ataques cirúrgicos eram frequentemente uma tática dos assassinos, levando seus oponentes à submissão, em vez de se arriscarem a matá-los. Na falta do seu próprio exército, os Nizari dependiam desses guerreiros fida'i para realizar espionagem e assassinatos de figuras-chave do inimigo, e ao longo de 300 anos mataram com sucesso dois califas, e muitos vizires, sultões e líderes cruzados.


 
Mas quem eram os mortais guerreiros fida'i?


Os fida'i foram reconhecidos e temidos pelos cruzados. As histórias dos Assassinos foram ainda mais embelezadas por Marco Polo. Os historiadores orientalistas europeus do século XIX - como Joseph von Hammer-Purgstall - também se referiram aos Nizari em suas obras e tendiam a escrever sobre os Nizari com base em relatos de autores árabes sunitas e persas medievais.


Muito tempo e muitos recursos foram empregados para treiná-los. Os assassinos eram geralmente jovens em idade, dando-lhes a força física e resistência que seriam necessários para realizar esses assassinatos, sendo trinados na arte da guerra, linguística e estratégias. No entanto, a proeza física não era o único traço que era necessário para ser um "Fida'i". Para chegar aos alvos, os assassinos tinham que ser pacientes, frios e calculistas. Eles eram geralmente inteligentes e cultos porque eles eram obrigados a possuir não apenas conhecimento sobre seu inimigo, mas sua cultura e sua língua nativa. Eles foram treinados por seus mestres para se disfarçarem e se esgueirarem para o território inimigo para realizar os assassinatos, em vez de simplesmente atacar seu alvo de imediato. Sem dúvida lembra e muito a figura os guerreiros japoneses, os ninjas.



Seguindo naquela época já a ideia da diretiva do homem cinza apesar de andarem uniformizados na fortaleza de Alamut, preferiam se misturar aos mendigos das cidades da Síria, da Mesopotâmia, do Egito e Israel, para não despertarem a atenção. No meio da multidão urbana, eles levavam uma vida comum para não atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para atacar. Geralmente, eles aproximavam-se da sua vítima em número de três. Se por acaso dois punhais, lâminas ocultas nas mangas ou espadas fracassasse, haveria ainda um terceiro a completar o serviço. Atuavam em qualquer lugar - nos mercados, nas ruas estreitas, dentro dos palácios e até mesmo no silêncio das mesquitas, lugar por eles escolhido em razão das vítimas estarem ali entregues à oração e com a guarda relaxada, o que nos faz lembrar dentro da técnica estratégica da escala do semáforo da violência, técnica desenvolvida pelos fuzileiros americanos, nada melhor do que atacar a vítima quando ela estiver em total inconsciência ou consciência focada. Como em momentos como a alimentação, banheiro, sono.  (Para ler sobre o semáforo da violência clique aqui).

O fato de o Fida'i realizar seus assassinatos à vista do público, frequentemente em plena luz do dia, dava-lhes a reputação que lhes era atribuída, muitas vezes davam a própria vida para a realização da missão. A guerra psicológica , e atacar a psique do inimigo era outra tática frequentemente empregada do hashashin, que às vezes tentava atrair seus oponentes em vez de se arriscar a matá-los. 

Durante a invasão seljúcida após a morte de Muhammad Tapar , um novo sultão seljúcida emergiu com a coroação do filho de Tapar, Sanjar. Quando Sanjar rejeitou os embaixadores hashashin enviados por Hassan para as negociações de paz, Hassan enviou seu hashashin ao sultão. Sanjar acordou uma manhã com um punhal preso no chão ao lado de sua cama. Alarmado, ele manteve o assunto em segredo. Um mensageiro de Hassan chegou e declarou: "Eu não desejava bem ao sultão que a adaga que foi atingida no chão duro tivesse sido plantada no seu peito macio". Nas décadas seguintes, houve um cessar-fogo entre os nizaris e os seljúcidas. O próprio Sanjar aposentou o hashashin sobre os impostos cobrados das terras que possuía, deu-lhes subsídios e licenças e até lhes permitiu cobrar pedágios dos viajantes. 

 Simbolo dos Assassinos

Porém durante o reinado do imã Rukn-ud-Din Khurshah , o estado Nizari declinou internamente e acabou sendo destruído quando o Imam entregou os castelos aos invasores mongóis. Os mongóis destruíram e eliminaram sua ordem. Os Assassinos foram erradicados pelo Império Mongol durante a bem documentada invasão de Khwarizm . Eles provavelmente despacharam seus assassinos para matar Möngke Khan. Assim, um decreto foi entregue ao comandante mongol Kitbuqa que começou a atacar várias fortalezas Hashashin em 1253 antes do avanço de Hulagu em 1256. Os mongóis cercaram Alamut em 15 de dezembro de 1256. Os Assassinos recapturaram Alamut por alguns meses em 1275, mas eles foram esmagados e seu poder político foi perdido para sempre.  

Vilão dos quadrinhos do Batman, Ra's al ghul é lider da Liga dos assassinos, inspirada na Ordem dos guerreiros Nizari.

O ramo sírio dos Assassinos foi tomado pelo sultão Baibars mameluco em 1273. Os mamelucos continuaram a usar os serviços dos assassinos remanescentes: no século XIV, Ibn Battuta relatou sua taxa fixa de pagamento por assassinato. Em troca, eles foram autorizados a existir. Eventualmente, eles recorreram ao ato de Taqq'iya (dissimulação), ocultando suas verdadeiras identidades até que seus Imames os despertassem. Menções de Assassinos foram preservadas dentro de fontes europeias, como os escritos de Marco Polo, onde são retratados como assassinos treinados, responsáveis ​​pela eliminação sistemática de figuras opostas. A palavra " assassino " tem sido usada desde então para descrever um assassino contratado ou profissional, levando ao termo relacionado " assassinato ", que denota qualquer ação envolvendo o assassinato de um alvo de alto perfil por razões políticas.




Conclusão


Como vimos na matéria de hoje, os imaterialistas ligados a pensamentos hoplofóbicos de instituições religiosas, ou políticas de esquerda criam uma verdadeira propaganda antiviolência ou qualquer coisa que traga a tona a força do homem.

E até mesmo termos ligados ao combate, estratégia ou a arte da guerra são deturpados  e propagados como repulsivos. Salvo quando são de interesse dos mesmos grupos para estabelecerem o seu poder. A história da Ordem dos Assassinos é a prova disso, apagados da história, a única referência são seus nomes hoje usado como termo para descrever o maior  "pecado capital", matar. Porém nós preparadores e combatentes urbanos sabemos o quão são importante a autodefesa legitima e todo conhecimento ligado a autodefesa, estratégia e a arte da guerra para nos protegermos e a nossa família também. Não espere o lobo aparecer, mantenha o seu treinamento e sempre adquira novos conhecimentos. Semper fie.



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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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