segunda-feira, 1 de abril de 2019

Predadores Urbanos: Stalkers, perseguidores implacáveis



Hoje nesta matéria vamos sobre os stalker, a palavra stalker  significa "perseguidor" em inglês. Os perseguidores que tem impulsos românticos ou vingativos, ou ainda se inicia como uma romântica e acaba com violência.  Geralmente com mentes desequilibradas e confusos esses indivíduos podem se tornar extremamente perigosos, não apenas para a vítima, como também para as pessoas que a cercam: familiares, amigos, etc.

Nesta matéria vamos conhecer os diferentes tipos de stalkers e como agir frente esses predadores urbanos.



Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.



Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:








Stalkers



Como já havia abordado em outras matérias, o ser humano é levado a realizar suas tarefas diárias segundo a psicanálise, por dois impulsos internos: Eros (força criativa) e Thanatos (força destrutiva), bem como o equilíbrio e interação entre elas. O Stalker devido o seu desequilíbrio psicológico essas forças entram em conflito. Então o mesmo impulso que o leva a se aproximar da vítima muitas vezes o leva também a destruir caso não consiga.  O stalker importuna e persegue de forma insistente e obsessiva uma outra pessoa, e essa perseguição persistente ora iniciada pelo impulso do eros pode levar a ataques e agressões. A natureza neurótica implacável do stalker pode assumir a forma de assediar seus alvos, aparecendo repetidamente, bem como enviando cartas e presentes.  Se estes são ineficazes, o indivíduo pode escalar para comportamentos mais intrusivos, como espionagem e confrontando inesperadamente suas vítimas. 



A pesquisadora Katrina Baum, do Instituto Nacional de Justiça de Washington, conduziu um estudo nacional de vitimização em 2009, em que as vítimas foram questionadas sobre o que achavam que motivavam seus perseguidores a persegui-las.  Das 3.416.460 vítimas, 36,6% consideraram as motivações dos perseguidores como “retaliação, raiva ou despeito”, 32,9% responderam “controle” e 23,4% disseram “doença mental ou instabilidade emocional”.



Na realidade, a maioria dos stalkers não sofre de alucinações ou delírios, embora muitos sofram de outras formas de psicopatias, incluindo depressão, abuso de substâncias alcoólicas ou drogas e transtornos de personalidade .



 Em 1993, o especialista em perseguição australiano Paul Mullen, diretor clínico e psiquiatra-chefe do Victoria's Forensicare, um hospital de alta segurança para os ofensores mentais, analisou o comportamento de 145 stalkers diagnosticados.  Mullen definiu o tipo de perseguição rejeitada como um indivíduo que experimentou o fim indesejado de um relacionamento próximo, provavelmente com um parceiro amoroso, mas também com um dos pais, um colega de trabalho ou um conhecido.  Quando as tentativas de reconciliação desse stalker falham, elas frequentemente buscam vingança.Com base em suas análises, Mullen e colegas propuseram cinco subtipos de stalkers, na tentativa de facilitar o diagnóstico e o tratamento.  Esses subtipos são atualmente a categorização mais amplamente usada na classificação do comportamento de perseguidores. 



 Os 5 tipos mais comuns de stalker:



 1) O stalker 'rejeitado'





Oitenta por cento das vítimas conhecem seu stalker e o mais comum é o stalker "ex-íntimo-rejeitado ".  Esses perpetradores estão em um relacionamento geralmente controlador e abusivo por natureza.  Na separação eles querem se reconciliar, vingar-se - ou uma mistura flutuante de ambos.
 
Inicialmente, o comportamento é motivado pelo desejo de se reconciliar com a vítima, mas quando não há interesse da vítima em se reconciliar, o stalker age impulsionado pela vingança. Ameaças cdo tipo "se eu não puder ter você, ninguém vai" podem ser feitas antes de comportamentos agressivos.  Os casos de perseguição 'rejeitados' são mais propensos a escalar para a violência e a pesquisa mostra que um em cada dois que fazem uma ameaça, irá agir sobre isso.








 2) O stalker do "amor obsessivo"


Esses stalkers também são relativamente comuns e tendem a ser um conhecido ocasional ou "solitário" isolado que escolhem uma determinada pessoa que desejam um relacionamento e persistem em sua busca apesar das reações da vítima, ou alheias a ela.

Um exemplo é um caso ocorrido nos Estados Unidos onde um universitário Elliot Fogel  conheceu Claire Waxman na faculdade.  Dez anos depois, ela começou a receber e-mails e cartões dele. Fogel chegou a ser visto fora de sua casa e a polícia encontrou a fotografia de casamento de Claire como um protetor de tela em seu computador. 

Durante o seu julgamento de 2012, foi revelado que Fogel pesquisou Claire 40 mil vezes no Google em um ano e invadiu seu carro, e ainda fez centenas de telefonemas tarde da noite Em maio de 2015, ele recebeu uma sentença de prisão de três anos e meio por violar sua ordem de restrição pela terceira vez.  Waxman afirmou que ela sofreu um aborto espontâneo, desenvolveu um distúrbio alimentar e teve que se mudar cinco vezes como resultado da campanha de Fogel.


 3) O stalker 'Rancoroso'


Esses stalkers também são relativamente comuns e podem se sobrepor ao 'rejeitado'.  Eles tendem a ter um relacionamento não íntimo com a vítima, por exemplo, um ex-funcionário irritado, um parceiro de negócios ofendido, um vizinho ressentido, um parente vingativo ou qualquer outra pessoa - geralmente conhecida pela vítima - cujo motivo para perseguir é a retribuição. Eles acreditam que foram vítimas de uma injustiça e são motivados pela retribuição. Um exemplo é o ex-presidiário Max Cady no filme Cabo do medo, que persegue Sam Bowden, o advogado que o representou no julgamento.




 4) O 'Eretomaníaco'


Este tipo de stalker é relativamente raro, muitas vezes mentalmente doente e acredita que a vítima está apaixonada por eles. Um desafio de tratar esses casos é a falta de motivação para o tratamento.  Eles não se veem como doentes, mas abençoados por uma personalidade romântica, embora se convençam de que ela seja prejudicada pela resposta lenta de seu alvo ou pela interferência de outros.


Um bom exemplo é o caso envolvendo a apresentadora Ana Hickmann, o fã Rodrigo Augusto de Pádua mandava inúmeras mensagens para a apresentadora de televisão por rede social. Até que um dia  invadiu armado o hotel em que ela estava hospedada na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O cunhado da apresentadora, Gustavo Correa, salvou  a família em legitima defesa disparou e matou o criminoso e infelizmente como era de se esperar em nosso país acabou preso.




 5) O stalker 'predador'

 
Eles andam em preparação para uma agressão sexual, com mulheres e crianças, muitas vezes o alvo.  A coleta de informações geralmente ocorre também.

O maníaco e stalker americano Clive Howard  foi condenado à prisão perpétua em abril de 2015 após admitir sete acusações de estupro, três de sequestro e uma tentativa de estupro entre 1986 e 2014 em Norfolk e Cambridge. Howard frequentemente perseguia mulheres solitárias à noite, mas foi pego quando sua última vítima descreveu seu carro, permitindo que a polícia o identificasse através da CCTV enquanto ele vasculhava as ruas de Norwich.



Então, como agir com os stalkers?


Além do registro do Boletim de Ocorrência para formalizar o problema o problema e avisar as autoridades é extremamente necessário a vítima mudar seu comportamento:

a) Evitar andar em lugares isolados;

b) Procure andar com um equalizador de força: Faca, arma de fogo etc, pois caso a loucura tome conta do Stauker ele não pensará duas vezes em lhe encontrar até mesmo no serviço para se vingar;

c) Avise vizinhos que tenha confiança que tal individuo é perigoso e caso vejam ele rondando a casa da vítima chamar a policia.

d) Importante: Nunca tente conversar  ou argumentar com o stalker, eles estão além da razão, e caso eles percebam que a conversa não esteja tomando o rumo que deseja ele pode tomar uma atitude extrema, como matar a vítima e até as crianças caso tenha sido casado anteriormente com a vítima.  Stalkers, como um grupo, compartilham uma capacidade notável, da mesma forma que os criminosos sexuais, para racionalizar minimizar e desculpar seu comportamento.  O comportamento obsessivo é bastante óbvio, juntamente com o pensamento distorcido, o narcisismo, a sensação de direito e a incapacidade de levar em consideração outras perspectivas.



Obras indicadas


Livros:







Filmes:








Conclusão:

 
Na matéria de hoje vimos o quão perigoso podem ser esses perseguidores com seus comportamentos obsessivos, e desequilíbrio mental podem levar suas ações a uma escala crescente até mesmo resultar na morte da vítima.

É importante que a vítima nunca busque argumentar, negociar ou qualquer tipo de contato direto. Comunicar as autoridades, e se conscientizar da necessidade de eventualmente ter que se defender e até mesmo matar em legítima defesa o perseguidor caso este perca o controle e tenha um surto homicida. Andar armado é sempre uma necessidade e quando se tem um stalker em seu encalço essa necessidade aumenta e muito.



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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

  

Colaboração:

 Dr. David S. 

 

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